Templários

Confraria do Bodo

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pombal

Pombal, topónimo que deu o título a um estadista tão admirado como contestado, Sebastião José de Carvalho e Mello, é terra de história grande ligada aos templários e à fixação de fronteiras na reconquista cristã pelos cavaleiros do Templo. Terá sido o Mestre Templário Gualdim Pais, recém-chegado do Oriente, que numa das primeiras iniciativas da sua acção mandou erigir o castelo de Pombal com o intuito de dar continuidade a uma linha de castelos que defendesse o território conquistado aos mouros. Com 900 anos de história, o Castelo de Pombal conta, por isso, um pouco da história nacional e absorve o cariz do Mestre Gualdim Pais que neste edifício aplicou o vanguardismo da arquitectura militar da época.

Num concelho rico em paisagem e em história, surge como força aglutinadora a festa do Bodo, assumida como elemento central na identidade dos pombalenses. Esta festa de tão importante que é foi o motivo que levou à constituição da Confraria do Bodo. Por ser tempo e espaço de encontro entre os naturais de Pombal, mas também subsidiária da tradição antiga, esta confraria quis assim associar-se à  história e à cultura de uma festa que se faz de vontades individuais e colectivas e da sua relação com o divino. Por isso, é preciso, primeiro, explicar devidamente a origem das Festas do Bodo.

Sendo esta uma história bonita onde a dádiva, sempre a dádiva, é a forma de retribuir a graça da divindade é também o resultado do entrecruzar da história, de protagonistas que deram um pouco de si à localidade e transformaram a sua paisagem cultural. Amplamente ligado à devoção e à crença na divindade, a Festa do Bodo de Pombal traduz na sua essência a vontade do povo em agradecer o feito divino dividindo, repartindo, partilhando o bolo, pão de trigo com farinha não levedada.

Conta-se que, em certo ano, uma praga de gafanhotos e lagartas invadiu as searas e os campos, as casas e os quintais e até os vasos utilizados pelas mulheres para transportar a água obrigando a que a água fosse coada antes de utilizada. Logo o povo decidiu realizar uma procissão da Igreja de São Pedro até à Capela de Nossa Senhora de Jerusalém invocando protecção. Após missa e promessa de grande festa caso a calamidade passasse, desapareceram os bichos infestantes e o povo deu graças pelo milagre. No ano seguinte, uma senhora de nome Maria Fogaça chamou a si a organização das festas prometidas e com todo o aparato realizou festas de acordo com a graça recebida no ano anterior. É, então, que se dá novo milagre. Por forma a agradecer a benesse divina, são feitos dois enormes bolos cujo destino é a partilha pelo povo. No entanto, quando estes estão prestes a ser colocados no forno um deles cai torto e é num ímpeto de coragem e devoção que um dos presentes, invocando Nossa Senhora de Jerusalém, entra dentro do forno endireita o bolo e sai ileso. De novo, o povo reclama milagre e vê no bolo o símbolo da divindade que quer dar graças a quem nele confia. Nascem, assim, as festas do Bodo, do pão doce que se partilha em sinal da graça divina.

Numa festa que vai além da lenda encontram-se relações com práticas das festividades do Espírito Santo. De facto, de acordo com a obra Arte de Furtar, atribuída a Padre António Vieira, «Na vila de Pombal, perto de Leiria, há um forno em que todos os anos se cose uma grande fogaça para a festa do Espírito Santo; e entra um homem nele, quando mais quente para acomodar a fogaça e se detém dentro quanto tempo é necessário, sem padecer lesão alguma do fogo que, cosendo o pão, não cose o homem». Esta festa é, por isso, o resultado da vontade de muitos protagonistas, do contributo que cada um deles deu a um acontecimento que respira as vicissitudes culturais, as mentalidades e a idiossincrasia que atravessaram aquele lugar.

Herdeira deste passado onde a lenda se cruza com a história num território onde a diversidade é o denominador comum, Pombal vê surgir a Confraria do Bodo como reconhecimento da importância destas festas na unidade do concelho. Constituída, em 2005, por pombalenses que se encontravam por ocasião das Festas do Bodo, esta Confraria encontrou a sua vocação, quer na importância das festas enquanto momento de reunião e de partilha à mesa, quer na importância do património natural, edificado e cultural de um concelho que se espraia do maciço calcário da Serra de Sicó até ao encontro com o Atlântico, na Praia do Osso da Baleia.

Num território geograficamente tão diverso, também a gastronomia é diversa e abrange produtos como o Queijo do Rabaçal, o azeite, o mel, o cabrito, a morcela de arroz, o arroz na versão malandrinho que a espécie carolino permite, os doces conventuais do Convento do Louriçal, as cavacas e os beijinhos de Pombal, enfim, tudo o que um concelho que vai da serra até ao mar pode oferecer. É, sobretudo, a diversidade à mesa de um concelho que não se esgota numa só realidade.

Trajados de azul, estes confrades defendem o património cultural das Festas do Bodo. No entanto, fazem-no no entendimento de que, quase sempre, a gastronomia é acompanhada de um rico património cultural imaterial que faz com que o acto de se alimentar não seja apenas uma satisfação de uma necessidade física, mas seja, igualmente, um acto cultural. Tal é verdade com toda a pujança por terras de Pombal onde a presença de tantas e importantes personalidades, que definiram o que hoje é Portugal, deram também o seu contributo para a súmula de tradições que caracterizam as Festas do Bodo. Uma festa que é uma linha de continuidade no tempo que vai juntando quem por ali nasceu ou passou. Uma festa que junta os confrades e os faz exaltar a partilha do bodo na convicção de que na dádiva se agradece o alimento que é de todos e para todos.

in sol.pt por Olga Cavaleiro

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Igreja fundada pelos Templários reabre em Santarém

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Após dois anos de obras, Igreja de Santa Maria da Alcáçova abre as portas para mostrar as suas três naves, capela-mor profunda e um órgão com 640 tubos, datado do início do século XIX.

Fundada em 1154 por iniciativa de um mestre templário, a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, capela do primeiro Paço Real de Santarém, vai reabrir no sábado depois de décadas de abandono e graças a recentes obras de restauro.

O templo não apresenta qualquer vestígio da sua traça original, uma circunstância já sublinhada em meados do século XIX por Almeida Garrett, no livro “Viagens na Minha Terra”.

O restauro da igreja, cuja estrutura actual resulta da campanha realizada entre 1715 e 1724 por iniciativa do Conde de Unhão, deixou a descoberto detalhes das intervenções realizadas nos séculos XVI (como o arco do altar) e XIX (o cadeiral da Capela-Mor, a decoração e o órgão), mas também um capitel romano existente numa das colunas que separam as naves.

Eva Raquel Neves, da Comissão Diocesana para os Bens Culturais da Igreja, disse à agência Lusa que durante muitos anos a igreja serviu de arrecadação, sendo a informação relativa ao último cónego-mor datada de Outubro de 1904, altura em que a diocese pediu a extinção definitiva da Real Colegiada de Santa Maria da Alcáçova (criada em finais do século XII), dada a existência de um único cónego já octogenário.

Composta por três naves e capela-mor profunda, em abóbada de berço com caixotões de cantaria, o interior da igreja é revestido a pintura decorativa de tons vermelhos e amarelos, com relevos de grinaldas (que remete para uma decoração mais civil do que religiosa), tendo na base azulejos dos finais do século XVIII com temática alusiva às litanias (oração em ladainha) de Nossa Senhora.

O órgão que se encontra no coro-alto da igreja (o sétimo a ser restaurado no centro histórico de Santarém), com 640 tubos, está datado entre 1820 e 1822, tendo sido construído por António Joaquim Peres Fontanes, um trabalho português coincidente com a prática musical da época e que será tocado no sábado pelo organista Rui Paiva, durante a inauguração presidida pelo secretário de Estado da Cultura.

A obra de requalificação, iniciada em 2013 e agora concluída, resultou de uma parceria entre a Diocese de Santarém e a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (que deu lugar à Direcção-Geral do Património Cultural) e da candidatura a fundos comunitários, que financiou metade do custo global da intervenção (da ordem dos 210 mil euros).

De fora da intervenção ficou a sacristia, cujo tecto, datado de 1637 e exibindo as armas do Conde de Unhão, a Diocese quer ainda tentar recuperar, disse Eva Neves.

A tela existente na capela-mor (de Cyrillo Machado, século XIX) mostra D. Afonso Henriques a entregar o Eclesiástico de Santarém ao procurador dos Templários (um “prémio” pela participação da Ordem na conquista de Santarém, em 1147, que veio a ser contestado pelo bispo de Lisboa, obrigando o rei a anular a doação em 1159).

A igreja, que acolheu uma das Colegiadas mais importantes do país, com cerca de 20 cónegos, terá sido fundada em 1154 pelo mestre templário Hugo Martins e tido por construtor o frade Pedro Arnaldo, segundo a inscrição colocada sobre a porta principal.

Classificada em 1984 como imóvel de interesse público, foi ainda alvo de uma campanha nos anos 90 do século XX, que deu origem a alguns trabalhos arqueológicos.

A igreja situa-se junto ao actual Jardim da Porta do Sol, que preserva parte das muralhas de Santarém, e paredes meias com a Casa-Museu Passos Canavarro, que foi a residência de Passos Manuel, onde pernoitou Almeida Garrett na visita que lhe fez no verão de 1843 e que deu origem às “Viagens na Minha Terra”, onde deixou uma descrição demolidora do que encontrou naquela que fora “a quase catedral da primeira vila do reino”.

in rr.sapo.pt

Priorato de Colombia – Celebracion de Juan Bautista

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La Celebración del Nacimiento de Juan el Bautista a Capítulo Cerrado de la Encomienda Emirto De Lima & Sintiago con sede en el Valle de Barranquilla es precedida por el Gran Prior General de la República de Colombia Francesco Cavalli durante el Solsticio de Verano bajo los Augustos Misterios en la dualidad del Jano: el Joven y  el Viejo, el uno Lampiño y el otro Barbado, el que mira al futuro y el otro al pasado; Jano – Janvier, da inicio al año tras el renacimiento del Sol en el Solsticio de Invierno; Joan, atraviesa los tiempos y los mitos de orígenes diversos de la dualidad de los dos Caballeros Templarios sobre el mismo corcel; Jano bifronte, como dos veces Juan, el Bautista y el Evangelista, el Solsticio de Verano y el Solsticio de Invierno, Santos casi gemelos; Jano del Pasado y Jano del Porvenir; Juan el Precursor y Juan el que debe regresar con la venida del Cristo.

El simbolismo de la muerte del Cristo en el Gólgota – Monte de la Caravela de Adam. “El cráneo evoca en las tradiciones iniciáticas la caverna que ilumina el ojo del mundo. El túmulo yermo, el Calvario, el Gólgota es ‘Cráneo’ y llevará la señal de la redención”

Juan el Bautista, el precursor y anunciador del Cristo, simbolizado de alguna manera en el Abraxas – Secretum Templi, sello usado por la Orden; Referenciado en la simbología Crística como el Cordero – Agnus Dei, manifestándose explícitamente como “Yo soy el garante del Cordero” e integrándose fundamentalmente a la vieja tradición del Culto de las Cabezas Cortadas, Juan y Jesús – el Cristo – símiles en el Tiempo – “Yo soy aquel que es igual que yo” – Solsticio del Agua y del Fuego.

Jano o Juan el Bautista en el plano Simbólico, son de relevante consideración para el Inner Temple que como en Ilo tempore en la Noche de los Tiempos hasta nuestros días se mantiene representado…

 

Fr.+++

Manuel Ricaurte F.

Canciller

PGRC – OSMTHU

Aula Livre – Quinta da Regaleira

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A Quinta da Regaleira e os seus Jardins Iniciáticos e Palácio, está situada na encosta da Serra de Sintra e a escassa distância do Centro Histórico. O seu construtor, Carvalho Monteiro, pelo traço do arquitecto italiano Luigi Manini, deu à quinta de 4 hectares, o palácio, rodeado de luxuriantes jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares estes que ocultam significados alquímicos, como os evocados pela Maçonaria, Templários e Rosa-cruz. Modelou o espaço em traçados mistos, que evocam a arquitectura românica, gótica, renascentista e manuelina.

Homem de grande cultura clássica, Carvalho Monteiro era dono de uma excepcional colecção camoniana. A mitologia greco-romana, as visões infernais de Dante e os ecos de um passado distante de misticismo e deslumbre acompanham o visitante que queira decifrar os mistérios de jardins e cavernas, num viagem ao interior da alma.

A visita terá lugar no dia 31 de Maio, iniciando-se pelas 14h30 e terminando 19.00h, sendo guiada por Luis de Matos e Luis Fonseca* (ver: universatil.wordpress.com).

As inscrições são limitadas e devem estar concluídas até dois dias antes da visita por imposições logísticas da própria Quinta.

A visita tem um custo de 10€ por pessoa + entrada no monumento** (ver preços de admissão ao monumento em: regaleira.pt)

Inscrições prévias: ihshi@mail.com

* Luis de Matos é autor, entre outros de “A Maçonaria Desvendada – Reconquitar a Tradição”, “Quero Saber – Alquimia” e “Breve Memória sobre a Ordem do Templo e Portugal”; Luis Fonseca é autor de, entre outros, de “Perit ut Vivat” e “A Doutrina Cristã Esotérica”.

** para alunos do Curso Livre Templários e Templarismo da Universidade Lusófona, bem como membros da OSMTHU a visita é gratuita e apenas devem pagar a entrada no monumento, contudo DEVEM INSCREVER-SE de modo a garantir a participação.

Aula Livre – Visita ao Palácio da Pena em Sintra

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pena2015 O Palácio da Pena ergue-se sobre uma rocha escarpada, que é o segundo ponto mais alto da Serra de Sintra. Localiza-se na zona oriental do Parque da Pena, que é necessário percorrer para se chegar à íngreme rampa que o Barão de Eschwege construiu para se aceder à edificação acastelada. O Palácio propriamente dito é constituído por duas alas: o antigo convento manuelino da Ordem de São Jerónimo e a ala edificada no século XIX por D. Fernando II. Estas alas estão rodeadas por uma terceira estrutura arquitetónica, em que se fantasia um imaginário castelo de caminhos de ronda com merlões e ameias, torres de vigia, um túnel de acesso e até uma ponte levadiça.

Em 1838 o rei D. Fernando II adquiriu o antigo convento de monges Jerónimos de Nossa Senhora da Pena, que tinha sido erguido no topo da Serra de Sintra em 1511 pelo rei D. Manuel I e se encontrava devoluto desde 1834 com a extinção das ordens religiosas. O convento compunha-se do claustro e dependências, da capela, sacristia e torre sineira, que constituem hoje o núcleo norte do Palácio da Pena, ou Palácio Velho.

É um dos mais importantes legados do Portugal simbólico. A propósito do antigo Mosteiro da Pena, do Rei Artista D. Fernando II e da recriação arquitectónica e paisagística da mítica Ilha Secreta dos heróis e da Floresta que cerca o Castelo Inacessível do Santo Graal, iremos conhecer melhor mitos e lendas que enquadram o programa simbólico e o lançam, com força e vigor, em direcção ao futuro. Ao Portugal que falta cumprir, nas palavras de Fernando Pessoa.

A visita terá lugar no dia 24 de Maio, iniciando-se pelas 14h30 e terminando 19.00h, sendo guiada por Luis de Matos (ver: universatil.wordpress.com).

As inscrições são limitadas e devem estar concluídas até dois dias antes da visita por imposições logísticas do próprio Palácio.

A visita tem um custo de 10€ por pessoa + entrada no monumento* (ver preços de admissão ao monumento em: parquesdesintra.pt)

Inscrições prévias: ihshi@mail.com

* para alunos do Curso Livre Templários e Templarismo da Universidade Lusófona, bem como membros da OSMTHU a visita é gratuita e apenas devem pagar a entrada no monumento, contudo DEVEM INSCREVER-SE de modo a garantir a participação.

Cerimónia Solene de Armação teve lugar na Comendadoria de Sintra, Portugal

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Novos Cavaleiros e Damas foram armados este fim de semana na Comendadoria de Sintra do Priorado Ibérico (OSMTHU), em Portugal. Damos os parabéns a todos, acolhendo-os numa fraternidade de serviço, espiritualidade e busca pelo conhecimento. Que os seus nomes sejam conhecidos: Dama Anabela Melão, DTJ; Dama Ana Tavares de Mello, DTJ; Dama Susana Ferreira, DTJ; Dama Isabel Passos, DTJ; Cavaleiro Bruno Judas, KTJ; Cavaleiro Michel Rodrigues, KTJ; Cavaleiro Paulo Cristóvão, KCTJ; Cavaleiro Paulo Valente, KTJ; Cavaleiro Rui Herdadinha, Cavaleiro Vitor Barata, KTJ e Cavaleiro Vitorino Batalim, KTJ.

O Priorado Ibérico e o Conselho Magistral dão os parabéns aos novos Cavaleiros e Damas, desejando que todos eles encontrem um caminho para a sua demanda espiritual neste novo estágio nas suas vidas, na certeza de que podem agora ver a Cavalaria como uma força viva e não letra morta nas páginas de livros cheios de pó.

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A Cerimónia

O sol já se punha no horizonte distante do Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental, o lugar onde a terra acaba e o mar começa, quando os Escudeiros contemplavam como a luz do mundo se esconde ciclicamente e como os seus últimos raios parecem ser frágeis, distantes que estão do fulgor do brilho do meio-dia. Depressa a escuridão cobriu a terra. Era hora de voltar à segurança da Comendadoria.

Seguiu-se uma refeição ligeira. Logo de seguida todos foram chamados à Sala do Capítulo para as últimas instruções e exame antes da Vigília. O Prior Geral leu passagens dos principais texto de fonte tradicional, explorando alguns dos temas mais básicos e centrais que devem ser considerados antes de iniciar uma Vigília e juntar-se à Ordem. Todos os Escudeiros foram examinados.

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A Vigília começou depois da hora mais negra da noite. A Regra Latina da Ordem do Templo foi lida. Depois, à vez tomando turnos, todos os Escudeiros leram em voz alta todo o Livro do Apocalipse e o Evangelho de Marcos. Cada um foi levado individualmente a uma sala provada, para consolamentum espiritual.

Pouco antes da madrugada, os Escudeiros foram levados a campo aberto, junto ao mar de novo, para testemunhar o regresso da luz. Tal como João, foram testemunhas de que a luz regressa na sua glória plena e que todas as criaturas da terra e dos céus rejubilam na sua presença. Bem depressa o sol todo poderoso brilhava na sua força imparável, afastando o nevoeiro da manhã e todas as sombras negras da noite.

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Era já tempo de recolher à Capela. Ali o trabalho de Capítulo foi retomado. O ritual foi executado na mais estrita observância da regra e todos os Escudeiros foram armados, Cavaleiros e Damas foram armados. A Eucaristia foi celebrada pelo Prefeito Apostólico do Priorado e todos os Irmãos e Irmãs se sentaram à mesa fraternal do pão e do vinho, do corpo e espírito do Senhor.

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Nesta feliz ocasião três novos Comendadores fizeram o seu juramento com a criação de três Comendadorias. O Cavaleiro Olivier de Brito, KCTJ é agora Comendador da Arrábida; a Dama Ana Brum, DCTJ é agora Comendadora de Lisboa – Colina de Sant’Ana e o Cavaleiro Paulo Cristóvão, KCTJ é agora o Comendador de Lisboa – Colina de São Vicente.

Todos partiram depois do meio dia, de volta a suas casas para junto das suas famílias e de regresso às suas vidas seculares, carregando nos seus corações a presença viva do que tinham acabado de viver.

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Nota: Deverá ser notado que Paulo Pereira Cristóvão, aqui citado como Comendador de Lisboa, não é membro da Ordem desde 13 de Dezembro de 2014. As recentes acusações criminais que enfrenta dizem respeito apenas à sua vida privada e não envolvem a Ordem ou os seus membros. A Ordem lamenta ter sido induzida em erro pelo seu Registo Criminal limpo e irá aduzir o seu nome, de acordo com os estatutos, à lista pública daqueles que foram erradicados da Ordem.

Leonor de Aquitania, el mejor ejemplo del poder de la mujer en la Edad Media

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Leonor de Aquitania (Poitiers, 1122- Fontevraud 1204) fue una mujer “excepcional”, longeva y “fascinante”, amada por unos y odiada por otros, pero para todos sin discusión el mejor ejemplo del importante poder que algunas mujeres ejercieron en la Edad Media, en contra de las creencias populares.

Así lo atestigua la investigadora científica del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) Ana Rodríguez, en “La estirpe de Leonor de Aquitania” (Crítica), una obra en la que trata de entender el contexto en el que se movieron las mujeres de la época y explicar cuáles eran las relaciones entre mujeres y poder en los siglos XII y XIII, según cuenta en una entrevista con Efe.

Para ello, Rodríguez se fija en Leonor de Aquitania, una noble medieval francesa miembro de la casa de Poitiers que, por matrimonio, llega a ser reina consorte de Francia y, tras su divorcio de Luis VII, reina de Inglaterra al casarse con Enrique II.

La fuerza inicial del personaje procede, según la investigadora, del hecho de ser propietaria, por herencia de su padre, del condado de Aquitania, un lugar “estratégicamente situado” desde el punto de vista geográfico y “de una importancia tremenda” entre los reinos de Francia e Inglaterra.

Este hecho la convierte en “un peón fundamental” en la construcción de las relaciones familiares y de poder en la época medieval, al ser capaz de mantener ese poder durante seis décadas, un hecho “absolutamente excepcional” en la época.

“Todo eso, amparado con una estrategia permanente en las complejas relaciones con sus esposos e hijos, la hizo mantenerse en el juego político sin estar nunca al margen del mismo”, según Ana Rodríguez, quien afirma que, al final de su vida, Leonor de Aquitania se convierte en “la guardiana de la memoria de su familia”.

“Con estrategias variadas y cambiantes y alianzas con diferentes poderes, e incluso con sus esposos e hijos”, Leonor de Aquitania tiene el mérito de saber “gestionar” ese poder territorial que le es transferido por su padre, convirtiéndola en “toda una superviviente”, una mujer que vive 82 años y que, a su muerte, “ha enterrado a todo el mundo”, hasta el punto de que solo la sobreviven dos de sus diez hijos.

Pero fue precisamente su capacidad para ejercer un poder “para el que en principio, como mujer, no estaba legitimada”, el que la hizo ser detestada por los cronistas franceses e ingleses de la época, todos ellos eclesiásticos y en estrecha relación con los miembros más poderosos de la corte, para los que Leonor “siempre fue un peligro” y una mujer “que fascinó a todos, para bien o para mal”.

“Para ellos fue una especie de mujer que llevó el pecado a todo el que se cruzaba con ella”, según Ana Rodríguez, quien considera que el principal problema con el que se topó fue el de ejercer un poder que, “por la propia concepción del mismo en la Edad Media, no era legítimo”.

Según la investigadora, las mujeres de la sociedad medieval podían transmitir el poder y ejercerlo de ciertas maneras, “pero eso nunca tenía una legitimidad similar a la de los hombres”, y recuerda que “formaba parte de la normalidad” que todos los reyes tuviesen una esposa legítima, para darle hijos legítimos, y también amantes.

Para Ana Rodríguez, la última gran “misión histórica” de Leonor de Aquitania, que habla también de “su gran fortaleza”, fue la de cruzar los Pirineos y viajar, con 80 años, hasta Castilla para escoger entre sus nietas, las infantas de Castilla, a la que se convertiría en esposa del futuro Luis VIII, eligiendo a Blanca, una de las reinas más célebres y hábiles políticamente de Francia.

Dos años después de la elección de Blanca como futura reina de Francia, Leonor de Aquitania falleció en la abadía de Fontevrault, lugar en el que durante ese tiempo se dedicó “a construir la memoria de la familia” y los sepulcros que hoy todavía se pueden ver.

in La Razón

Por: Concha Carrón./Efe.