Portugal

Confraria do Bodo

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Pombal, topónimo que deu o título a um estadista tão admirado como contestado, Sebastião José de Carvalho e Mello, é terra de história grande ligada aos templários e à fixação de fronteiras na reconquista cristã pelos cavaleiros do Templo. Terá sido o Mestre Templário Gualdim Pais, recém-chegado do Oriente, que numa das primeiras iniciativas da sua acção mandou erigir o castelo de Pombal com o intuito de dar continuidade a uma linha de castelos que defendesse o território conquistado aos mouros. Com 900 anos de história, o Castelo de Pombal conta, por isso, um pouco da história nacional e absorve o cariz do Mestre Gualdim Pais que neste edifício aplicou o vanguardismo da arquitectura militar da época.

Num concelho rico em paisagem e em história, surge como força aglutinadora a festa do Bodo, assumida como elemento central na identidade dos pombalenses. Esta festa de tão importante que é foi o motivo que levou à constituição da Confraria do Bodo. Por ser tempo e espaço de encontro entre os naturais de Pombal, mas também subsidiária da tradição antiga, esta confraria quis assim associar-se à  história e à cultura de uma festa que se faz de vontades individuais e colectivas e da sua relação com o divino. Por isso, é preciso, primeiro, explicar devidamente a origem das Festas do Bodo.

Sendo esta uma história bonita onde a dádiva, sempre a dádiva, é a forma de retribuir a graça da divindade é também o resultado do entrecruzar da história, de protagonistas que deram um pouco de si à localidade e transformaram a sua paisagem cultural. Amplamente ligado à devoção e à crença na divindade, a Festa do Bodo de Pombal traduz na sua essência a vontade do povo em agradecer o feito divino dividindo, repartindo, partilhando o bolo, pão de trigo com farinha não levedada.

Conta-se que, em certo ano, uma praga de gafanhotos e lagartas invadiu as searas e os campos, as casas e os quintais e até os vasos utilizados pelas mulheres para transportar a água obrigando a que a água fosse coada antes de utilizada. Logo o povo decidiu realizar uma procissão da Igreja de São Pedro até à Capela de Nossa Senhora de Jerusalém invocando protecção. Após missa e promessa de grande festa caso a calamidade passasse, desapareceram os bichos infestantes e o povo deu graças pelo milagre. No ano seguinte, uma senhora de nome Maria Fogaça chamou a si a organização das festas prometidas e com todo o aparato realizou festas de acordo com a graça recebida no ano anterior. É, então, que se dá novo milagre. Por forma a agradecer a benesse divina, são feitos dois enormes bolos cujo destino é a partilha pelo povo. No entanto, quando estes estão prestes a ser colocados no forno um deles cai torto e é num ímpeto de coragem e devoção que um dos presentes, invocando Nossa Senhora de Jerusalém, entra dentro do forno endireita o bolo e sai ileso. De novo, o povo reclama milagre e vê no bolo o símbolo da divindade que quer dar graças a quem nele confia. Nascem, assim, as festas do Bodo, do pão doce que se partilha em sinal da graça divina.

Numa festa que vai além da lenda encontram-se relações com práticas das festividades do Espírito Santo. De facto, de acordo com a obra Arte de Furtar, atribuída a Padre António Vieira, «Na vila de Pombal, perto de Leiria, há um forno em que todos os anos se cose uma grande fogaça para a festa do Espírito Santo; e entra um homem nele, quando mais quente para acomodar a fogaça e se detém dentro quanto tempo é necessário, sem padecer lesão alguma do fogo que, cosendo o pão, não cose o homem». Esta festa é, por isso, o resultado da vontade de muitos protagonistas, do contributo que cada um deles deu a um acontecimento que respira as vicissitudes culturais, as mentalidades e a idiossincrasia que atravessaram aquele lugar.

Herdeira deste passado onde a lenda se cruza com a história num território onde a diversidade é o denominador comum, Pombal vê surgir a Confraria do Bodo como reconhecimento da importância destas festas na unidade do concelho. Constituída, em 2005, por pombalenses que se encontravam por ocasião das Festas do Bodo, esta Confraria encontrou a sua vocação, quer na importância das festas enquanto momento de reunião e de partilha à mesa, quer na importância do património natural, edificado e cultural de um concelho que se espraia do maciço calcário da Serra de Sicó até ao encontro com o Atlântico, na Praia do Osso da Baleia.

Num território geograficamente tão diverso, também a gastronomia é diversa e abrange produtos como o Queijo do Rabaçal, o azeite, o mel, o cabrito, a morcela de arroz, o arroz na versão malandrinho que a espécie carolino permite, os doces conventuais do Convento do Louriçal, as cavacas e os beijinhos de Pombal, enfim, tudo o que um concelho que vai da serra até ao mar pode oferecer. É, sobretudo, a diversidade à mesa de um concelho que não se esgota numa só realidade.

Trajados de azul, estes confrades defendem o património cultural das Festas do Bodo. No entanto, fazem-no no entendimento de que, quase sempre, a gastronomia é acompanhada de um rico património cultural imaterial que faz com que o acto de se alimentar não seja apenas uma satisfação de uma necessidade física, mas seja, igualmente, um acto cultural. Tal é verdade com toda a pujança por terras de Pombal onde a presença de tantas e importantes personalidades, que definiram o que hoje é Portugal, deram também o seu contributo para a súmula de tradições que caracterizam as Festas do Bodo. Uma festa que é uma linha de continuidade no tempo que vai juntando quem por ali nasceu ou passou. Uma festa que junta os confrades e os faz exaltar a partilha do bodo na convicção de que na dádiva se agradece o alimento que é de todos e para todos.

in sol.pt por Olga Cavaleiro

Pentecostes 2016 celebrado com Armações no Priorado de Portugal

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A OSMTHU, através do seu Priorado Ibérico, celebrou este ano o Pentecostes, realizando uma cerimónia de Armação de novos Cavaleiros e Damas, que teve lugar em aquartelamento protegido na região do Alentejo. Além das autoridades nacionais da Ordem, incluindo o Grão Prior Fr+ Luis de Matos e o Capelão Geral, Mons. Tau Christophorus de Lusignan, esteve igualmente presente o Senescal da Ordem, membro do Conselho Magistral e Prior da Inglaterra e Gales, Fr+ Leslie Payne.

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Na mesma ocasião prestou juramento ainda o Fr+ Paulo Valente, KCTJ, sendo investido como Comendador da Comendadoria de Sintra, que terá o especial encargo de proceder à instrução da classe de Noviços.

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Damos os parabéns a todos os Cavaleiros e Damas armados nesta ocasião, acolhendo-os numa fraternidade de serviço, espiritualidade e busca pelo conhecimento. Que os seus nomes sejam conhecidos: Cavaleiro Fernando Silva, KTJ; Cavaleiro Jaime Laranjeira, KTJ; Cavaleiro João Pedro Silva, KTJ; Cavaleiro Joaquim Marvão, KTJ; Cavaleiro Jorge Rosa, KTJ; Dama Margarida Rodrigues, DTJ; Cavaleiro Miguel Fabiana, KTJ; Dama Paula Valente, DTJ; Cavaleiro Pedro Coradinho, KTJ; Dama Rosa Ferreira, DTJ; Dama Sandra de Oliveira, DTJ; Cavaleiro Victor Varela Martins, KTJ e Cavaleiro Victor Graça, KTJ.

Agradecemos ainda a todos os que organizaram e puseram todo o seu esforço ao serviço da Ordem neste dia tão especial.

INÍCIO DA VIGÍLIA

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TONSURA

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INSTRUÇÃO E LEITURAS

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VIGÍLIA

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ARMAÇÃO

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The Visit

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The morning sun was shining as bright as if it was Spring. But it wasn’t. Very, very close to the last days of Fall, we could see how the Tagus river carried the brownish fallen remains of dead leafs,  broken ashen tree twigs and orange tanned grass leftovers tried by a few days of hard rain and sweeping winds. Winter was coming, the air was cold. But the sun was having none of it! And in that fine lit morning, towering above the river waters in an impossible island, the invincible walls of the 850 year old Templar Castle of Almourol stood up, proud and mysterious.

We had the good fortune to have been found by the boat owner, who, after having spotted us looking at the towers with a smile on our eyes, asked from a distance “Do you want me to take you to the island?”

Sure!

HE Fr+ Bryant Jones, Grand Prior of the Grand Priory of the United States (OSMTJ – Lamirand/Haimovici branch), whom I had never met before, was visiting the Templar region of Tomar, in Portugal, and asked me if I would show him around. I was pleased to be his guide. Often some of our brethren, when they have a stopover in Lisbon in their travels, like to meet with me for a chat, a couple of beers or dinner. Sometimes they have time to go to Tomar. Sometimes they accept my invitation to visit Sintra. Many times, however, they are only educated tourists. They love to tour the places they have come to admire on the internet or their printed tour guides. But the real deal moves them no more than a 360º degree iPhone App with HD photos. They would hit the “Like” button, sure. But Fr+ Jones was hitting the “Love It!!!!” button for two straight days! His passion and knowledge for everything related to the Templar Order and its history was amazing. And uncommon. A real revelation. How I wish all High Officers of the Order in its several branches would show such knowledge and appreciation for Templar history, values and life lessons as Prior Jones does! The amount of problem that would be solved… And the drama that would not unfold…

Yes, we visited every corner of the Templar Castle and Convent of Christ that can be visited and spoke hours on end about every little subject that came to mind. Over the two days it took to visit Tomar and Sintra, I almost lost my voice, so much so that I was forced to cancel a class I was teaching that night. We belong to different branches in the Order and we have – and will keep – our commitments to our own branches. However, we struck a real friendship, firmly based on shared values and passions, shared objectives and visions for the future. So, don’t be surprised if ever see us crossing the gates of Jerusalem wearing the same white mantle!

Luis de Matos

Igreja fundada pelos Templários reabre em Santarém

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Após dois anos de obras, Igreja de Santa Maria da Alcáçova abre as portas para mostrar as suas três naves, capela-mor profunda e um órgão com 640 tubos, datado do início do século XIX.

Fundada em 1154 por iniciativa de um mestre templário, a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, capela do primeiro Paço Real de Santarém, vai reabrir no sábado depois de décadas de abandono e graças a recentes obras de restauro.

O templo não apresenta qualquer vestígio da sua traça original, uma circunstância já sublinhada em meados do século XIX por Almeida Garrett, no livro “Viagens na Minha Terra”.

O restauro da igreja, cuja estrutura actual resulta da campanha realizada entre 1715 e 1724 por iniciativa do Conde de Unhão, deixou a descoberto detalhes das intervenções realizadas nos séculos XVI (como o arco do altar) e XIX (o cadeiral da Capela-Mor, a decoração e o órgão), mas também um capitel romano existente numa das colunas que separam as naves.

Eva Raquel Neves, da Comissão Diocesana para os Bens Culturais da Igreja, disse à agência Lusa que durante muitos anos a igreja serviu de arrecadação, sendo a informação relativa ao último cónego-mor datada de Outubro de 1904, altura em que a diocese pediu a extinção definitiva da Real Colegiada de Santa Maria da Alcáçova (criada em finais do século XII), dada a existência de um único cónego já octogenário.

Composta por três naves e capela-mor profunda, em abóbada de berço com caixotões de cantaria, o interior da igreja é revestido a pintura decorativa de tons vermelhos e amarelos, com relevos de grinaldas (que remete para uma decoração mais civil do que religiosa), tendo na base azulejos dos finais do século XVIII com temática alusiva às litanias (oração em ladainha) de Nossa Senhora.

O órgão que se encontra no coro-alto da igreja (o sétimo a ser restaurado no centro histórico de Santarém), com 640 tubos, está datado entre 1820 e 1822, tendo sido construído por António Joaquim Peres Fontanes, um trabalho português coincidente com a prática musical da época e que será tocado no sábado pelo organista Rui Paiva, durante a inauguração presidida pelo secretário de Estado da Cultura.

A obra de requalificação, iniciada em 2013 e agora concluída, resultou de uma parceria entre a Diocese de Santarém e a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (que deu lugar à Direcção-Geral do Património Cultural) e da candidatura a fundos comunitários, que financiou metade do custo global da intervenção (da ordem dos 210 mil euros).

De fora da intervenção ficou a sacristia, cujo tecto, datado de 1637 e exibindo as armas do Conde de Unhão, a Diocese quer ainda tentar recuperar, disse Eva Neves.

A tela existente na capela-mor (de Cyrillo Machado, século XIX) mostra D. Afonso Henriques a entregar o Eclesiástico de Santarém ao procurador dos Templários (um “prémio” pela participação da Ordem na conquista de Santarém, em 1147, que veio a ser contestado pelo bispo de Lisboa, obrigando o rei a anular a doação em 1159).

A igreja, que acolheu uma das Colegiadas mais importantes do país, com cerca de 20 cónegos, terá sido fundada em 1154 pelo mestre templário Hugo Martins e tido por construtor o frade Pedro Arnaldo, segundo a inscrição colocada sobre a porta principal.

Classificada em 1984 como imóvel de interesse público, foi ainda alvo de uma campanha nos anos 90 do século XX, que deu origem a alguns trabalhos arqueológicos.

A igreja situa-se junto ao actual Jardim da Porta do Sol, que preserva parte das muralhas de Santarém, e paredes meias com a Casa-Museu Passos Canavarro, que foi a residência de Passos Manuel, onde pernoitou Almeida Garrett na visita que lhe fez no verão de 1843 e que deu origem às “Viagens na Minha Terra”, onde deixou uma descrição demolidora do que encontrou naquela que fora “a quase catedral da primeira vila do reino”.

in rr.sapo.pt

Novo Curso Arcana Templi

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Inscrições: ihshi@mail.com

O Instituto Gualdim Pais, em colaboração com o IHS-HI e com a Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolimitani Universalis (OSMTHU) vai promover mais uma edição do Curso de Instrução do Templo e da Cavalaria Espiritual, a ter lugar no dia 12 de Julho de 2015 em Sintra.

Excepcionalmente o Curso terá a duração de 8h (uma manhã e uma tarde), estando abertas as inscrições para cada uma das datas.

O Curso é composto pela Instrução Preliminar que é dada a todos os que ingressam na Ordem do Templo (OSMTHU), a qual aborda múltiplos temas relacionados com a histórica Ordem do Templo, bem como com a Cavalaria Espiritual como Via Iniciática, explorando a sua expressão Cristã reconhecida nos Templários, assim como na Ordem de Cristo, entre outras, bem como a sua história e sobrevivências até aos dias de hoje em múltiplos ramos.

O Curso faz ainda uma introdução ao que é a Instrução de Cavalaria, explanando os seus valores teológicos e iniciáticos, recorrendo a textos canónicos e documentos das diversas épocas.

Está sujeito a inscrição e todos os que o completarem são reconhecidos pela Ordem como aptos a propor-se para instrução mais adiantada e filiação na Festa de São Miguel, em Setembro de 2015.

Desde 2009 que não é possível filiar-se a este ramo da Ordem sem completar o Curso de Instrução preliminar, o qual é dado em ambiente restrito.

Após o Curso, a Ordem irá fechar de novo as suas portas até oportunidade futura que se venha a justificar.

Sobre o Ramo OSMTHU da Ordem do Templo

A Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalém Universal é descendente da Ordem retomada por Fabré Palaprat em 1804, o qual trabalhou sob as Ordens de Napoleão, com o Chanceler da Ordem (e do Império), Cambaceres. Parlaprat foi igualmente Patriarca da Igreja Joanita, após ter sido ordenado Bispo na sucessão apostólica pelo Bispo Machaud. Ao longo do século XIX e século XX a Ordem teve uma história conturbada, essencialmente centrada em França e na Suiça. Após a morte de Parlaprat em 1838 a Ordem é dirigida por um Conselho de Regência. Em 1934 é eleito Regente Emile Vandenberg. Nessa época a Europa viva tempos difíceis e com o início da Segunda Guerra, os arquivos da Ordem foram colocados sob a guarda de um diplomata destacado na Bélgica. Quando a guerra acabou o Regente Vandenberg viu-se envolvido num acidente fatal e a continuidade da regência da Ordem foi assumida sem eleição pelo diplomata que havia guardado os arquivos anos antes. Os diversos Priorados tiveram reacções distintas a esta atitude não protocolar e, desde essa época vários se declararam autónomos da nova regência auto-proclamada. De 1945 em diante nasceu um ramo da OSMTH que não reconheceu durante décadas nenhuma autoridade a não ser as autoridades nacionais devidamente eleitas e cuja proveniência de Cavalaria pudesse ser verificada. Já na década de 80 constituiu-se uma Federação Internacional com o objectivo de preparar a eleição livre e universal de um Grão Mestre internacional. Este facto deu-se em 1999, tendo o espanhol Fernando de Toro-Garland sido eleito em sufrágio verificado por auditores externos à Ordem e proclamado em Santiago de Compostela. Pelo seu carácter internacional, o Conselho Magistral, órgão executivo internacional, decidiu acrescentar “Universalis” à designação da Ordem de modo a distinguir melhor dos outros ramos. Seguiu-se o Grão Mestre Antonio Paris, de Itália, para o período 2004-2009, que entretanto se retirou por motivos de saúde. Desde essa data o Conselho Magistral, liderado por Portugal, tem feito a gestão operacional e de instrução da Ordem sempre dentro de portas, de modo discreto e recatado que os tempos recomendam.

A OSMTHU não reclama ser descendente directa dos Templários históricos. Contudo reclama ter uma transmissão de Cavalaria Espiritual autêntica, aliada a uma expressão reservada da Ordenação Apostólica sob a autoridade espiritual de um Patriarca. Estes factos, em conjunto, bem como a sua história e tradição, colocam-na como uma real Ordem de Cavalaria Iniciática que se inspira nos valores e na história singular da Ordem do Templo para instruir e guiar os seus membros nos dias de hoje.

A Ordem procura não ter uma acção visível que possa ser confundida com expressões apócrifas dos Templários históricos, tão correntes nos dias de hoje. Tão pouco procura protagonizar uma restauração da Ordem original ou reclamar da Igreja de Roma qualquer tipo de perdão ou restauração anacrónica. Deste modo refugia a sua acção num pomo interior e só episodicamente aparece em público. Mudando-se os tempos poderão mudar-se os métodos.

Mais informações em Templar Globe: templars.wordpress.com

ou

templarsosmthu.wordpress.com

O Curso

O Curso terá lugar no dia 12 de Julho. Inicia-se pelas 10h e termina pelas 19h, com uma pausa de 1h30 para almoço livre. Será ministrado nas instalações do Instituto IHS em Sintra e, além da matéria própria do tema, terá uma sessão de perguntas e respostas e esclarecimento de dúvidas.

As inscrições são RIGOROSAMENTE LIMITADAS.

PREÇO

25 € para inscrições individuais

40 € para casais

Os membros da Ordem, sócios do Instituto Hermético, alunos do Curso “Templários e Templarismos” da Universidade Lusófona, bem como todos os que já fizeram o Curso em datas anteriores e desejam repeti-lo, terão uma redução no preço. Assim, o custo nestes casos será de 10 € para inscrições individuais e 15 € para casais.

Casos Especiais

Tendo em conta a situação económica actual, o Instituto e a OSMTHU decidiram disponibilizar uma inscrição a preço especial para Estudantes, desempregados e maiores de 65 anos. Se é o seu caso, refira esse facto no seu contacto.

Inscrições

As inscrições podem ser feitas para o email ihshi@mail.com, dando o nome, um email de contacto e a categoria de sócio ou não-sócio, inscrição individual ou casal. As inscrições serão tratadas por ordem de chegada.

Não esquecer: ihshi@mail.com

Eis o jardim de Klingsor e o Castelo do Santo Graal

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Em pleno dia de Pentecostes acompanhámos o autor e ensaísta Luis de Matos, editor chefe do Templar Globe, numa visita guiada ao Palácio da Pena em Sintra. Terminada a visita pudemos trocar algumas impressões e fazer a entrevista que reproduzimos de seguida.

Templar Globe (TG) – Luis, dia de Pentecostes e visita à Pena. Coincidência?

Luis de Matos (LM) – Diz-me tu.

TG – Falou-se muito das Lendas do Santo Graal. Será por isso?

LM – Não. E sim. Há uma relação entre a Demanda do Santo Graal e o Pentecostes. De facto, a versão da Vulgata inicia-se com a celebração do Pentecostes no reino de Artur, data em que tradicionalmente se lançava tavolado e se armavam cavaleiros. Nesse dias esperavam-se sempre milagres e maravilhas. E o romance começa precisamente com alguns acontecimento que maravilham todos e com a armação de Galaaz, filho de Lancelot. Mas não é por isso que escolhemos a Pena.

TG – Outros motivos?

LM – Sim. Como sabes os meus deveres profissionais afastam-me muitas vezes de Portugal. Sou director de uma empresa na área da Digital Media e Tecnologias da Informação e, embora viva há mais de 30 anos na zona de Sintra, estou mais ou menos entre 1/3 e 2/3 dos dias do ano longe de casa. Poder regressar aos lugares que formaram uma ideia que tenho do mundo – e Sintra é um deles – é um privilégio. Por isso fui desenvolvendo alguns hábitos que tento manter religiosamente. Entre eles está fazer uma espécie de Peregrinação a lugares especiais do nosso país, mais longe de Lisboa, lá pela pausa de Julho. Não sei porquê, mas um mês antes das grandes feiras de videojogos como o Gamescom onde tenho de ir, há sempre ali uma ou duas semanas mais livres. Mantenho o hábito de aproveitar para conhecer melhor Portugal há uns anos. Quase sempre há amigos que acabam por ser arrastados e fazemos uma autêntica comitiva. Outras vezes aproveito para visitar amigos que estão longe e só comunicamos pelo Facebook. Já fiz passeios em estudo nessa época do ano a Braga, Lamego, São João de Tarouca, Carrazeda de Ansiães e uma boa parte das Beiras e Trás-os-Montes…

TG – Tu és de lá de cima.

LM – Sim, fiz a escola primária em Mirandela. Conheço bem Bragança, Chaves, Miranda, Mogadouro, Macedo de Cavaleiros… Enfim, estar em Trás-os-Montes é estar em casa. Mas como o meu pai era da zona de Moimenta da Beira, a região de Lamego, Tabuaço, Douro e mesmo Viseu são lugares também enraizados na memória que gosto de revisitar. Durante algum tempo andei por ali todos os anos à procura das memórias das famílias que fundaram a nacionalidade. O Vale do Sousa é muito especial, com uma herança românica única. A cidade do Porto também tem muito que se lhe diga.

TG – És tripeiro…

LM – Sou. Não do ponto de vista futebolístico. Não tenho clube. Mas sou do Bonfim, ali sobre Campanhã onde tinha nascido o Mestre Agostinho [da Silva].

TG – Mas essas visitas são em Julho. Ainda estamos em Maio…

LM – Estou a desviar-me! Outro hábito que tenho é comemorar as Luas Cheias de Carneiro – que coincide com a Páscoa, de Touro e de Gémeos. Não é uma questão astrológica, mas sim tradicional. São três momentos muito particulares no ciclo anual. A última coincide muitas vezes com o Pentecostes. Como tenho responsabilidades em algumas organizações de matriz religiosa, a Páscoa é quase sempre comemorada seguindo a liturgia Cristã. E por ser Chanceler Internacional de uma Ordem de inspiração Templária, o Pentecostes é sempre marcado por algum tipo de actividade. Ora, este ano, devido a uma questão de calendário pessoal, que se definiu muito tarde para Maio e tendo-se dado a feliz coincidência de ter terminado o Curso Livre na Universidade Lusófona sobre Templários e Templarismo há poucas semanas e os meus alunos me terem desafiado para lhes guiar uma visita a Tomar, decidi juntar o útil ao muito agradável e, com eles, com o apoio do Instituto Hermético na divulgação e da OSMTHU, fazer um curto ciclo de visitas como costumo fazer em Maio/Junho.

TG – Então esta não é a primeira.

LM – Não. Começámos em Tomar em Abril, apenas para alunos do Curso. Depois aproveitei então o bom tempo e os Domingos, porque estou sempre em Lisboa ao Domingo e marquei uma visita ao Mosteiro dos Jerónimos, esta ao Palácio da Pena e no próximo Domingo à Quinta da Regaleira, com o Luis Fonseca.

TG – E vai haver mais?

LM – De momento penso que não. Não podemos abusar da paciência das pessoas! Penso em associar-me à festa de São João, que também costumamos fazer em Santa Eufêmea, em Sintra em Junho e talvez mais próximo da tal pausa de Julho (se houver este ano!), logo se vê o que programo. Mas não há mais planos de momento.

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TG – Qual é a relação destas visitas com a Ordem dos Templários a que pertences.

LM – Como sabes o Templar Globe é o órgão de divulgação principal da Ordem Internacional. Fui eu que o fundei e é um lugar de troca e publicação de informação credível sobre os Templários – antigos e modernos. Ultrapassámos há muito o milhão e meio de visitas. Por isso faz parte integrante do modo de comunicar da Ordem. Em geral, tudo o que eu faço pessoalmente relacionado com o tema Templários tem a cobertura do Templar Globe que o divulga através dos grupos do Facebook e internacionalmente. As Comendadorias de Sintra e de Lisboa são importantes bases de apoio ao estudo e actividades da Ordem. Deste modo, o que eu faço, divulgo ou publico sobre os Templários é coerente com o que a Ordem faz. Não confessional nem prosélito, no sentido em que não uso publicações e visitas para cooptar ninguém para a Ordem. Pelo contrário. Há sempre pessoas que me perguntam sobre como entrar na Ordem e eu recomendo-lhes sempre que visitem o site oficial e escrevam um mail para lá. O tema não é a Ordem em que eu estou e onde me sinto bem e onde gosto de trabalhar, mas sim os Templários como Ordem histórica e ideário já muito preenchido de mitos e lendas. Não é uma questão de aumentar fileiras. Bem pelo contrário! O que faço – isso sim – é usar os eventos, publicações e visitas para procurar entusiasmar os que as procuram, a estudar por si mesmos, pensar por si mesmos e concluir por si mesmos. E isso é instrução vital para quem esteja numa Ordem Templária, moderna ou antiga. Mas é também fundamental para quem não esteja em Ordem nenhuma! Ou seja, as actividades públicas que faço são coerentes com o que defendo sobre o mundo iniciático e, nesse sentido, são apropriadas para membros das Ordens a que pertenço, das Ordens a que não pertenço e dos que não querem ser membros de Ordem ou Religião alguma. Há momentos para tudo na vida. Seria matar o propósito das visitas fechá-las a um ramo da grande família fraternal ou usá-las para cooptar gente. Sei que os membros da Ordem Templária aproveitam as visitas para aprender. Mas não se esgota aí. O Curso Livre da Lusófona é outra coisa bem diferente.

TG – Não está afiliado à Ordem?

LM – Absolutamente não. Enquanto na Ordem a aproximação ao tema Templário é na perspectiva da Cavalaria Espiritual como um modelo de comportamento e estudo pessoal, com os seus temas, paradoxos, meditações, objectivos, desafios e imperativos de compromisso interior e com o próximo, o Curso na Universidade é académico. Explora a história da Cavalaria, na qual os Templários se inserem, todo o contexto religioso e depois a história dos diversos movimentos que se foram inspirando nos Templários desde o século XIV ao século XX.

TG – Qual é a diferença?

LM – No primeiro caso estuda-se a doutrina com o objectivo de adoptar as ideias e integrá-las num modelo de comportamento pessoal como via de relação com o divino. No segundo estudam-se as ideias, a suas evolução, de onde surgem e que impacto tiveram na história, na arte, na religião. No primeiro caso vivem-se os Mitos. No segundo conhecem-se os Mitos, as suas origens, o seu arquétipo e o modo como Mito é usado para impulsionar vontades e acontecimentos, sem necessidade de os viver ou acreditar no seu “nada que é tudo”.

TG – E os alunos do Curso da Universidade Lusófona não têm expectativas diferentes de cada visita?

LM – O tema é o tema. Cada um percepciona-o como entende. Creio que as expectativas não são goradas, porque nas visitas estão todo o tipo de pessoas. Os meus livros têm leitores de todo o género. Não sou um autor para apenas um grupo como muitos dos meus colegas autores. Alguns só são lidos nos círculos Maçónicos. Outros só são lidos nos círculos de Nova Era. Outros só são lidos entre duas paragens em bombas de gasolina. Outros só são lidos por académicos. Outros por leitores que não se filiam em nada. Eu tenho uma base de leitores que abarca todos estes grupos e grupo nenhum. O mesmo se pode dizer dos que vão às minhas visitas ou conferências. Procura não ter uma linguagem “confessional” e proselitista. Não estou a recrutar. Não estou mesmo. Deixem-me em paz. Já tenho muito que fazer. Por isso, ao não ter uma “agenda”, ao não querer promover mais do que o livre pensamento e despertar nos outros a mesma paixão sobres os temas ou lugares que eu mesmo tenho, sem ataduras ou molduras doutrinais, tomo os assuntos de modo que cada um que me ouça ou leia possa tirar o que melhor lhe parecer para a sua busca livre. É seguir as palavras que ouvi ao Mestre Agostinho: “o que importa é gostar do que se faz e ser-se contagioso no entusiasmo”. Por isso, creio que os meus alunos não poderão dizer que lhes tentei impingir doutrinas ou códigos e por isso não creio que as expectativas que tivessem possam ter sido goradas. Espero, isso sim, que os tenha motivado e lerem-me e a deitarem fora os meus livros, trocando-os por coisas ainda melhores.

TG – Mas ao seleccionar um tema como a Demanda do Santo Graal para a Pena já é dar um mote doutrinal.

LM – De modo algum. Foi Strauss que disse “Eis o jardim de Klingsor e o Castelo do Santo Graal” quando esteve em Sintra. Isso acontece porque reconheceu o cenário no qual as óperas de Wagner se desenrolam. Curiosamente Parzival de Wagner é de 1882 e o Palácio da Pena de 1840. Quem inspirou o quê? Quem é percursor do quê? Neste caso o que é evidente é que o mesmo tipo de imaginário que inspirou Wagner tinha já inspirado D. Fernando II.  O facto de ambos terem tido contacto com círculos iniciáticos muito próximos pode ajudar a explicar a coincidência. Mas a associação da Demanda à Pena não é uma questão doutrinal. É uma questão de facto.

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TG – Então onde é que o Luis traça a linha limite.

LM – Traço a linha limite na interpretação desses factos. Ao fazer uma visita destas procuro dar aos meus companheiros de tarde uma boa história. Como se nos juntássemos à volta de uma fogueira e partilhássemos aventuras. Nas visitas tento não falar só eu. Também quero ouvir e aprender. Estão ali muitos pares de olhos que conseguem ver o que eu não vejo e sabem o que eu não sei. O que já aprendi nestas visitas! Ui! Eu o que posso dar é o referencial que não se encontra logo disponível. Interesso-me por estes assuntos, sempre os mesmos, há tanto tempo que algumas coisas foram ficando consolidadas. Lá diz o ditado “O Diabo sabe tanto, mais por ser velho do que por ser Diabo”. Ao manter sempre a mesma linha, acabo por ir construindo uma mundividência só minha, concreta e definida, consistente. É essa experiência que devo partilhar, poupando tempo a quem me acompanha, para que disponham logo de dados relevantes para que façam a sua mundividência eles mesmos. Saber, por exemplo, que D. Fernando II era maçon ajuda a entender algumas coisas. Mas saber que ele se filiava numa Maçonaria alemã de raiz ligada à antiga Estrita Observância Templária reformada, ajuda a perceber o seu interesse pelo pintor Nicolas Poussin e as particularidades que se encontram nos pratos de Cifka. A interpretação desses elementos já são outros “quinhentos”, por assim dizer. É aí que eu traço a linha. Se me fizerem perguntas sobre a interpretação, não deixarei de responder, sublinhando que é a minha interpretação. Mas o que encorajo é a que cada um procure saber mais. Toca a “googlar” Cifka, Estrita Observância e Nicolas Poussin. Não me perguntem o que quer dizer. Descubram! O mais difícil está feito.

TG – Foi assim no Mosteiro dos Jerónimos?

LM – Claro. Um livro incontornável é “A História Secreta de Portugal” do António Telmo, onde se faz um primeiro exercício de interpretação de muitos dos elementos iconográficos. Mas eu não vou aos Jerónimos explicar António Telmo. Ele é auto-explicativo. Compra-se o livro, lê-se, até se pode fazer a visita com o livro na mão e temos lá o que pensava António Telmo. O que importa é dizer que não foi só António Telmo que pensou os Jerónimos. Importa chamar a atenção para o trabalho sobre o simbolismo do Manuelino do Paulo Pereira, para o célebre programa que a RTP passou da autoria do Manuel J. Gandra e do António Carlos de Carvalhos nos idos doas anos 80, para algumas linhas escritas e particularmente os painéis do Rossio do Mestre Lima de Freitas e, já noutro plano, para todo um acervo mais recente de autores como Eduardo Amarante, Paulo Loução, entre muitos outros. Assim sim. Assim já temos uma base para “navegar” os claustros. Há informação de qualidade, há especulação, há teses distintas. É isso que serve o visitante. Serve-lhe saber onde há-de ir procurar para fazer a sua própria visita e a sua construção simbólica sobre os Jerónimos.

TG – Então não se ficou a saber o que o Luis pensa?

LM – O que o Luis pensa é muito útil ao Luis. Mas é pouco útil a quem quer compreender – no sentido bíblico de circunscrever e apreender – por si. Não quero que venham ver-me fazer sapatos, que eu não sou sapateiro. Quero que, ao explicar os sapatos, alguns saiam das visitas a querer ir experimentar fazer um par! Uma vez ou outra, lá vou dando a minha orientação temática, porque o tema está lá e fala-se pouco dele. Por exemplo, um tema fascinante nos Jerónimos é o dos túmulos vazios. Até D. Sebastião lá está! Eu tenho opinião e conto algumas histórias. Mas o essencial é apontar por onde procurar mais informação e pontos de vista inusitados ou inabituais. Acho que é disso que as pessoas mais gostam. Uma história bem contada é um apontador.

TG – E no Palácio da Pena, que temas costumam passar despercebidos?

LM – Muitos. Mesmo muitos. Tal como com os Jerónimos há uma visão mais ou menos consagrada da Pena que ignora muitos detalhes. E é no detalhe que está o tesouro. Sim, Parque e Palácio estão relacionados com a Demanda do Graal. Mas que Demanda? Há várias versões, várias linhas tradicionais. Qual delas? Que elementos estão ali expressos? E que outras correntes são determinantes para a Pena tal como a conhecemos hoje? Passa-se ao lado de quase tudo. Um tema fulcral, por exemplo, é o de saber se havia ali um Convento ou um Mosteiro. Não é tudo a mesma coisa… Outro tema é conhecer a Ordem Hieronimita, o que poderá surpreender os mais desatentos. Outro ainda, sobre o qual nos debruçámos nesta última visita, é o dos vitrais. Os da Capela são de tal modo importantes que foram feitos logo em 1840, ano do início das obras. Fazem, portanto, parte dos planos iniciais e aquilo que neles se expressa será fundamental – no sentido mesmo de fundação. Mas mesmo a colecção de esparsos reunida no Salão Nobre não é aleatória e apresenta bastas razões para uma reflexão cuidada. É mais um apontador pouco referenciado.

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TG – O que podemos esperar para a Quinta da Regaleira.

LM – Tudo.

TG – Tudo?

LM – Apontadores. O 515 pode ser logo tratado. Basta 1 minuto e está. A questão Maçónica já foi muito bem ponderada pelo José Anes. Mais um par de minutos e fica o apontador. Quase todos os que vão ou já leram, ou podem vir a ler em breve o livro. Outro apontador é o do Manuel Gandra que publicou informação relevante sobre a colecção camoniana de Carvalho Monteiro, agora em Washington. Isso toma mais uns minutos. Noutro plano, naquele espaço não se pode ignorar o trabalho do Victor Adrião, que já estuda a Quinta desde há muitos, muitos anos. Trabalho extenso, documentado e detalhado. Mais um par de minutos. Como é costume não direi nada sobre o autor, mesmo sabendo que não é recíproco! Em menos de 20 minutos os apontadores mais conhecidos estarão dados. Perfeito. Será então hora de por isso tudo numa pastinha, fechar e ver em casa. Porque chegou a hora de, isso sim, fazer o que se deve fazer naquele jardim: passear. Deixar-se levar. Deixar-se encantar. Viver a tarde. Olhar o detalhe, deixar a evocação surgir à superfície do consciente. É um jardim iniciático. Comece-se a iniciação.

Fotos: Sunana Ferreira (c) 2015

Texto: TG (c) 2015

Aula Livre – Quinta da Regaleira

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regaleira2015

A Quinta da Regaleira e os seus Jardins Iniciáticos e Palácio, está situada na encosta da Serra de Sintra e a escassa distância do Centro Histórico. O seu construtor, Carvalho Monteiro, pelo traço do arquitecto italiano Luigi Manini, deu à quinta de 4 hectares, o palácio, rodeado de luxuriantes jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares estes que ocultam significados alquímicos, como os evocados pela Maçonaria, Templários e Rosa-cruz. Modelou o espaço em traçados mistos, que evocam a arquitectura românica, gótica, renascentista e manuelina.

Homem de grande cultura clássica, Carvalho Monteiro era dono de uma excepcional colecção camoniana. A mitologia greco-romana, as visões infernais de Dante e os ecos de um passado distante de misticismo e deslumbre acompanham o visitante que queira decifrar os mistérios de jardins e cavernas, num viagem ao interior da alma.

A visita terá lugar no dia 31 de Maio, iniciando-se pelas 14h30 e terminando 19.00h, sendo guiada por Luis de Matos e Luis Fonseca* (ver: universatil.wordpress.com).

As inscrições são limitadas e devem estar concluídas até dois dias antes da visita por imposições logísticas da própria Quinta.

A visita tem um custo de 10€ por pessoa + entrada no monumento** (ver preços de admissão ao monumento em: regaleira.pt)

Inscrições prévias: ihshi@mail.com

* Luis de Matos é autor, entre outros de “A Maçonaria Desvendada – Reconquitar a Tradição”, “Quero Saber – Alquimia” e “Breve Memória sobre a Ordem do Templo e Portugal”; Luis Fonseca é autor de, entre outros, de “Perit ut Vivat” e “A Doutrina Cristã Esotérica”.

** para alunos do Curso Livre Templários e Templarismo da Universidade Lusófona, bem como membros da OSMTHU a visita é gratuita e apenas devem pagar a entrada no monumento, contudo DEVEM INSCREVER-SE de modo a garantir a participação.