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VN Barquinha celebra protocolo com ordens templárias que vai tornar CITA no “mais importante repositório mundial sobre a Ordem do Templo”

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O Município de Vila Nova da Barquinha celebrou um protocolo com duas ordens templárias – a Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolimitani Universalis (OSMTHU) e a Ordre Sovereign et Militaiire du Temple de Jerusalem (OSMTJ) – a fim de declarar o município e o Centro de Interpretação Templário de Almourol (CITA) como Lugar Internacional de Interesse Cultural Templário.

A proposta de celebração de protocolo veio a reunião de Câmara no dia 9 de outubro e mereceu parecer positivo do executivo.

A vereadora Marina Honório explica que a iniciativa resulta da associação da OSMTHU e da OSMTJ e pretende também que Vila Nova da Barquinha seja sede de “um evento anual do tipo Congresso Internacional e recomendação de destino de acervos bibliográficos e objetos que possam enriquecer o CITA como referência internacional incontornável sobre a Ordem do Templo e suas influências culturais em todas as épocas”.

Como sinal de arranque desta colaboração, Fernando Freire explicou que ambos os ramos da Ordem aprovaram já diversas iniciativas que têm como objetivo encorajar colecionadores, arquivos e donos de bibliotecas a fazer doações e a tornar o CITA até 2021 no “mais importante, completo e extensivo repositório e acervo bibliográfico mundial sobre a Ordem do Templo”.

Da parte da OSMTHU, uma das iniciativas passa pela negociação da passagem do Arquivo do Templo, constituída por múltipla documentação original relativa à Chancelaria Internacional e ao Secretariado da Aliança Federativa Internacional desde 1988, bem como objetos e arquivo diverso, sob empréstimo à localidade de Sória, Espanha desde 2007, para o CITA em Vila Nova da Barquinha.

Outra das iniciativas a ser tomada pela OSMTHU é designar o CITA como a “instituição à guarda do qual será entregue a atualização do Arquivo da Ordem, composto pela documentação oficial produzida pela Chancelaria Internacional anualmente” bem como da “adição de peças documentais históricas, acervos bibliográficos e objetos de interesse arqueológico, académico ou museológicos que a esta possam ser doados”.

A OSMTHU vai também [convidar a Grão Priorado de Toledo da OSMTH a] oferecer uma réplica forjada, segundo as regras tradicionais, da espada do cruzado Godofredo Bulhões, símbolo do contexto histórico que proporcionou o surgimento da Ordem do Templo.

Já a OSMTJ contribuirá com o depósito de uma coleção bibliográfica temática de relevo bem como um extenso arquivo documental sobre a atividade da Ordem na última metade do século XX.

Para além das iniciativas em termos de Arquivo e Biblioteca, o protocolo prevê também trocas culturais, através do empréstimo e exposição de peças específicas.

Por fim, esta colaboração pretende também a realização de uma Conferência Internacional. Um “evento anual de âmbito internacional a decorrer em 2020, 2021 e 2022”, conforme explicou o presidente da Câmara de VN Barquinha, Fernando Freire.

O local escolhido para o evento anual será o CITA, cuja organização, programação e promoção será responsabilidade das duas ordens envolvidas no protocolo.

Recorde-se que o Centro de Interpretação Templário de Almourol foi aberto ao público em novembro de 2018 e é um centro pioneiro no que respeita à Ordem do Templo em Portugal, dotado de um conjunto relevante de recursos que incluem um espaço para exposições, auditório e biblioteca temática.

Por Ana Rita Cristóvão, antenalivre.pt

Especialistas mundiais em “Templarismo” em Vila Nova da Barquinha

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“Ordem do Templo – Cavalaria Espiritual – Templarismo” é o tema da iniciativa que irá reunir, entre 11 e 13 de outubro de 2019, no Centro de Interpretação Templário de Almourol, Vila Nova da Barquinha, os maiores especialistas mundiais nesta temática, com oradores oriundos de França, Itália, Estados Unidos e Portugal.

António Paris (Mestre da OSMTHU, Itália), Barbara Frale (Arquivo do Vaticano), Nicolas Haimovici (Regente da OSMTJ, França), John von Blauch (Estados Unidos), Luís de Matos, Manuel J. Gandra, Ernesto Jana e Nuno Villamariz Oliveira (Portugal) são alguns dos oradores já confirmados.

Durante o evento terá lugar a inauguração da nova exposição temporária do Centro de Interpretação Templário de Almourol – “Santoral e liturgia templárias à roda do ano” – assim como a apresentação do respetivo catálogo. O acontecimento ficará também marcado pela assinatura de Protocolos de Cooperação e Parceria com o CITA e receção da réplica da espada de Godofredo de Bouillon.

Do programa fazem parte visitas ao Castelo de Almourol (Vila Nova da Barquinha) e ao Convento de Cristo (Tomar), bem como momentos musicais.

As inscrições tem um custo de 15€ (com oferta de catálogo), são obrigatórias e limitadas. O contacto para obter mais informações e inscrições é o telefone +351 249720358.

Por 

Templários e Templarismo em São Brás de Alportel

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Ação cultural aberta à Comunidade e todos os interessados na filosofia, cultura, espiritualidade, história, esoterismo e mística Templária medieval e contemporânea.

Entrada livre

Organização: Comenda de Laccobriga / Apoio especial: Câmara Municipal de São
Brás de Alportel

VN Barquinha | Império do Espírito Santo está presente em 12 dos 13 concelhos da região

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Manuel J. Gandra, o curador da exposição “O Império do Divino Espírito Santo no Médio Tejo”, fez algumas revelações inéditas sobre as suas investigações acerca do tema, durante a inauguração no Centro de Interpretação Templário Almourol (CITA), de Vila Nova da Barquinha, no dia 9 de junho.

O investigador revelou que 12 dos 13 concelhos da região do Médio Tejo “estão repletos de memórias do Império do Espírito Santo”. Excluiu apenas o Entroncamento por ser um concelho recente.

Para Manuel Gandra, a exposição sobre o Espírito Santo agora inaugurada “aparentemente é alheia à temática Templária”, mas “na realidade o tema Templário e a exposição são duas faces da mesma moeda”.

Na conferência de apresentação do catálogo que antecedeu a inauguração da exposição, o investigador sublinhou que “os Templários tinham objetivos materiais mas também espirituais que passavam pela criação de uma humanidade fraterna”.

“Este território, que era sobretudo Templário, tinha já essa componente espiritual presente mas tornou-se mais evidente quando entrou na história a Ordem de Cristo e adotou para si o Império do Espírito Santo”, explicou Manuel Gandra.

Já na exposição, que ocupa um dos corredores do CITA, os visitantes puderam apreciar medalhas, imagens, cartazes, livros antigos, entre uma série de objetos e documentos relacionados com o tema. Da região há referências a festas do Divino Espírito Santo em Sardoal, Alcanena e Meia Via, mas o destaque vai para a Festa dos Tabuleiros de Tomar.

Três das vitrinas estão preenchidas com objetos relativos ao culto do Divino Espírito Santo nos Açores, no Brasil e na América do Norte.

Manuel Gandra dispõe de muito mais peças sobre o tema mas dada a limitação de espaço teve de ser feita uma seleção criteriosa. No ar ficou a perspetiva de uma outra exposição.

Depois de agradecer a “colaboração inexcedível” de Manuel Gandra na exposição, o presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha falou do “projeto arrojado” do CITA numa lógica de identidade do território transversal a todo o Médio Tejo.

Fernando Freire recordou que existem no concelho dois castelos templários: Almourol e Zêzere, sendo que deste último há apenas alguns vestígios.

“Já está feito o levantamento de uma muralha medieval que se encontra a nascente”, e “gostaríamos de, no próximo ano, fazer escavações arqueológicas no local”, anunciou o autarca.

Referiu-se ainda à existência de um cais Templário junto ao rio Zêzere, levando o edil a acreditar que foi ali “que se iniciaram os descobrimentos portugueses”.

Também para Manuel Gandra “a expansão marítima portuguesa começou a partir do Zêzere e de Almourol, portanto, do que é hoje Vila Nova da Barquinha”. Foi o Comendador de Almourol Frei Gonçalo Velho quem descobriu as Ilhas de Santa Maria e de S. Miguel (Açores) que inicialmente se chamavam Almourol e Cardiga, segundo o investigador.

E terá sido desta região do Médio Tejo e nessa altura que o culto ao Divino Espírito Santo chegou aos Açores e depois às Américas.

A exposição “O Império do Divino Espírito Santo no Médio Tejo” vai estar patente até ao final do ano podendo ser visitada de segunda a sexta-feira das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30 e aos sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00.

in mediotejo.net por José Gaio


Por Rádio Hertz


IMPÉRIO DO DIVINO ESPÍRITO SANTO – VILA NOVA DA BARQUINHA 2019

Grão Priorado de Portugal – 25 anos

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A 27 de Março de 2019 comemoraram-se os 25 anos de actividade ininterrupta do Grão Priorado de Portugal da OSMTHU. Efectivamente, a memória ficou marcada por aquela apresentação em Montemor-o-Novo, no Convento de São Domingos, em que o Priorado se apresentou ao público, na Lua Cheia de Carneiro, após um ano de silencioso trabalho como grupo sob a orientação da Ordem no Brasil.

Nesse mesmo dia, o núcleo inicial dirigiu-se a Tomar onde, por absoluta fortuna, lhe foi facultado o acesso privado e fechado do Castelo de Almourol onde, ao por do sol, se iniciou a primeira cerimónia de armação do Priorado, que durou até bem entrada a madrugada sob uma abóbada celeste mais cintilante aquela noite, apesar da lua fulgurante que iluminava o pátio de armas como se fosse dia.

Fr+ Rui B e Luis de Matos (Prior) em Siguenza, Espanha, 1994

Muitos anos e muitas coisas acontecerem desde 1994. Não é este o memento de fazer historiografia de um grupo tão diminuto no contexto da linhagem de Fabré-Palaprat. Eu não sabia, ao ligar-me ao Grão Mestre Victor Franco, para responder à sua busca de encontro à fonte de Cavalaria que o tinha iniciado, iniciava eu uma demanda que me levaria a alguns dos locais e personagens fundamentais dos novos movimentos Templários na Europa e no mundo. Em busca dos que iniciaram Franco, passámos por Lyon, Paris, Londres, Roma, Santiago de Compostela e tantos outros lugares. No final não encontrámos os neo-Templários. Não. A seu devido tempo encontrámos a Ordem. Um dia essa história e todas as suas peripécias serão contadas. Ou talvez não seja necessário. Depressa percebi que o silêncio é o manto que melhor aconchega o Cavaleiro.

Luis de Matos

Prior do Priorado Geral de Portugal

Chanceler internacional da OSMTHU

O grupo dos 11 fundadores originais. Em memória de Fr+ Ilídio Henrique de Sousa; Fr+ Paulo Alexandre (Rebis) e Fr+ António Barcelos; Tomar 1994

Fr+ Luis de Matos (Prior) e Fr+ Victor Franco (Grão Mestre da OCMCT) em viagem a Lyon, em demanda do grupo original, 1995

Fr+ Luis de Matos (Prior) em visita ao Grão Priorado de Itália, com Fr+ António Paris (Prior e mais tarde Mestre da Ordem) no Mosteiro de Farfa di Sabina, Itália, 1997

Fr+ Luis de Matos (Prior) com D+ Patrícia Oyarzun (mais tarde Private Secretary to the Master) e Fr+ Fernando de Toro-Garland (Prior de Espanha e mais tarde Mestre), Castelo de Sant’Angelo, Roma, 1997

Cerimónia de tomada de posse de Fr+ Fernando de Toro-Garland como Mestre; da esquerda para a direita: Fr+ Nicolas Haimovici Hastier, Grande Comandante do ramo OSMTJ; Fr+ Giuseppe Bagnai, Prior de Itália; irmão sem identificação; Fr+ Luis de Matos, Prior de Portugal e Chanceler Internacional; Fr+ MacPhearson, Prior da Escócia; Fr+ Fernando de Toro-Garland, Mestre da Ordem ramo OSMTHU; Alcalá de Henares, Espanha, 1999

Comemorações da Batalha de Ourique e Homenagem a Afonso Henriques; Cerimónia conjunta entre a OSMTHU e a Ordem de São Miguel da Ala; presentes nas fotos, entre outros: Fr+ António Paris (Prior de Itália, mais tarde Mestre da Ordem); Fr+ Luis de Matos, Prior de Portugal e Chanceler Internacional; SAR D. Duarte de Bragança; Fr+ Fernando de Toro-Garland, Mestre da Ordem; Fr+ Nuno da Camara Pereira, Presidente da Mesa Mestral e Grande Comendador da Ordem de São Miguel da Ala; Ourique, Portugal, 2004

Malogrado Prior de Portugal, Fr+ Luis Barros com irmãos portugueses em visita aos Priorados de Inglaterra e de Itália; Londres e Roma, 2006

Entrevista à revista FOCUS, Lisboa 2008

Renovação da Carta Patente em 2010

Comemoração dos 25 anos do Priorado de Portugal da OSMTHU, Visita ao Convento de Cristo em Tomar, Tomar, Portugal, 2019

 

Castro Marim – Comemoração dos 700 anos da fundação da Ordem de Cristo

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Comemorar os 700 anos da Ordem de Cristo é uma alegria sem medida. Não é relembrar um momento no passado, é antes reafirmar um propósito e uma esperança no futuro.

Quero assim agradecer em meu nome, em nome da Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalém Universal, como seu Chanceler internacional e Prior em Portugal, o convite da Câmara Municipal de Castro Marim – a que respondemos com entusiasmo – bem como a presença e colaboração dos muitos amigos, Irmãs e Irmãs e simples turistas que passavam e vieram saber de que tratava a agitação.

Gostaria de destacar, pelo conteúdo e qualidade, a intervenção do principal autor Português na temática Templária e da Portuguesia, Manuel J. Gandra, que destacou algumas das passagens mais reveladoras e até intrigantes da Bula de criação da Ordem de Cristo, em que se deixa clara a continuidade da do Templo, assunto sobre o qual muitos escrevem, mas poucos de facto concretizam.

Destaco igualmente o apoio permanente e verdadeira militância espiritual das Comendas do nosso Priorado e dos seus membros individualmente, que se viram desta vez apoiados pela visita de Irmãos e Irmãs de outros ramos da Ordem, quer do Algarve, quer mesmo de Espanha, num exemplo de cooperação e convívio fraternal até há pouco tempo inaudito, numa época em que tão facilmente caímos no erro de dividir o mundo em “nós” e “eles”. A todos o nosso agradecimento e aos visitantes, a certeza de que este foi o início de muitos projectos em que com eles contamos.

Sublinho o desempenho exemplar do nosso corpo litúrgico, liderado pelo Comendador de Lisboa e Bispo da Old Templar Church, apoiado nesta ocasião pelo Comendador de Laccobriga, pelos Grandes Oficias Preceptor e Hospitaleiro e demais Irmãos e Irmãs, que ficarão anónimos. Sabemos quem são, sentimos no profundo do coração o efeito do vosso trabalho.

Finalmente, terminando como comecei, sabendo bem o que custa organizar, gerir e montar um evento desta natureza num dos lugares maiores da nossa história, destaco o profissionalismo, o carinho e a paciência como a Câmara Municipal de Castro Marim nos recebeu, Agradeço ao Presidente Francisco Amaral, à sua Vice-Presidente Filomena Pascoal Sintra pela insuperável simpatia e atenção bem como a toda a equipa camarária, cujo esforço e dedicação não passou despercebido. Bem hajam.

Para o ano há que reavivar a memória. Castro Marim e a Ordem de Cristo são património de todos nós, todo o ano, Há que não o esquecer. Possamos ser dignos de tal herança.

Luis de Matos
Prior Geral
osmthu.org