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Nevoeiro

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Festa de São João e Novas Comendadorias em Portugal

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Celebrou-se no passado dia 24 de Junho de 2017 em Arraiolos mais uma importante data na história do Priorado Ibérico da OSMTHU, a comemoração da Festa da Luz, de São João Baptista.

Este ano a alegria foi maior porque a Ordem estabeleceu nesse dia 3 novas Comendadorias, recebendo ainda um número significativo de Escudeiros que assim iniciam os seus estudos mais aprofundados no ideal da Cavalaria Espiritual Lusitana, depois de um período como Noviços em que tiveram a oportunidade de se familiarizar com os princípios da Cavalaria universal.

A festa iniciou-se a meio da tarde com um convívio típico, onde não faltaram as tradicionais sardinhas e o churrasco, em que participaram todos os irmãos e irmãs, bem como as famílias, vindos de várias partes do país, alguns percorrendo largas centenas de quilómetros, outros vindo logo dali do lado.

Ao final da tarde o Comendador Rui Herdadinha teve a oportunidade de lembrar algumas das lendas de Arraiolos, nomeadamente da cabeça da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Assunção, onde iriam decorrer as cerimónias. Após uma rápida visita ao Castelo, a tempo de apreciar o por do sol alentejano que já é bem familiar aos membros mais antigos da Ordem, rumou-se ao Convento para iniciar a parte litúrgica do dia.

A Ordem reuniu em Capítulo Nacional, presidido pelo Grão Prior Geral. Após algumas curtas comunicações, em que se recordou a passagem dos Irmãos Ronald Cappello e Fernando de Toro-Garland, duas figuras incontornáveis para a Ordem a nível internacional, mas particularmente para o Priorado português, os Comendadores tiveram a oportunidade de informar o Prior e a congregação do decorrer dos seus projectos, os quais começam a ganhar ritmo e permitem prever um ano de 2017 / 2018 muito frutuoso.

Procedeu-se então à cerimónia de investidura das Comendadorias. Tratando-se de um encargo da Ordem sobre um Irmão, o ritual, apesar de simples, é carregado de significado e levado a cabo tal como o era na idade média, com igual intensidade e solenidade. Estabelece-se um vínculo pessoal e de confiança, mais que um laço, uma verdadeira atadura, cujo rompimento representaria o ato simbólico contra-iniciático correspondente e a correspondente punição in ordine e in theatrum mundi. Não é coisa para levar de ânimo leve.

Foram então investidos em funções o Comendador de Lisboa, das Chagas, Irmão Luis Fonseca, KCOT; o Comendador de Laccobriga, Irmão Vitor Varela Martins, KCTJ e o Comendador do Condado de Arraiolos, Irmão Rui Herdadinha, KCTJ.

O Comendador de Lisboa, das Chagas, recebe a investidura

O Comendador de Laccobriga recebe a sua investidura

O Comendador de Arraiolos recebe a investidura

Finalmente procedeu-se à recepção de Escudeiros, cerimónia que remete para uma série de leituras de carácter instrutório e lendário, rematada pelo compromisso de serviço e o vestir da Alba, primeira veste na Ordem.

A Ordem agradece à Pousada do Convento de Nossa Senhora da Assunção, na pessoa do seu Director, a amabilidade com que nos acolheram. A Ordem agradece ainda publicamente ao Comendador Rui Herdadinha e sua família pelo seu empenho, bem como a todos os Irmãos e Irmãs que contribuíram decisivamente para uma festa cuja recordação será difícil esquecer, quer tenha sido com o seu trabalho e dedicação (não faltaram comida, bebida e sobremesas), quer tenha sido pela sua alegre presença. Por sua causa, o dia mais longo do ano foi um Dia Maior.

A presente estrutura do Priorado nacional é hoje a que está expressa no seguinte gráfico.

Confraria do Bodo

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pombal

Pombal, topónimo que deu o título a um estadista tão admirado como contestado, Sebastião José de Carvalho e Mello, é terra de história grande ligada aos templários e à fixação de fronteiras na reconquista cristã pelos cavaleiros do Templo. Terá sido o Mestre Templário Gualdim Pais, recém-chegado do Oriente, que numa das primeiras iniciativas da sua acção mandou erigir o castelo de Pombal com o intuito de dar continuidade a uma linha de castelos que defendesse o território conquistado aos mouros. Com 900 anos de história, o Castelo de Pombal conta, por isso, um pouco da história nacional e absorve o cariz do Mestre Gualdim Pais que neste edifício aplicou o vanguardismo da arquitectura militar da época.

Num concelho rico em paisagem e em história, surge como força aglutinadora a festa do Bodo, assumida como elemento central na identidade dos pombalenses. Esta festa de tão importante que é foi o motivo que levou à constituição da Confraria do Bodo. Por ser tempo e espaço de encontro entre os naturais de Pombal, mas também subsidiária da tradição antiga, esta confraria quis assim associar-se à  história e à cultura de uma festa que se faz de vontades individuais e colectivas e da sua relação com o divino. Por isso, é preciso, primeiro, explicar devidamente a origem das Festas do Bodo.

Sendo esta uma história bonita onde a dádiva, sempre a dádiva, é a forma de retribuir a graça da divindade é também o resultado do entrecruzar da história, de protagonistas que deram um pouco de si à localidade e transformaram a sua paisagem cultural. Amplamente ligado à devoção e à crença na divindade, a Festa do Bodo de Pombal traduz na sua essência a vontade do povo em agradecer o feito divino dividindo, repartindo, partilhando o bolo, pão de trigo com farinha não levedada.

Conta-se que, em certo ano, uma praga de gafanhotos e lagartas invadiu as searas e os campos, as casas e os quintais e até os vasos utilizados pelas mulheres para transportar a água obrigando a que a água fosse coada antes de utilizada. Logo o povo decidiu realizar uma procissão da Igreja de São Pedro até à Capela de Nossa Senhora de Jerusalém invocando protecção. Após missa e promessa de grande festa caso a calamidade passasse, desapareceram os bichos infestantes e o povo deu graças pelo milagre. No ano seguinte, uma senhora de nome Maria Fogaça chamou a si a organização das festas prometidas e com todo o aparato realizou festas de acordo com a graça recebida no ano anterior. É, então, que se dá novo milagre. Por forma a agradecer a benesse divina, são feitos dois enormes bolos cujo destino é a partilha pelo povo. No entanto, quando estes estão prestes a ser colocados no forno um deles cai torto e é num ímpeto de coragem e devoção que um dos presentes, invocando Nossa Senhora de Jerusalém, entra dentro do forno endireita o bolo e sai ileso. De novo, o povo reclama milagre e vê no bolo o símbolo da divindade que quer dar graças a quem nele confia. Nascem, assim, as festas do Bodo, do pão doce que se partilha em sinal da graça divina.

Numa festa que vai além da lenda encontram-se relações com práticas das festividades do Espírito Santo. De facto, de acordo com a obra Arte de Furtar, atribuída a Padre António Vieira, «Na vila de Pombal, perto de Leiria, há um forno em que todos os anos se cose uma grande fogaça para a festa do Espírito Santo; e entra um homem nele, quando mais quente para acomodar a fogaça e se detém dentro quanto tempo é necessário, sem padecer lesão alguma do fogo que, cosendo o pão, não cose o homem». Esta festa é, por isso, o resultado da vontade de muitos protagonistas, do contributo que cada um deles deu a um acontecimento que respira as vicissitudes culturais, as mentalidades e a idiossincrasia que atravessaram aquele lugar.

Herdeira deste passado onde a lenda se cruza com a história num território onde a diversidade é o denominador comum, Pombal vê surgir a Confraria do Bodo como reconhecimento da importância destas festas na unidade do concelho. Constituída, em 2005, por pombalenses que se encontravam por ocasião das Festas do Bodo, esta Confraria encontrou a sua vocação, quer na importância das festas enquanto momento de reunião e de partilha à mesa, quer na importância do património natural, edificado e cultural de um concelho que se espraia do maciço calcário da Serra de Sicó até ao encontro com o Atlântico, na Praia do Osso da Baleia.

Num território geograficamente tão diverso, também a gastronomia é diversa e abrange produtos como o Queijo do Rabaçal, o azeite, o mel, o cabrito, a morcela de arroz, o arroz na versão malandrinho que a espécie carolino permite, os doces conventuais do Convento do Louriçal, as cavacas e os beijinhos de Pombal, enfim, tudo o que um concelho que vai da serra até ao mar pode oferecer. É, sobretudo, a diversidade à mesa de um concelho que não se esgota numa só realidade.

Trajados de azul, estes confrades defendem o património cultural das Festas do Bodo. No entanto, fazem-no no entendimento de que, quase sempre, a gastronomia é acompanhada de um rico património cultural imaterial que faz com que o acto de se alimentar não seja apenas uma satisfação de uma necessidade física, mas seja, igualmente, um acto cultural. Tal é verdade com toda a pujança por terras de Pombal onde a presença de tantas e importantes personalidades, que definiram o que hoje é Portugal, deram também o seu contributo para a súmula de tradições que caracterizam as Festas do Bodo. Uma festa que é uma linha de continuidade no tempo que vai juntando quem por ali nasceu ou passou. Uma festa que junta os confrades e os faz exaltar a partilha do bodo na convicção de que na dádiva se agradece o alimento que é de todos e para todos.

in sol.pt por Olga Cavaleiro

Pentecostes 2016 celebrado com Armações no Priorado de Portugal

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A OSMTHU, através do seu Priorado Ibérico, celebrou este ano o Pentecostes, realizando uma cerimónia de Armação de novos Cavaleiros e Damas, que teve lugar em aquartelamento protegido na região do Alentejo. Além das autoridades nacionais da Ordem, incluindo o Grão Prior Fr+ Luis de Matos e o Capelão Geral, Mons. Tau Christophorus de Lusignan, esteve igualmente presente o Senescal da Ordem, membro do Conselho Magistral e Prior da Inglaterra e Gales, Fr+ Leslie Payne.

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Na mesma ocasião prestou juramento ainda o Fr+ Paulo Valente, KCTJ, sendo investido como Comendador da Comendadoria de Sintra, que terá o especial encargo de proceder à instrução da classe de Noviços.

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Damos os parabéns a todos os Cavaleiros e Damas armados nesta ocasião, acolhendo-os numa fraternidade de serviço, espiritualidade e busca pelo conhecimento. Que os seus nomes sejam conhecidos: Cavaleiro Fernando Silva, KTJ; Cavaleiro Jaime Laranjeira, KTJ; Cavaleiro João Pedro Silva, KTJ; Cavaleiro Joaquim Marvão, KTJ; Cavaleiro Jorge Rosa, KTJ; Dama Margarida Rodrigues, DTJ; Cavaleiro Miguel Fabiana, KTJ; Dama Paula Valente, DTJ; Cavaleiro Pedro Coradinho, KTJ; Dama Rosa Ferreira, DTJ; Dama Sandra de Oliveira, DTJ; Cavaleiro Victor Varela Martins, KTJ e Cavaleiro Victor Graça, KTJ.

Agradecemos ainda a todos os que organizaram e puseram todo o seu esforço ao serviço da Ordem neste dia tão especial.

INÍCIO DA VIGÍLIA

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TONSURA

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INSTRUÇÃO E LEITURAS

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VIGÍLIA

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ARMAÇÃO

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Novos Escudeiros no Priorado Ibérico

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Os tempos do rápido consumo das coisas mundanas levou ao rápido consumo das coisas que valem mais que o mundo. Num ápice, passamos por elas sem as experimentar verdadeiramente e sem nos determos o tempo suficiente para nos deixar seduzir nem pelo seu encanto, nem pela voz que evidenciam e não ouvimos. A vontade de ter e de chegar cobre e oculta os aromas suaves que só se experimentam no passar largo.

Muitos ramos das Ordens que derivam do reavivar dos valores Templários nos séculos XVIII e XIX desconhecem os graus de Noviço e Escudeiro. Entra-se na Ordem por cima. Da rua a Cavaleiro em poucos minutos. Passe de ilusionismo, capa na mão. Flup! Já está! Muitas vezes até ouvimos “Sr. Fulano é uma pessoa extraordinária e já era Templário ante de o ser”. Mas como é que se pode ser antes de ser? Estaremos a cumprir o nosso desígnio ao passar a Cavalaria com a facilidade de quem passa uma constipação?  É que muitas vezes a vontade de “ser Templário” assemelha-se a uma febre  rápida, mas passageira, que se apanha com os amigos. Um espirro aqui e ali: “Sim, juro! Sim, prometo!”, mas depois de passar só ficam para trás os lenços de assoar. Entrou e saiu com a velocidade de um tiro. Ala que se faz tarde. Templários quê? Já tenho… Já sou! Já fui…

Por isso, é de destacar a tenacidade daqueles que procuraram com igual curiosidade e desejo, mas em vez de se deixarem seduzir pela Via Rápida, se mantiveram atentos à Via Dolorosa, mais lenta mas, por ventura, mais segura. Hoje, pedir a alguém uma cifra elevada em Euros para o fazer rapidamente “templário” é mais fácil do que pedir a alguém mais de um ano de estudo e formação para (talvez…) chegar a ser Cavaleiro. Ninguém quer esperar meses para eventualmente ter o que, tudo indica, ser a mesma coisa, mas muito mais depressa. Ninguém quer perder tempo a estudar o que já leu nos livros que tem sobre a Ordem. A Via Rápida é ampla e sem obstáculos, com arrojados viadutos sobre o vale (nem é preciso lá descer), três faixas de rodagem e Via Verde. Já a Via Dolorosa, é longa e não se sabe mais nada. Só se sabe que demora muito tempo. Poucos vêem a necessidade de começar como Noviço. “Noviço, eu? Já ando a estudar isto há tanto tempo! Então agora é que vou ser Noviço?”. Poucos vêem no Escudeiro uma progressão. A poucos interessa a Via Dolorosa porque o que procuram não é ser, mas parecer (assumir a similitude, esperando que assim se dê a ilusão, literalmente que “o hábito faça o monge”). O que é instantâneo na Via Rápida é incerto e longínquo na Via Dolorosa. Ou, sendo porventura caridoso, tudo é longínquo e incerto na Via Delarosa ou Via De la Rosa.

A Ordem dá por isso os parabéns aos novos Escudeiros e Escudeiras, reconhecendo neles e nelas a dedicação e o desejo de progredir um pouco mais no seu trabalho de instrução e despertar espiritual. Não será demais dizê-lo: pelo serviço, a recompensa é certa.

Luis de Matos

Prior Geral

Chanceler Internacional

OSMTHU

 

Igreja fundada pelos Templários reabre em Santarém

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Após dois anos de obras, Igreja de Santa Maria da Alcáçova abre as portas para mostrar as suas três naves, capela-mor profunda e um órgão com 640 tubos, datado do início do século XIX.

Fundada em 1154 por iniciativa de um mestre templário, a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, capela do primeiro Paço Real de Santarém, vai reabrir no sábado depois de décadas de abandono e graças a recentes obras de restauro.

O templo não apresenta qualquer vestígio da sua traça original, uma circunstância já sublinhada em meados do século XIX por Almeida Garrett, no livro “Viagens na Minha Terra”.

O restauro da igreja, cuja estrutura actual resulta da campanha realizada entre 1715 e 1724 por iniciativa do Conde de Unhão, deixou a descoberto detalhes das intervenções realizadas nos séculos XVI (como o arco do altar) e XIX (o cadeiral da Capela-Mor, a decoração e o órgão), mas também um capitel romano existente numa das colunas que separam as naves.

Eva Raquel Neves, da Comissão Diocesana para os Bens Culturais da Igreja, disse à agência Lusa que durante muitos anos a igreja serviu de arrecadação, sendo a informação relativa ao último cónego-mor datada de Outubro de 1904, altura em que a diocese pediu a extinção definitiva da Real Colegiada de Santa Maria da Alcáçova (criada em finais do século XII), dada a existência de um único cónego já octogenário.

Composta por três naves e capela-mor profunda, em abóbada de berço com caixotões de cantaria, o interior da igreja é revestido a pintura decorativa de tons vermelhos e amarelos, com relevos de grinaldas (que remete para uma decoração mais civil do que religiosa), tendo na base azulejos dos finais do século XVIII com temática alusiva às litanias (oração em ladainha) de Nossa Senhora.

O órgão que se encontra no coro-alto da igreja (o sétimo a ser restaurado no centro histórico de Santarém), com 640 tubos, está datado entre 1820 e 1822, tendo sido construído por António Joaquim Peres Fontanes, um trabalho português coincidente com a prática musical da época e que será tocado no sábado pelo organista Rui Paiva, durante a inauguração presidida pelo secretário de Estado da Cultura.

A obra de requalificação, iniciada em 2013 e agora concluída, resultou de uma parceria entre a Diocese de Santarém e a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (que deu lugar à Direcção-Geral do Património Cultural) e da candidatura a fundos comunitários, que financiou metade do custo global da intervenção (da ordem dos 210 mil euros).

De fora da intervenção ficou a sacristia, cujo tecto, datado de 1637 e exibindo as armas do Conde de Unhão, a Diocese quer ainda tentar recuperar, disse Eva Neves.

A tela existente na capela-mor (de Cyrillo Machado, século XIX) mostra D. Afonso Henriques a entregar o Eclesiástico de Santarém ao procurador dos Templários (um “prémio” pela participação da Ordem na conquista de Santarém, em 1147, que veio a ser contestado pelo bispo de Lisboa, obrigando o rei a anular a doação em 1159).

A igreja, que acolheu uma das Colegiadas mais importantes do país, com cerca de 20 cónegos, terá sido fundada em 1154 pelo mestre templário Hugo Martins e tido por construtor o frade Pedro Arnaldo, segundo a inscrição colocada sobre a porta principal.

Classificada em 1984 como imóvel de interesse público, foi ainda alvo de uma campanha nos anos 90 do século XX, que deu origem a alguns trabalhos arqueológicos.

A igreja situa-se junto ao actual Jardim da Porta do Sol, que preserva parte das muralhas de Santarém, e paredes meias com a Casa-Museu Passos Canavarro, que foi a residência de Passos Manuel, onde pernoitou Almeida Garrett na visita que lhe fez no verão de 1843 e que deu origem às “Viagens na Minha Terra”, onde deixou uma descrição demolidora do que encontrou naquela que fora “a quase catedral da primeira vila do reino”.

in rr.sapo.pt