Edição portuguesa divulga documento secreto sobre templários

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Os cavaleiros templários, acusados de blasfémia e heresia, foram declarados inocentes no início do século XIV, segundo um documento secreto do Vaticano que vai ser divulgado integralmente esta semana, pela primeira vez, por investigadores portugueses.O documento faz parte do livro «O perdão dos Templários», da editora Zéfiro, que inclui também textos de vários especialistas nesta área, nomeadamente Eduardo Amarante, José Medeiros, Luís-Carlos Silva, Pinharanda Gomes, Rainer Dae hnhardt e Sérgio Sousa-Rodrigues.

Trata-se de um documento descoberto em 2002 no Arquivo Secreto do Vaticano por uma investigadora italiana, Barbara Frale, e assinado, entre outros, pelo cardeal Berenguer, legado do Papa.

«É a primeira vez que ele é totalmente transcrito do latim medieval e traduzido para português», realçou à Agência Lusa Alexandre Gabriel, editor da Zéfiro.

A tradução e transcrição do documento em latim, conhecido como «Pergaminho de Chinon», são de Filipa Roldão e Joana Serafim.

Segundo Alexandre Gabriel, esta edição «reveste-se de grande importância, obrigando a uma reavaliação e revisão do processo de condenação dos cavaleiro s templários» que levou à extinção da ordem religiosa e militar em 1312 pelo Papa Clemente V.

O referido documento, que considera os monges-cavaleiros «inocentes» das acusações de blasfémia e heresia, foi lavrado em 1308, um ano depois do início do processo templário.

O pergaminho, escrito em latim, é assinado por Berenguer e dois outros cardeais, também legados pontifícios, quatro notários públicos, quatro testemunhas, tendo sido inquiridos cinco superiores da ordem e o Grão-mestre Jacques de Molay, que morreu queimado vivo em Paris.

«Houve a preocupação de enquadrar o documento na problemática da época, no seu contexto político-social e por outro lado relacionar com Portugal, na medida em que acção da Ordem foi fundamental na formação do nosso país e na expansão marítima», disse Alexandre Gabriel.

Após a extinção da ordem, o Rei D. Dinis conseguiu que todos os bens dos Templários passassem para a posse de uma nova ordem, a de Cristo, sob a égide da qual se empreenderá a expansão marítima.

Esta obra surge nos escaparates livreiros na próxima semana, quando são também publicados outros títulos sobre a mesma temática.

«A regra secreta dos Templários – O livro do baptismo de fogo», transcreve e traduz para português, pela primeira vez, um documento encontrado em 1780 na Biblioteca Corsini dos Arquivos do Vaticano pelo bispo de Copenhaga, Friedrich Münter.

Este livro obra tem também textos complementares, nomeadamente uma introdução de José Medeiros, e um comentário de Carlos Raitzin sobre os aspectos históricos e místicos da Ordem do Templo.

Do investigador Eduardo Amarante, que colabora em «O perdão dos Templários», é editado o primeiro volume de «Templários – De milícia cristã a sociedade secreta».

Um outro título, «A grande aventura dos Templários – Da origem ao fim», do professor francês Alain Demurgerm, será lançado pela Esfera dos Livros.

O livro, com 679 páginas, traça o percurso da Ordem religiosa e militar fundada por sete cavaleiros em 1120, que se albergaram nas caves do templo de Salomão, em Jerusalém.

Em 1307 por iniciativa do Rei de França, Filipe, o Belo, é movido um processo contra os Templários, acusando-os de vários crimes contra a Igreja e Fé católicas.

Diário Digital / Lusa

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One thought on “Edição portuguesa divulga documento secreto sobre templários

    carlos carneiro said:
    October 24, 2010 at 10:15 pm

    O resgate da verdade histórica é sempre importante na destruição de mitos e julgamentos errados da própria. A nossa história contribuiu substancialmente na construção e evolução do mundo. Muitos não veem desta forma, na honram seus ancestrais e pior deturpam o passado, alicerce da nossa cultura. Obrigado pelo seu trabalho merecedor de todo o elogio.
    Carlos Carneiro

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