Brasil

DeMolay!

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No dia 18 de março de 1314, foi queimado na fogueira às margens do rio Sena, o 23º e último Grão-Mestre da Ordem do Templo, chamado de templário. Vários outros companheiros haviam sido vítimas de torturas, fogueiras ou humilhações, pelo colégio inquisitorial católico e pela monarquia francesa, principal deflagradora do processo de desarticulação da maior ordem militar europeia. Tudo sob os auspícios da autoridade papal ambígua e incapaz de fazer frente aos interesses e exércitos de Felipe IV.

Ainda que haja milhares de explicações históricas para a fatídica extinção do Templo, é necessário fazer do episódio uma metáfora e, por isso mesmo, a figura de DeMolay entrou para a história como sinônimo de resistência contra a tirania, contra a maldade, contra a perseguição. A imolação da vítima serviu para anunciar os novos tempos: a centralização monárquica, a formação de exércitos nacionais, a radicalização dos dogmas, o sistema financeiro nacional, enfim, um conjunto responsável pelo mundo moderno e contemporâneo. Não morreu o ideal de cavalaria, sustentado na palavra de honra, na moral defendida com o fio da espada, da coragem, do bem. Embora tenha sido ridicularizado por Miguel de Cervantes a criticar os romances de cavalaria tardia, em seu Dom Quixote, esses ideais transformaram-se e ganharam foros simbólicos. Os símbolos inspiram a consciência, elevando-a para um novo patamar de compreensão.

Multiplicaram-se as ordens simbólicas e entre elas, uma das mais importantes organizações juvenis do mundo: a Ordem DeMolay. Responsável por cultivar valores ligados à família, à cidadania, educação pública, reúnem-se periodicamente os jovens que se interessam num novo padrão simbólico, sem sangue, sem guerras, sem destruição, cujo campo de batalha está no íntimo. Esses jovens erram e acertam, refletem sobre o mundo e sobre si mesmo e transformam-se, forjados com essa linha ética que mantém uma ligação indissociável com aquele mártir.

Mato Grosso deve estar orgulhoso. Temos João Bosco Monteiro da Silva Júnior como Grande Mestre Nacional Adjunto da Ordem DeMolay, essa organização extremamente conceituada que pretende fazer dos jovens pessoas melhores e líderes de uma transformação moralizadora. Além disso, congrega vários Capítulos em Cuiabá, Várzea Grande e outras tantas cidades, formatando uma teia de relação de troca de experiência para esses jovens engajados naquele ideal simbólico de cavalaria.

DeMolay virou lenda, símbolo, inspiração. Os méritos desta e de outras figuras deste quilate, é fazer das vivências um manual, um guia, um catecismo. Num tempo onde pode parecer ultrapassado o culto da honra, é justamente nisso que se apoia a nossa salvação enquanto comunidade: estabelecendo laços perpétuos de credibilidade. Parabéns a todos os que cultivam essas idéias e se sacrificam por elas.

por Eduardo Mahon, Gazeta Digital

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Quaresma: época de penitência para conversão

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“Para qualquer festa importante, a gente costuma se preparar. Quanto mais importante a festa, parece que mais tempo leva a preparação. E na preparação já se começa a viver a festa.” Assim deveria ser o tempo da quaresma, segundo o padre Luis Carlos Rosa.

Ele também é pároco da igreja Nossa Senhora de Lourdes, no Parque Nossa Senhora das Dores, e resumiu: “trata-se de um período de quarenta dias, que prepara os cristãos para a festa máxima da Igreja Católica, a Páscoa, quando Jesus Cristo morreu e ressuscitou prometendo vida eterna aos seus seguidores”.
A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas, que será celebrada amanhã (posterior ao Carnaval) e se estende até o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. Caracteriza-se por um período de jejum, penitência e reflexão.
Mas com as mudanças globais, essas características não perderam o sentido? Para o padre, houve uma inversão de valores, mas o significado da época nunca foi perdido. Abstinência de carne em toda sexta-feira, durante os 40 dias, missas em latim, oração que varava a madrugada, Vias-Sacras, nada de festas, bailes, música, barulhos – todas essas imposições rigorosas da Quaresma foram suavizadas no famoso Concílio Vaticano II, realizado nos anos 60, e que promoveu uma verdadeira reforma litúrgica. “Quem viveu na primeira metade do século 20, mais precisamente até os anos 60, ainda lembra dos rigores da penitência”. Os padres seguiam ao pé da letra trechos da Bíblia como a Epístola de São Paulo aos Romanos, que diz: “Participamos dos sofrimentos de Cristo para participarmos também da sua glória”.

Segundo ele, “há uns tempos a Quaresma tinha um estilo de fazer penitência, mas hoje, com o mundo moderno e urbanizado, as formas de penitência também se modificam. Quando existem pobres e pessoas que passam fome, como você vai dizer para as pessoas fazerem jejum?”. Rosa, então, expôs algumas alternativas. “Deixar de acessar a internet por motivos banais. Esquecer o I-Pod ou outros eletrônicos, que já fazem parte da vida das pessoas. São novos desafios nesse tempo”. De acordo com ele, o sentido da penitência é abster-se de algo e praticar a caridade. “A Igreja não impõe, mas sugere e mostra o caminho da conversão, que leva ao Reino dos céus”.

Por isso, Quaresma é também tempo de revisão de vida, de penitência, de reconhecer com humildade e confiança onde estão as deficiências e buscar o perdão e a força de Deus. “Isso se faz com esperança, que vem da fé no amor de Deus Pai, que nos enviou seu Filho Jesus e na força do Espírito Santo, que sempre nos chama, nos ama, nos ajuda, perdoa e faz crescer”. A introdução da Campanha da Fraternidade nesse período, é um propósito aos cristãos.

QUEBRA DE PENITÊNCIA

Há quem, por algum motivo ou simplesmente por desistência, “quebra a penitência” durante a quaresma. Questionado sobre algum tipo de punição divina, o religioso explicou que o sentimento de culpa da pessoa, basta. Segundo ele, Deus não castiga, mas os que conseguem manter o que prometeu, está mais próximo da graça.

Mais do que um período de penitência, explica o padre, a Quaresma deve ser usada para um contato maior com a própria fé e com o legado deixado por Cristo. “Quaresma é tempo em que a gente se dedica com mais atenção à escuta da Palavra de Deus e à oração, um tempo em que a gente procura se educar com mais afinco para realizar melhor nossa missão de cristãos”

Assim, conforme o padre, o jejum na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa deveria ser mais simbólico, “no sentido de renunciar às coisas supérfluas, como bebidas alcoólicas, fumo, e guloseimas, no caso das crianças”. (RR)

O significado das cinzas

A missa de Quarta-feira de Cinzas inclui uma cerimônia de imposição das cinzas. “Trata-se de uma homenagem à passagem em que o profeta Jonas foi à cidade de Ninive e disse que em 40 dias ela seria destruída se não fizessem penitência. Então o povo se vestiu com trapos e cobriu a cabeça com cinzas. “Mas também é um apelo, uma lembrança que nós somos pó, depois da morte não sobra nada do nosso corpo, das nossas vaidades, e é necessária esta conversão”, explicou o padre Luis Carlos Rosa.

in Gazeta de Limeira, Foto F. Ribeiro.

A Portrait of Faith

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With ‘Jesus of Nazareth,’ Pope Benedict XVI fights back against ‘the dictatorship of relativism’ by showing the world his vision of the definitive truth of Christ.

By Lisa Miller
Newsweek

Who was Jesus, really? It has become acceptable, even fashionable, lately to speak of the Christian Lord in casual terms, as though he were an acquaintance with a mysterious past. Pope Benedict’s trip to Brazil last week revived an old retelling of the Christian story in which Jesus is cast as a social revolutionary determined to overthrow the established order. The massive success of “The Da Vinci Code” reflected the hunger of millions to see Jesus as a regular person—a man with a wife and a child, a popular teacher whose true life story was subverted by the corporate self-interest of the early church. A look at any best-seller list reveals a thriving subcategory of readable scholarly and pseudo-scholarly books about the “real” Jesus: he was, they claim, a sage, a mystic, a rabbi, a boyfriend. He was a father, a pacifist, an ascetic, a prophet. In some parts of the Christian world, the aspects of Jesus’ story that most strain credibility—the virgin birth and the physical resurrection—have become optional to faith.

One can almost hear Pope Benedict XVI roaring with frustration at this multiplicity of interpretations. Benedict, a theologian by training with an expertise in dogma, has been fierce in his condemnation of the creep of Western secularism, and the promiscuity of recent Jesus scholarship must seem to him another symptom of the same disease, all ill-founded and subjective claims. “We are building a dictatorship of relativism,” he declared at the beginning of the 2005 enclave that elected him pope, “that does not recognize anything as definitive and whose ultimate goal consists solely of one’s own ego and desires.” Benedict’s answer to secularism is Christ, and this week the American publisher Doubleday releases “Jesus of Nazareth,” Benedict’s portrait of his Lord. It is an orthodox biography—one that acknowledges the role of analytical scholarship while in fact leaving little room for a critical interpretation of Scripture. This approach is not surprising, given Benedict’s job description, but in a world where Christopher Hitchens, Sam Harris and other proponents of secularism credit belief in Jesus as one of the sources of the world’s ills, Benedict offers an unvarnished opposing view: belief in Jesus, he says, is the only thing that will save the world.

And so, in a way, in the big bookstores and Amazon.com rankings, the ancient war between believers and nonbelievers begins anew. Liberal Catholics worry that, in spite of assurances to the contrary, Benedict is writing an “official” biography, and they have cause for concern. Benedict has been notoriously disapproving of unauthorized views of Jesus; he helped John Paul II crush the liberation theologists in Central America in the 1980s and more recently suspended an American priest for writing a book about Jesus that he said did not give sufficient credence to the resurrection. But for orthodox Christian believers, Benedict’s book is a gift—a series of homilies on the New Testament by a masterful Scriptural exegete. In NEWSWEEK’s exclusive excerpt, the pope explicates Jesus’ baptism by John—a story that appears in all four Gospel accounts and that modern historians believe is at least partially grounded in fact. Benedict starts by describing the social and historical backdrop of the time, and the common use of ritual ablutions among first-century Jews. His picture of John the Baptist reflects the scholarly consensus in most respects; the Baptist was an ascetic who likely spent time with the Essenes, a group of Jews who lived in the desert awaiting the imminent arrival of the Messiah.

(Benedict is notably silent, though, on the Baptist as an apocalyptic preacher and on the probability that Jesus also believed that the world was about to end in flames. In a discussion elsewhere in “Jesus of Nazareth,” Benedict goes to lengths to show that when Jesus said, “The Kingdom of God is at hand,” he didn’t mean the apocalypse. What he meant, the pope writes, is that “God is acting now—this is the hour when God is showing himself in history as its Lord.” This interpretation may be profound and in keeping with Benedict’s Christ-centered message; it is not, many scholars would say, historically accurate.)

In one of the excerpt’s most affecting scenes, Benedict describes the hordes of sinners he imagines standing on the banks of the Jordan River waiting for baptism. Jesus waits among them. Morphing from historian to pastor, Benedict asks the question that so many Sunday-school teachers have asked before him: as the Son of God, why would Jesus need to be purified? “The real novelty is the fact that he—Jesus—wants to be baptized, that he blends into the gray mass of sinners waiting on the banks of the Jordan,” writes Benedict. “Baptism itself was a confession of sins and the attempt to put off an old, failed life and to receive a new one. Is that something Jesus could do?”

With that, the senior theologian steps in, the man whose job for two decades was to defend Catholic doctrine to the world. Jesus’ descent into the water is a symbolic foreshadowing, Benedict explains, of his death and resurrection—and the resurrection he promises to all his followers. In the ancient Middle East, water represents death; it also represents life. With his baptism, “Jesus loaded the burden of all mankind’s guilt upon his shoulders; he bore it down into the depths of the Jordan,” Benedict writes. “He inaugurated his public activity by stepping into the place of sinners. His inaugural gesture is an anticipation of the Cross. He is, as it were, the true Jonah who said to the crew of the ship, ‘Take me and throw me into the sea’.”

What of the next part of the story? The part where Jesus rises from the water, the heavens part, the Spirit descends on his shoulders (in the shape of a dove) and God’s voice says, “This is my Son, the Beloved, in whom I am well pleased.” Does Benedict believe, as the fundamentalists do, that this literally happened? George Weigel, the theologian and papal biographer, imagines that something very important happened that day—what, exactly, he does not know. Benedict is asking readers to see Scripture as inspired but not dictated by God, Weigel explains, and to see the New Testament narrators as real people grappling with “the extreme limitations of the describable.” For Benedict, the starting point is faith.

“Jesus of Nazareth,” then, will not bring unbelievers into the fold, but courting skeptics has never been Benedict’s priority. Nor will his portrait join the lengthy list of Jesus biographies so eagerly consumed by the non-orthodox—the progressive Protestants and “cafeteria Catholics” who seek the truth about Jesus in noncanonical places like the Gnostic Gospels. Moderates may take “Jesus of Nazareth” as something of a corrective to fundamentalism because it sees the Bible as “true” without insisting on its being factual. Mostly, though, “Jesus of Nazareth” will please a small group of Christians who are able simultaneously to hold post-Enlightenment ideas about the value of rationality and scientific inquiry together with the conviction that the events described in the Gospels are real. “This is about things that happened,” explains N. T. Wright, the Anglican Bishop of Durham who is perhaps the world’s leading New Testament scholar. “It’s not just about ideas, or people’s imaginations. These are things that actually happened. If they didn’t happen, you might still have interesting ideas, but it wouldn’t be Christianity at the end of the day.”

Faith may actually be the most productive approach to finding truth in Scripture; the historical method has so far gleaned very little in the way of facts. Jesus left no diaries, and he had no contemporary Boswell. The best accounts of his life, the Gospel stories, were written at least 30 years after his death by men who believed he was God; other corroborating evidence of his life is scanty at best. For more than 1,500 years, no one even thought to seek the “truth” about Jesus. For Christians, Jesus was the truth.

The Enlightenment saw the revolutionary beginnings of the 300-year quest for the historical Jesus. For the first time, scholars began to look at the Bible critically, as a series of stories written by time-bound people with biases and agendas of their own. Thomas Jefferson announced that the “true” sayings of Jesus were as easily distinguishable “as diamonds in a dunghill,” and set to work in the evenings sorting them out. Nineteenth- and 20th-century scholars tried to unearth the facts of Jesus’ life by studying the first-century Roman-Jewish world. New Testament stories were true, they decided, if they “fit” into the first-century context. Stories were also true, the scholars said, if they didn’t fit at all—if they so strained credibility that no sane and pious narrator would include them unless he had to.

Using these and other more conventional methods of verification, scholars came up with a few spindly facts about the man so many people call Christ. Jesus of Nazareth, a Jew, ministered in Judea sometime between 28 and 33. He was baptized; a member of his own band betrayed him. He was charged with a political crime: the Romans put KING OF THE JEWS on his cross. He was buried and followers said he appeared to them after his death. No one saw him rise again, though there are reports his tomb was empty. “We learned from the search for the historical Jesus that the search for the historical Jesus is not going to take us very far,” says Alan Segal, professor of religion at Barnard College.

Nevertheless, in the last 30 years the speed and intensity of that search has escalated—starting with the Jesus Seminar, a group of scholars who, like Jefferson, tried to weed the authentic sayings of Jesus from the inauthentic and ending most recently with the largely discredited “discovery” of Jesus’ family tomb in a Jerusalem suburb. Archeology is the new frontier—untold dollars are being spent digging in Israel, looking for evidence of Jesus and his times. Not all these efforts can be said to be futile: while the search for the historical Jesus has given us very little about Jesus, it has given us a rich picture of the world in which he lived, a multicultural world of elites and peasants, of tyranny and impulses for freedom, a world where people struggled to balance their instincts for assimilation against their own religious roots—a world, in other words, very much like our own. Benedict’s portrait may contribute little to our historical understanding of Jesus, but what he does give is a window into his own, passionate and uncompromising faith, a faith that faces constant challenge in the world of ideas. Let the battles begin.

With Julie Scelfo

© 2007 Newsweek

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Book details
Jesus of Nazareth
By Pope Benedict XVI
400 pages; £8.98.
Buy it on the Templar Globe Store

Editorial – Acuerdo de Lima

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Es nuestra convicción que la historia es cíclica. Que, como la primavera despierta la vida que estaba en latencia bajo los fríos cuerpos inmuebles durante el oscuro invierno, así todo vuelve al punto de origen, todo muere y nace otra vez, todo repite la ciclicidad del Universo. Estamos destinados a reinterpretar nuestra historia. Estamos destinados a encontrar viejos enemigos, las mismas pruebas que hay que superar, los mismos vicios y peligros. Por fortuna, de cada vez que volvemos, estamos acompañados de los mismos verdaderos hermanos de siempre. Todo es círculo. Todo es cíclico.

Nuestros antepasados nos han dejado muchas de las reglas ocultas de la historia y de la naturaleza, cifradas en enigmas, leyendas y tradiciones. De todas las conocidas, para nosotros Templarios, pocas recobran más valor hoy día que las Leyendas de Arturo y sus Caballeros de La Mesa Redonda. Historias muy antiguas, que las cruzadas y la intervención de monjes Cistercienses y Templarios ayudaron a avivar en el Medioevo y que dejan un legado de tradición y conocimiento muy fértil, tesoro sin precio cuya clave está en la lectura y meditación sobre los arquetipos que les dan forma.

El mondo Templario está pasando por momentos conturbados. No – todo el mondo está pasando por momentos conturbados… Como no estaría el mondo Templario afectado?

Muchos me han pedido un comentario a la reunión que ha tenido lugar recientemente en Lima, Peru. En ella, un grupo de caballeros ha firmado su lealtad a su ombligo, en un documento que nada más sirve que para reconocer en su calidad usurpadora una figura patética y -por supuesto – ausente de la reunión. No me cabe, como Canciller de la Orden, hacer comentarios a hechos que, en el entender de algunos, echan a la basura años de arduo labor y la memoria de Hermanos Ilustres como Horacio, Alexandre, Barros, Alcántara entre otros. En funciones, solo puedo tomar actitudes coherentes con las que sean mis funciones. O sea, de la espada se defiende uno con la espada, pero de la palabra, con la palabra. Y como aquí vos hablo como Editor del Boletín Oficial de la Cancillería – sin espada, pero con pena – solo voy a recordar un pasaje de las Leyendas de Arturo que, mejor que alguna vez yo lo pudiera hacer, explican los hechos y hacen una previsión del resultado. Es que nada hay de nuevo en Lima. Todo ha ocurrido en el pasado muchas veces y nuestros Maestros Mayores se lo dejaron escrito para nuestro mejor entendimiento en cifras muy simples bajo el título de “leyenda”.

Antes de pasar a contar ese episodio tan ilustrativo, solo quiero recordar que nuestro Maestro elegido (palabra, que denota democracia, igual oportunidad y posibilidad de decidir quien debe gobernar; contraria a dictadura, imposición, herencia y despotismo), Fr+ Antonio Paris, a pesar de ausente de la mirada internacional por problemas personales, sigue siendo el Maestro que hemos elegido. Así como Ricardo Corazón de León era Rey de Inglaterra, aunque ausente en la Ciudad Santa en la Tercera Cruzada, y no cabía a que su hermano Juan lo traicionara buscando ocupar si silla, así hoy el Maestro sigue presidiendo sobre la Orden y no cabe al hermano – quien sea – Juan o no, buscar llenar el vacío con su propio ombligo. En el caso de que el Maestro se vea impedido de dar todo lo que su ánimo quiere dar a la Orden, será prorrogativa del Consejo Magistral y de los Priores (los que estén, claro) decidir sobre propuestas que haga el Canciller para el gobierno de la Orden. Para lo demás, atenten en las leyendas, precioso relato de lo que ha pasado y fidedigna previsión de lo que puede resultar si los hombres deciden no escuchar su voz interior antes de sus otras partes del cuerpo…

La Leyenda
Rumores corrían rápido sobre ese joven llamado Arturo, ahora reconocido por sus pares como Rey de Inglaterra. Morgana había jurado destruir el linaje de Uther Pendragon, y por sus artes de magia se ha introducido en la corte de Arturo sin que nadie se enterara que era su media-hermana. Arturo ha quedado alucinado por su belleza y, como que poseído por una indomable lujuria, la deseó con pasión. Por la mañana, cierta que había concebido un hijo, se marchó de Camelot antes que Arturo despertara. Nació así Mordred, frágil niño que, alimentado y cuidado por la vil Morgana, ha crecido fuerte, listo para destruir Arturo. Cuando Morgana ha hecho llegar noticia a Arturo de su nuevo hijo, este ha quedado en silencio. Merlín le explicó que ese hijo sería su destrucción y que con él llevaría a la ruina todo lo que Arturo pudiera construir. El fruto ilegítimo del amor carnal entre dos medio-hermanos (hijos de linajes distintas, pero hermanos en todo caso), aunque involuntariamente concebido, trae la punición incorporada en el acto, dice Merlín…

El tiempo pasa, Arturo inicia su demanda del Santo Grial con sus caballeros e casa con la bella Ginebra. Rey y Reina, por mucho tiempo, serán la imagen de la felicidad. Pero Ginebra no le da hijos y cuando Mordred llega a la edad en que debía ser educado en armas, Morgana lo ha manda a su padre Arturo, que lo recibe y mantiene en la corte. Además Ginebra se toma de pasión por Lanzarote y consuma su amor, en traición a Arturo. Lanzarote decide fugarse a Francia y Arturo lo persigue.

Aprovechando las tormentas personales de Arturo, mientras este está ausente en Francia, Mordred [(el fruto del amor entre medio-hermanos)] inmediatamente usurpa el poder de su padre, que lo había aceptado en la corte y, llamando Morgana a la corte, se instala en la silla de mando del Rey. Lo justifica con que él es el único hijo de Arturo y que devuelve el poder a su padre cuando vuelva. Pero así no ocurre. Ciego de poder, Mordred se corona Rey y decide obligar Ginebra a casar con él. Ginebra busca refugio en la Torre de Londres y Arturo, al tener noticia de los hechos, regresa a Inglaterra, donde se enfrenta a Mordred en la batalla de Camlann. “Oh! Desafortunado día este en que Caballeros hermanos se enfrentan de armas unos a los otros”, se lamenta Arturo antes de la batalla. Esta estaba ya profetizada desde el momento en que Arturo aceptó Morderd a su lado como si fuera lo que en realidad no era, no reconociendo el carácter destruidor que le iba dentro.

Ambas fuerzas luchan de manera feroz. Al final de todo un día de batalla ambas están destruidas y hay cuerpos por todo el campo de batalla. Del lado de Arturo solo dos hermanos viven [(2 hermanos y 1 caballo)]. Arturo busca el cuerpo de Mordred para certificarse que está muerto. Llora sus compañeros, llora la Orden de la Mesa Redonda destruida por la traición. Cuando encuentra su hijo este aún sigue vivo. Muy ferido, pero vivo. Arturo recusa usar la sagrada Excalibur para terminar con sus días, para no derramar su sangre sucia sobre ella. Usa una lanza, como la que ha traspasado Cristo, de la cual Mordred no se intenta desviar porque se cree protegido por la magia de su madre Morgana. Pero se equivoca. La lanza lo traspasa de manera fatal justo en el momento en que Mordred da un último golpe a Arturo. El golpe es profundo y Arturo muere poco después.

Con la muerte de Mordred, la paz no regresa a Camelot. Es que el mal es persistente. La leyenda lo que vaticina as que cuando otro venga después de Arturo – que, como muerto, es llevado para Avallon para curar sus heridas y para un día volver -, ese gobernante es obligado a cerrar el ciclo, decapitando cada uno de los hijos de Mordred para que el mal termine. Así termina la Morte de Arturo.

Última Reflexión
No tengo ilusiones sobre el grado de inteligencia de los que ponen la Orden en peligro para seguir sus ambiciones. Con esto lo que digo es que, a lo mejor no van a comprender el paralelo con la leyenda. Solo me cabe comentar que, documentos espurios, que dan existencia a organizaciones transnacionales espurias, firmados por medio-hermanos de líneas diferentes llevado por la lujuria del poder y inebriados por la aparente ausencia del titular legítimo, a lo largo de la historia han tenido siempre el mismo fin. Así como Morgana, que se queda de fuera la mayor parte del tiempo, usa las armas de seducción y, al concebir Mordred está precipitando el fin de la Orden de la Mesa Redonda, así en el tema de Lima hay personajes importantes ocultos en las sombras, que han concebido el “Acuerdo”, germen de la división entre los hermanos. Así como Mordred se creía invencible por protección de su madre, así los que están bajo la protección de dichos personajes se creen invencibles. La leyenda les da la llave. Así como Mordred toma el poder y busca obligar Ginebra a casar, hay quienes hayan dado como cierto que Prioratos iban a firmar (o firmarán en el futuro) un acuerdo de que no han hecho parte y que es una usurpación igual a la de Mordred! Pero, leed con atención y más lecciones importantes podéis sacar de esta fuente cristalina e inmortal. Puede que sea irreversible. Puede que la ruina esté ante nosotros y que nuestro Arturo esté siendo traído por sus hijos. Que sea. Los que se queden después de la destrucción y de la batalla de hermanos contra hermanos, sabrán cortar las cabezas que les toquen para cerrar el ciclo.

Y la primavera vuelve.

Non Nobis Domine Non Nobis, Sed Nomine Tuo Da Gloriam

Dame Rosali, new Prior of Brazil

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Nos dias 09, 10 e 11 de Fevereiro de 2007, foi realizado na cidade de Indaiatuba – no Mosteiro Jesuíta de Itaici, no Estado de São Paulo, onde se reúnem os Bispos da Igreja Católica Apostólica Romana do Brasil, o V Retiro de Investidura do Priorado Geral do Brasil da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani Universalis.

Durante o Retiro, para além das actividades de instrução, meditação e vivência espiritual, procedeu-se também a Investiduras de novos membros e ao encontro dos Templários Brasileiros, vindos de diversos Estados, entre eles: Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo (com membros da Capital e Interior).

Foram Investidos no Grau de Sargento 4 novos Irmãos, que chegam ao Priorado para somar e consolidá-lo ainda mais na Terra de Vera Cruz, tendo sido ainda exaltado um Irmão Sargento ao Grau de Cavaleiro Templário. Na mesma ocasião, foi empossado o novo Preceptor para o Estado do Rio de Janeiro, Fr.+ Adilio Jorge Marques, S.T..

Durante o Retiro, foi realizada a eleição para o posto de Prior do Priorado Geral do Brasil, tendo em vista que o então Prior, Fr.+ Vicente Soares Pereira Neto, devido a problemas de ordem pessoal e de saúde renunciou ao posto. Foi eleita, então, por unanimidade de todos os Templários presentes a Dama Templária Sor+ Rosali da Silveira Gato, que servirá a Ordem como Prior do Templo no Brasil pelo período de 5 anos e assim levar à frente o Beauceant na Terra de Vera Cruz.

No domingo, dia 11 de fevereiro foi celebrada com exclusividade e especialmente para os Templários Brasileiros uma missa na Capela do Espírito Santo pelo Diretor do Mosteiro, Pe. Francisco Romanelli (que acolheu, como os demais funcionários do Mosteiro, muito bem a todos), e onde no momento da Homilía, exaltou o dever de todo Templário que é o de SERVIR e também a máxima da Ordem – e também dos Jesuítas: Ad Maiorem Dei Gloriam – Para a Maior Glória de Deus.

E assim o Beauceant Templário segue firme no Brasil, a Terra de Vera Cruz.

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During the weekend of February 9, 10 and 11, the Priory General of Brazil organized a Retreat and Investiture in the town of Indaiatuba, state of São Paulo, in the Jesuit Monastery of Itaici, the seat of the Congregation of Roman Catholic Bishops of Brazil. This was the 5th Retreat and Investiture of the Priory General.

During the event, along with the normal instruction activities, meditation and spiritual undertakings, the Priory has made new Investitures and promoted the fraternal meeting of Templars coming from several states, such as Rio de Janeiro, Santa Catarina and São Paulo (both Capital city and the countryside).

Four new members were invested as Sergeants, fortifying even more the basis of the Priory in the lands of Vera Cruz, while one other brother was exalted to the degree of Knight. The ceremonies closed with the installation of the new Preceptor of the State of Rio de Janeiro, Fr.+ Adilio Jorge Marques, S.T..

During the retreat the Priory held the electoral assembly to elect the new Prior General of Brazil, due to the early retirement of former Prior, Fr.+ Vicente Soares Pereira Neto, due to personal and health problems. Dame Sor+ Rosali da Silveira Gato, was elected by unanimous vote by all present Templars. She will serve the Order as Prior for a period of 5 years, holding high the Beauceant in the Land of Vera Cruz.

Sunday the 11th an Eucharisty dedicated to the Order and to the Brazilian Templars was celebrated in the Chapel of the Holy Ghost by the Director of the Monastery, Father Francisco Romanelli (very kind, as well as all the workers at the monastery, in helping with the Retreat). During his Homily, Father Romanelli called the attention of the assembly to the higher duty of the Templar: to SERVE, reminding everyone of the motto shared between the Templar and Jesuit Order: Ad Maiorem Dei Gloriam – To The Greater Glory of God.

So, the Templar Beauceant still hangs firm in Brazil, the Land of Vera Cruz.

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The Chancellor would like to take this opportunity to congratulate our Brazilian Brethren, especially Fr+ Adilio Marques and Dame Rosali. With this election, Dame Rosali becomes the only Prior Dame in office of the Order internationally, setting an inspiring and enduring example to all our Brethren worldwide. We wish her the best for her term in office.

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Assembly of the Priory of Brazil

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A General Assembly of the Priory of Brazil has been called for the 10th of February. The main point in the Agenda of the day is the election of the new Prior General of Brazil. The Assembly will take place in the Itaici Monastery, in Indaiatuba, São Paulo.

The only candidate is Sor. Rosali de Oliveira Gato, Dame of the Temple and currently Seneschal of the Priory of Brazil. We wish her luck in the election and hope the event to be a good occasion for fraternal friendship to be lived by our Brazilian brethren.

So, if you are a Templar and you are in São Paulo around the 10th of February, and wish to attend the meeting, do contact Sor. Roasli at rosaligato@uol.com.br.

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 Uma Assembleia Geral foi convocada no Priorado do Brasil para o dia 10 de Fevereiro. O ponto principal da agenda é a eleição do novo Prior Geral do Brasil. A Assembleia terá lugar  no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba, São Paulo.

 A única candidadta é a Sor. Rosali de Oliveira Gato, Dama Templária e actualmente Senescal do Priorado do Brasil. Desejamos-lhe muita sorte para a sua eleição e esperamos que o evento seja uma boa ocasião para um fraternal e amistoso convívio entre os Irmãos Brasileiros.

Por isso, se é Templário, está em São Paulo por volta do dia 10 de Fevereiro, e deseja estar presente no reunião, por favor contacte Sor. Rosali em rosaligato@uol.com.br.