Extinta há quase 700 anos, a Ordem do Templo é quase um mito urbano, tornado ainda mais atraente por Dan Brown em 0 Código Da Vinci.
Entre as centenas de romances pseudo-históricos publicados nos anos mais recentes, tanto entre os que contêm uma vertente fortemente esotérica como naqueles que se pretendem mais realistas, há uma presença quase constante. Referimo-nos, claro está, à famigerada Ordem do Templo, cujos membros, os célebres cavaleiros templários, dão origem aos mais diversos mitos, especialmente depois do sucesso de O Código Da Vinci, de Dan Brown.
De autênticos santos, que deram a vida para salvar de um maquiavélico Papa o Santo Graal, até membros de uma sociedade secreta, capazes dos actos mais bárbaros para angariar poder e dinheiro, já tudo se disse a respeito dos membros desta ordem.
Claro que, com tantas nuvens a ensombrar a sua existência, ninguém sabe muito bem o que era, realmente, a Ordem Militar e Religiosa dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Dela se diz ter estado na posse do Graal, de uma biblioteca onde se destacavam tomos que sobreviveram à destruição da biblioteca de Alexandria e de um tesouro incalculável. Uma tal riqueza que ainda hoje, quase 700 anos passados sobre a sua extinção, são muitos os que continuam à procura do tesouro dos templários.
Outra questão curiosa diz respeito à fulgurante ascensão da Ordem do Templo. De pequeno grupo com apenas nove membros em 1118, em menos de dois séculos transformou-se na mais poderosa organização da Europa, com propriedades em vários países e com uma capacidade financeira que lhe permitiu, até, emprestar dinheiro a monarcas. Independente das hierarquias religiosas da época, na dependência directa do Papa, a Ordem do Templo gerou tantas invejas que não admira que, quando Filipe, o Belo, rei de França, resolveu persegui-la, tenham sido muitos os que a ele se aliaram.
E ainda cedo, porém, para falarmos da extinção dos templários. Deixemos isso para o final do artigo e analisemos aquilo que se passou nestes movimentados séculos da História da Europa. Para contar a história da Ordem do Templo é necessário recuar até Março de 1095, quando Alexius 1, imperador do sacro império romano do Oriente, enviou ao Papa Urbano II um pedido de auxílio contra a ofensiva turca. Surpreendido pela missiva em pleno concílio de Piacenza, Urbano vê nele uma rara oportunidade de fazer sarar as feridas deixadas pelo grande cisma de quatro décadas antes de voltai a colocar todos os cristãos sob a alçada do papado.

Oito meses são necessários para que o Vaticano defina a sua estratégia. Em Novembro do mesmo ano, no concílio de Clermont, Urbano profere um discurso apaixonado para nobres e sacerdotes, no qual exige o envolvimento de todos para libertar a cidade santa de Jerusalém das mãos dos infiéis turcos.
Para além dos propósitos religiosos, esta operação teria, ainda, as vantagens de reduzir a densidade populacional em França (considerada à época um grave problema) e de dar à nobreza algo com que se ocupar (as questões intestinas entre nobres eram cada vez mais frequentes e não raramente tomavam-se crimes). “Permiti que os ladrões se tomem cavaleiros! “, afirmou o sumo pontífice.
Naquele que é considerado um dos mais importantes discursos da História da Europa, o Papa logrou reunir um continente inteiro sob a mesma bandeira e com idêntico objectivo (ainda que com diversidade de razões). E assim, a 15 de Agosto de 1096, tinha início a Primeira Cruzada (embora meses antes tivessem já partido milhares de peregrinos de escassas posses, que viriam a morrer na sua quase totalidade vítimas da doença, da fome e dos ataques de saqueadores).
Encontrando pela frente um inimigo dividido e pouco organizado, a cruzada transformou-se num autêntico passeio para os nobres europeus. Ainda por cima armaduras revelavam-se virtualmente incapazes contra as armaduras e cotas de malha dos cavalei
ros, que menos de três anos após a partida estavam já a organizar o cerco à cidade santa. Em clara superioridade numérica e tecnológica, os cruzados conseguiriam tomar Jerusalém em Julho de 1099.
A tomada de Jerusalém foi extremamente sangrenta. A quase totalidade dos habitantes - muçulmanos, judeus e, até, cristãos orientais – foi massacrada. Segundo a Gesta Francorum, um livro de autor anónimo que se crê ter sido escrito por um cruzado, diz que “a carnificina foi tão grande que os nossos homens caminhavam em sangue até aos tornozelos”.
Tomada a cidade, o poder foi entregue a Godofredo de Bolhão. Depois de re cusar o título de rei, dizendo que jamais usaria uma coroa de ouro na cidade onde Nosso Senhor usara uma coroa de espinhos, viria a aceitar apenas o título de Protector do Santo Sepulcro. Infelizmente, porém, o “reinado” de Godofredo durou pouco. Uma estranha doença, que muitos consideraram consequência de um envenenamento, matá-lo-ia em 1100. Desta forma, foi o seu irmão Balduíno a assumir o poder. Sem os pruridos de Godofredo, aceitou a coroa e o trono de Jerusalém como Balduíno I.
Após a morte sem deixar descendência de Balduíno I, o reino de Jerusalém atravessou uma fase complicada. A primeira ideia foi entregar a coroa a Eustáquio, irmão mais velho de Godofredo e de Balduíno. As movimentações de Joscelin de Courtenay, porém, levaram a um volte-face. No trono acabaria Balduíno de Bourcq, primo dos dois irmãos, que reinaria como Balduíno II.

Seria este monarca a receber, logo no seu primeiro ano no trono, a visita de Hugo de Payens que, com outros oito cavaleiros do condado de Champagne, se foi oferecer para garantir a segurança nas estradas para a Terra Santa dos peregrinos cristãos que, provenientes da Europa, pretendiam chegar a Jerusalém. Os ataques dos salteadores (não apenas muçulmanos mas, em muitos casos, também cristãos) faziam inúmeras vítimas e, apesar de múltiplas tentativas, nunca os cruzados tinham conseguido garantir a segurança da costa até à cidade santa.
Balduíno aceitou a proposta e entregou aos nove cavaleiros instalações no Monte do Templo, no local onde, diz a tradição, estariam instaladas as cavalariças do rei Salomão. A localização das suas instalações originais viria a justificar parte do nome da ordem.
Logo nos seus primórdios os mistérios começam a adensar-se em tomo dos templários. Durante os nove primeiros anos de existência da ordem, nem um só cavaleiro se alistou nas suas fileiras. Segundo os que crêem em explicações místicas, isto deveu-se ao facto de os membros originais da ordem se terem dedicado a buscas incessantes no local onde se erguera o Templo de Salomão. Levando esta possibilidade ao extremo, os templários teriam encontrado (pelo menos) parte do grande tesouro de Salomão, incluindo a Arca da Aliança, e justificando a rápida angariação da sua fortuna. Mais racional é a justificação dada pelas ordens que se dizem herdeiras dos templários - nos primeiros anos, os votos da Ordem do Templo (castidade, pobreza e obediência) desmotivavam quaisquer interessados.
É em 1127 que se assiste a um enorme progresso por parte dos templários, em grande parte devido aos esforços do abade cisterciense Bernardo de Claraval. Para além de escrever os estatutos da Ordem do Templo, com base nos da de Cister, Bernardo envia a Hugo de Payens uma carta que garantirá aos templários o apoio de toda a cristandade. Esta missiva, com o título De Laude Novae Militia (Elogio à Nova Cavalaria, em tradução livre), correria mundo e angariaria inúmeros recrutas entre a nobreza, para além de uma enorme quantidade de donativos em dinheiro e terras, provenientes de nobres que, por um ou outro motivo, não podiam juntar-se à ordem.
Por estranho que pareça, esta generosidade de nobres e monarcas para com os templários começa a fazer-se sentir em Portugal antes mesmo de Bernardo de Claraval dar início à sua campanha de marketing em favor da ordem. O historiador André Jean Paraschi, na sua História dos Templários em Portugal, admitindo a possibilidade de doações anteriores, refere a oferta, ainda em 1126 e por parte da rainha D. Teresa (mãe de D. Afonso Henriques), da vila de Fonte Arcada, perto de Penafiel, para além de herdades, quintas e solares ofertados por outros proprietários.
Segundo o frei Bernardo da Costa, na sua História da Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo publicada em 1771, foi na Fonte Arcada que os templários instalaram a sua primeira sede em território português. Tal facto leva a colocar em dúvida a possibilidade de, nessa primeira fase, o seu principal papel ser militar - já que Penafiel ficava bastante longe da frente de combate contra os mouros.
Dois anos volvidos, a sede dos templários muda de local e, agora sim, parece ter já um papel militar. As instalações ficam, agora, no castelo de Soure, também doado por D. Teresa. Situado na confluência de três rios (Arunca, Anços e Arão, todos afluentes do Mondego), Soure funciona como guarda avançada à cidade de Coimbra. Por curiosidade, será às portas deste castelo que, em 1144, os templários sofrem uma das suas mais pesadas derrotas em Portugal, perante as tropas de Abu Zakaria, vizir de Santarém.
A lista, a partir daqui, engrossa rapidamente - muito em especial após a independência e a subida ao trono da dinastia de Borgonha. Esta simpatia dos descendentes do Conde D. Henrique pela Ordem do Templo poderá estar relacionada com a proximidade entre a nobreza da Borgonha e a de Champagne - de onde vieram os templários originais - ou com o facto de o grande ideólogo do templarismo, Bernardo de Claraval, ser ele próprio um borgonhês de nobres famílias.
Enquanto a nobreza portuguesa ia dando aos templários quintas e herdades a um ritmo alucinante, contribuindo decisivamente para o enriquecimento da ordem e para o incremento das fontes de receita, D. Afonso Henriques e os seus sucessores seguiam uma estratégia distinta: as suas doações, em terrenos ou fortificações, situavam-se em zonas estratégicas do País. Os reis reconheciam o poder militar dos templários e atribuíam-lhes funções de primeira linha de defesa contra possíveis ataques de muçulmanos ou castelhanos.
Mas os templários não se limitavam a um papel defensivo. Na maior parte das batalhas da Reconquista, os reis de Portugal puderam contar com soldados da Ordem do Templo entre as suas forças. Até durante o cerco de Lisboa, quando um exército muçulmano tentou, a partir do exterior, romper as linhas cristãs, foram os templários que estiveram nas zonas mais quentes de combate, prestando um apoio decisivo para repelir o inimigo.
Se olharmos para o mapa de possessões templárias em Portugal no final do século XII, verificaremos não apenas a grande quantidade de propriedades, mas, sobretudo, a distribuição lógica e estratégica das suas instalações militares. Pode dizer-se que Portugal foi, de facto, um dos primeiros locais onde o empório templário começou a estabelecer-se. No entanto, e ao contrário do que aconteceu noutros países (mormente em França), as relações entre a coroa e a Ordem do Templo foram sempre muito estreitas, sem que se conheçam quaisquer situações de tensão.

Uma das mais importantes doações feitas por D. Afonso I à Ordem do Templo foi, por alturas de 1159, a do território de Nabância. Seria aqui que nasceria Tomar, considerada a mais templária de todas as cidades. Com o seu magnífico castelo e com uma das mais importantes igrejas puramente templárias erigidas no Mundo (Santa Maria do Olival), Tomar terá sido, a par de Chipre, a capital oficiosa da Ordem do Templo. A sua importância era de tal forma grande que mereceu estrutura defensiva própria - que incluía os castelos da Cardiga, de Bode, de Zêzere, de Almourol e da Sertã, para além de fortificações em Pias e Domes.
Apesar de Portugal ter sido sempre um refúgio para os templários, devido às estreitas ligações que a ordem tinha com os monarcas, a sua presença entre nós não foi sempre pacífica. Logo durante a reconquista, o primeiro bispo cristão de Lisboa, o inglês Gilberto de Hastings, tentou convencer D. Afonso Henriques a colocar travão na autonomia templária (os seus mestres não respondiam senão perante o Papa), mas os seus intentos sairiam gorados.

Quando, a 13 de Outubro de 1307, Filipe, o Belo, rei de França, com a conivência do Papa Clemente V, logrou concretizar a extinção dos templários, vários monarcas europeus obedeceram às instruções papais. Não foi o caso de D. Dinis. O rei português exigiu, em troca, que o Vaticano o autorizasse a criar uma nova ordem militar e religiosa, que recebeu o nome de Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Temendo que, caso não acedesse à solicitação do rei português, Dinis permitisse a permanência dos templários no seu território, Clemente V aceitou. Aquele que ficou para a história como rei-poeta mas que não era, por isso, menos competente em termos políticos, não perdeu a oportunidade. Transferiu os bens templários para a novel ordem, evitando que caíssem nas mãos papais, e integrou os cavaleiros da Ordem do Templo que o desejassem na Ordem de Cristo, permitindo-lhes escapar à perseguição do Vaticano.Graças a estas medidas, Portugal manteve a capacidade militar e a cultura dos templários, ainda que agora ocultas sob outro rótulo. Seriam os templários a sugerir a plantação do Pinhal de Leiria, para drenagem das áreas pantanosas e para obter madeira para a construção de uma frota. E não foi por acaso que, quando partiram para os Descobrimentos, as naus portuguesas ostentavam nas velas a cruz templária. Mas isso são contas de outro rosário…
in Revista Focus (13/6/2006) [José Colaço]
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Ver ainda:
Templar Chronicles II - Alcobaça 1
Templar Chronicles III - Alcobaça 2
The Templar Castle of Almourol (video - Português e Inglês)
Stairways to heaven - Templars in Portugal
Tomar - Last redoubt of the Knights Templar
Charola de Tomar vai ser recuperada
Malta guarda sepultura lendária
Edição portuguesa divulga documento secreto sobre templários













14 responses so far ↓
João Cristiano de Sousa Fontes // June 23, 2007 at 10:31 am
Agradecia o contacto de Fernando Campello de Sousa Fontes para o meu email, mencionado em cima.
Atentamente,
João de Sousa Fontes
Ricardo Moreira // July 20, 2007 at 7:49 pm
saudações,
Agradeceria muitíssimo se me fosse possível contatar via e-mail o senhor Campello de Souza Fontes.
Grato desde já,
.:Ricardo Moreira:.
Luis Matos // July 20, 2007 at 10:26 pm
No Templar Globe desconhecemos o email do Senhor Fontes. Sugerimos que tente procurar no “google” pela sua página oficial e desde aí o procure contactar. Como está expresso na página “Magisterial Council”, o ramo da Ordem a que estamos associados tem como Mestre eleito o Italiano Antonio Paris, não mantendo contactos formais ou outros com o ramo a que o Senhor Fontes está ligado.
Isabel Fontee // August 6, 2007 at 2:10 pm
Boa tarde,
O meu nome é Idália Isabel Pinto de Sousa Fontes.
A minha família do lado paterna é directa do Sr. Fernando Campello Pinto de Sousa Fontes, por parte do meu avô. Que entretanto faleceu.
Ando em busca de “alguém” da parte da família do meu avô há anos. Encontrei uma entrevista num jornal diário, de há pelo menos 4 anos atrás. Onde mencionam os irmãos do meu avô e restante família viva.
A quem ler este meu comentário, por favor se me puderem dar algum contacto ou até, enviarem esta nota ao Sr. Fernando Fontes, fico agradecida. Pois tenho uma enorme curiosidade em conhecer esta parte da minha família que não conheço.
O meu mail isabelsousafontes@gmail.com
Muito obrigado.
Isabel Fontes.
naty25 // September 22, 2007 at 1:46 pm
Boa tarde, o meu nome é Natália.
Tenho um interesse muito especial pela ordem dos Templários, levando á leitura e pesquisa aprofundada tanto quanto possivel, sobre as suas origens e história até aos dias de hoje. No entanto gostaria de saber se é possível a nós mulheres ingressarmos na Ordem. Caso sim qual é o nosso papel, o que esperam de nós.
Saudações a todos
Muito obrigado
Natália Nobre
Luis Matos // September 25, 2007 at 1:56 am
Cara Natália:
Embora houvesse desde o início um voto de Pobreza, Castidade e Obediência, bem como uma advertência muito séria de São Bernardo aos Templários em relação à mulher, com o passar do tempo este e outros pontos da regra foram sendo mais observados no espírito da letra do que na formalidade que muitas vezes supomos ter existido. Sabemos bem o que fizeram os Templários com o voto de Pobreza! Podemos imaginar o que teriam feito com o de castidade (no sentido aplicado hoje ao termo).
O certo é que houve Templários casados e outros que no seu dia a dia conviviam com pessoas ligadas à Ordem que os auxiliavam, entre criados, trabalhadores do campo, artezãos, escudeiros e mesmo mercenários, além de muitos outros trabalhadores que tornavam possível a vida de uma Comenda ou Mosteiro, entre as quais se contavam muitas mulheres.
Em Palma de Mayorca havia um grupo de freiras regulares debaixo da protecção Templária, as quais usavam hábito branco com cruz pátea vermelha e que lhes sobrviveram. Pode pensar-se, não tivessem os Templários históricos sido perseguidos, se este grupo não acabaria por integrar-se de alguma maneira na estrutura Templária como um ramo de Irmãs do Templo.
As Ordens de inspiração Templária surgidas no século XVIII (de que a nossa é um ramo), já se exteriorizaram e se desenvolveram num mundo em que a mulher era vista de outro modo. Hoje, tal como sucede em outras Ordens militares e honoríficas, há muitas mulheres que acabam por subir à distinção de Dama (equivalente a Cavaleiro).
Ou seja, a Ordem aceita homens e mulheres em pé de igualdade. Para a maior parte dos fins da Ordem (como a beneficência, o cuidar dos desprotegidos, o organizar e implementar acções de solidariedade, o discutir aspectos menos mediáticos ligados às assimetrias sociais, etc.), as mulheres têm uma sensibilidade e uma capacidade de entendimento e compaixão mais aguçada que a da média dos homens. Mesmo no que se refre a actividades como a pesquisa histórica, o fomento às artes e aos artistas, a participação nos momentos rituais e sociais, o aconselhamento e direcção de actividades de relações com instituições oficiais ou internacionais, entre muitas outras, a mulher tem um papel tão importante como o homem. Efectivamente, entre todos os ramos da árvore Templária exteriorizada no século XVIII, a nossa é a única que tem duas mulheres como líderes Templárias em países onde estamos activos, designadamente no Paraguai e no Brasil. O nosso Conselho Magistral (o “governo” internacional da Ordem, que assessora o Mestre) tem tido membros permanentes mulheres, de diversos países.
Contudo, faz parte da herança que transmitimos aos nossos membros, o estudo dos diversos aspectos da Tradição da Cavalaria Espiritual. E nessa Tradição, o papel da mulher é muito específico. Não é de “cavaleira”. Não é de guerreira (embora a mitologia esteja cheia delas, como as Amazonas). A Ordem reconhece à mulher os mesmos direitos e deveres no seu seio que tem qualquer homem. Contudo, no que respeita ao seu desenvolvimento interior e espiritual, dá-lhe acesso a informação específica de acordo com o legado histórico, simbólico e iniciático que recebeu. Este é um assunto muito profundo, que não pode ser detalhado em três parágrafos. Mas creio que deixei já alguns pontos que merecem ponderação. Se, ainda assim, desejar esclarecer melhor algum aspecto, não hesite em perguntar.
Maria do Monte // November 9, 2007 at 9:38 pm
Boa Noite,
Sempre interessei-me pelos Templários, tenho andado a pesquisar a ler o qeu encontro.
Encontrei este site diz ser a Regra dos Templários:
http://www.ayltondoamaral.com/As%20regras%20dos%20Templ%C3%A1rios.pdf
Até que ponto é mesmo a verdadeira Regra?
Pessoalmente creio que os 9 cavaleiros encontraram a Arca e muitas mais coisas durante as escavações no local do antigo Templo de Jerusalém no Monte Moriah, local sagrado tanto para Cristãos como para muçulmanos, onde hoje se encontra a mesquita e segundo profecias onde um novo Templo será erguido.
Não creio que foi por acaso que os Templários escolheram Portugal para seus “herdeiros” do conhecimento, antes do rei D.Dinis proteger a Ordem sempre estiveram presentes para a formação do Reino de Portugal com as suas fronteiras definidas, cá para mim já antes programadas.
Nem foi por acaso que o culto do Espírito Santo foi iniciado por D.Isabel de Aragão, mulher de D.Dinis, chamada a Rainha Santa ISabel, a lenda das rosas é um simbolismo.
D.Dinis foi um sábio homem, sabia perfeitamente que as acusações que eram feitas aos Templários eram mentiras e não hesitou em ajudar a Ordem.
Pessoalmente acho que a Ordem Templária devia aceitar mulheres em seu seio.
Non Nobis, Non Nobis, Sed Nomini Tuo Da Gloriam
Abraços Fraternais
Luis Matos // November 9, 2007 at 11:30 pm
Estimada Maria:
Não li em detalhe o documento a que faz o link, mas parece-me ser a genuína Regra do Templo, versão Francesa, séc. XIII.
A Ordem hoje aceita mulheres e assume a regra com as devidas adaptações ao século em que vivemos. Já os Templários históricos o haviam feito. Em Palma de Mayorca mantinham um convento de Irmãs do Templo muito antes da suspensão da Ordem. Questões como as da impossibilidade de ser Templário e manter matrimónio ou contrai-lo foram também revistas, se não na forma, pelo menos na prática ainda durante os sécs. XIII e XIV.
O que para nós importa é que os ideais e a missão do Templo estão vivos e têm um papel a desempenhar nos dias de hoje. Tanto as Regras, como as instituições, são instrumentos humanos, importantes decerto, mas meramente o recipiente que contém a essência. E essa, a essência, essa sim é a que interessa. A imperecível.
José Caetano // November 26, 2007 at 1:50 am
Luís Matos, boa noite.
Como obter maiores informações sobre a Ordem?
Gostaria de me aprofundar. Sou fascinado pelos templários.
Obrigado
Luis Matos // November 26, 2007 at 4:08 am
Pode mandar um mail para osmthu@mail.com perguntando o que entender. Sempre que estiver ao nosso alcance tentaremos responder.
Mercio de Souza // April 26, 2008 at 3:45 pm
Gostaria de saber, como eu faço para entrar na Ordens dos Cavalheiros Templarios,
Sempre me interessei pelos artigos, filmes e tudo que se refere dos Templários.
Queria saber se tem como ser um ou entrar na Ordem.
Desde de já deixo aqui meus agradecimentos.
Mércio.
EURICO JOÃO BAPTISTA // May 11, 2008 at 8:48 pm
IRMÃO LUIS,SOU CRISTÃO ESCLARECIDO NA RAZÃO E NO CONHECIMENTO (TENTO SER ) LISBOETA NESTA CIDADE QUE JÁ FOI QUASE O REINO DOS CEUS,ONDE CRIANÇAS CRISTÃS JUDIAS E MUÇULMANAS ,BRINCAVAM NAS MARGENS DO TEJO,NÃO TENHO NECESSIDADE DAS SETE COLINAS DE ROMA,POIS JÁ TEMOS SETE.EM MORIAH (MONTE DO TEMPLO)REZAREI POR UM MUNDO MELHOR.A ORDEM NÃO TEM LIMITES NEM NO ESPAÇO NEM NO TEMPO.
Bruno Sa Marques // May 14, 2008 at 12:34 pm
Luis Matos,
A 12 anos atras mais ou menos estive durante alguns meses envolvido no instituto Gualdim Pais.E gostava de obter informacoes em como aprofundar e continuar o meu caminho.
Cristina Domingues // May 26, 2008 at 9:18 pm
Exmo. Sr. Luís de Matos
Venho por este meio solicitar e, depois de já ter falado consigo via e-mail, julgo que estará recordado, solicitar a minha entrada na Ordem.
Fico, então, à espera de uma resposta sua.
Obrigada.
Com os melhores cumprimentos,
Cristina Domingues
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