sintra

Aula Livre – Quinta da Regaleira

Posted on

regaleira2015

A Quinta da Regaleira e os seus Jardins Iniciáticos e Palácio, está situada na encosta da Serra de Sintra e a escassa distância do Centro Histórico. O seu construtor, Carvalho Monteiro, pelo traço do arquitecto italiano Luigi Manini, deu à quinta de 4 hectares, o palácio, rodeado de luxuriantes jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares estes que ocultam significados alquímicos, como os evocados pela Maçonaria, Templários e Rosa-cruz. Modelou o espaço em traçados mistos, que evocam a arquitectura românica, gótica, renascentista e manuelina.

Homem de grande cultura clássica, Carvalho Monteiro era dono de uma excepcional colecção camoniana. A mitologia greco-romana, as visões infernais de Dante e os ecos de um passado distante de misticismo e deslumbre acompanham o visitante que queira decifrar os mistérios de jardins e cavernas, num viagem ao interior da alma.

A visita terá lugar no dia 31 de Maio, iniciando-se pelas 14h30 e terminando 19.00h, sendo guiada por Luis de Matos e Luis Fonseca* (ver: universatil.wordpress.com).

As inscrições são limitadas e devem estar concluídas até dois dias antes da visita por imposições logísticas da própria Quinta.

A visita tem um custo de 10€ por pessoa + entrada no monumento** (ver preços de admissão ao monumento em: regaleira.pt)

Inscrições prévias: ihshi@mail.com

* Luis de Matos é autor, entre outros de “A Maçonaria Desvendada – Reconquitar a Tradição”, “Quero Saber – Alquimia” e “Breve Memória sobre a Ordem do Templo e Portugal”; Luis Fonseca é autor de, entre outros, de “Perit ut Vivat” e “A Doutrina Cristã Esotérica”.

** para alunos do Curso Livre Templários e Templarismo da Universidade Lusófona, bem como membros da OSMTHU a visita é gratuita e apenas devem pagar a entrada no monumento, contudo DEVEM INSCREVER-SE de modo a garantir a participação.

Advertisements

Aula Livre – Visita ao Palácio da Pena em Sintra

Posted on Updated on

pena2015 O Palácio da Pena ergue-se sobre uma rocha escarpada, que é o segundo ponto mais alto da Serra de Sintra. Localiza-se na zona oriental do Parque da Pena, que é necessário percorrer para se chegar à íngreme rampa que o Barão de Eschwege construiu para se aceder à edificação acastelada. O Palácio propriamente dito é constituído por duas alas: o antigo convento manuelino da Ordem de São Jerónimo e a ala edificada no século XIX por D. Fernando II. Estas alas estão rodeadas por uma terceira estrutura arquitetónica, em que se fantasia um imaginário castelo de caminhos de ronda com merlões e ameias, torres de vigia, um túnel de acesso e até uma ponte levadiça.

Em 1838 o rei D. Fernando II adquiriu o antigo convento de monges Jerónimos de Nossa Senhora da Pena, que tinha sido erguido no topo da Serra de Sintra em 1511 pelo rei D. Manuel I e se encontrava devoluto desde 1834 com a extinção das ordens religiosas. O convento compunha-se do claustro e dependências, da capela, sacristia e torre sineira, que constituem hoje o núcleo norte do Palácio da Pena, ou Palácio Velho.

É um dos mais importantes legados do Portugal simbólico. A propósito do antigo Mosteiro da Pena, do Rei Artista D. Fernando II e da recriação arquitectónica e paisagística da mítica Ilha Secreta dos heróis e da Floresta que cerca o Castelo Inacessível do Santo Graal, iremos conhecer melhor mitos e lendas que enquadram o programa simbólico e o lançam, com força e vigor, em direcção ao futuro. Ao Portugal que falta cumprir, nas palavras de Fernando Pessoa.

A visita terá lugar no dia 24 de Maio, iniciando-se pelas 14h30 e terminando 19.00h, sendo guiada por Luis de Matos (ver: universatil.wordpress.com).

As inscrições são limitadas e devem estar concluídas até dois dias antes da visita por imposições logísticas do próprio Palácio.

A visita tem um custo de 10€ por pessoa + entrada no monumento* (ver preços de admissão ao monumento em: parquesdesintra.pt)

Inscrições prévias: ihshi@mail.com

* para alunos do Curso Livre Templários e Templarismo da Universidade Lusófona, bem como membros da OSMTHU a visita é gratuita e apenas devem pagar a entrada no monumento, contudo DEVEM INSCREVER-SE de modo a garantir a participação.

Solemn Dubbing Ceremony took place under the Commandery of Sintra, Portugal

Posted on Updated on

201410005

New Knights and Dames were dubbed this past weekend in the Commandery of Sintra of the Priory of Iberia (OSMTHU) in Portugal. We wish to congratulate them all, welcoming them in a brotherhood of service, spirituality and pursuit of knowledge. Let there be known their names: Dame Anabela Melão, DTJ; Dame Ana Tavares de Mello, DTJ; Dame Susana Ferreira, DTJ; Dame Isabel Passos, DTJ; Knight Bruno Judas, KTJ; Knight Michel Rodrigues, KTJ; Knight Paulo Cristóvão, KCTJ; Knight Paulo Valente, KTJ; Knight Rui Herdadinha, Knight Vitor Barata, KTJ and Knight Vitorino Batalim, KTJ.

The Priori of Iberia and the Magisterial Council wish to congratulate the new Knights and Dames, hoping that they will find a meaningful pathway for their spiritual quest in this new stage of their lives, in the certainty that they can now see Chivalry as a living force, instead of dead letters in the pages of a dusty old book.

201410006

The Ceremony

As the sun was setting in the distant horizon of the Roca Cape, the westernmost extent of mainland in continental Europe, the very place where land abruptly ends and the vast ocean begins, the Squires contemplated how the light of the world cyclically hides and how fragile the last few rays seem to be, distant from the mighty golden shine of noon. Soon darkness covered the land. It was time to return to the safety of the Commandery.

A light meal followed. Right after that all were called to the Chapter Room for the last instructions and examination before the Vigil. The Prior General read from some of the main traditional text  sources, exploring a few of the most basic and central themes that should be considered before undertaking the Vigil and join the Order. All Squires were examined.

201410003

The Vigil started after the darkest hour of night. The Latin Rule of the Order of the Temple was read. Then the Apocalypse and the Gospel of Marc were read aloud in its entirety by the group of Squires, taking turns. Each was taken individually to a private room, for spiritual consolamentum.

Just before dawn, the Squires were taken to open field, near the ocean again, to testify of the return of the light. Like John, they were able to testify that the light returns in its full glory and that all the land and the creatures of the earth and sky rejoice in its presence. Soon the almighty Sun was shining in full force, casting away morning fog and every dark shadow.

201410001

It was turn to go to the Chapel. There, the Chapter work was resumed. The ritual was performed in the strict observance of its rules and all Squires were dubbed, Knight and Dame they were dubbed. The Eucharist was celebrated by the Apostolic Prefect of the Priory and all Brothers and Sisters sat at the holy table of bread and wine, body and soul of the Lord.

201410004

In this joyous occasion three new Commanders were sworn, with three Commanderies created. Knight Olivier de Brito, KCTJ became the Commander of Arrabida; Dame Ana Brum, DCTJ became Commander of Lisbon – Sant’Ana Hill and Knight Paulo Cristóvão, KCTJ became Commander of Lisbon- Sain Vicent Hill.

They all departed after noon, rejoining their families and their secular life, carrying in their hearts the living presence of what they had just lived.

201410002


Note: It should be noted that Paulo Pereira Cristóvão, reported as Commander of Lisbon, hasn’t been a member of the Order since December 13, 2014. The recent criminal cahrges faced by Paulo Pereira Crisóvão pertain only to his private life and do not commit the Order or its members in any way. The Order regrets to have been misslead for his previous clean criminal record and will duly add his name, according to statutes, to the public record of those revoked from the Order.

Visita ao Convento dos Capuchos – Instrução de Escudeiros

Posted on Updated on

ConventoCapuchos_pjm

Realizou-se no dia 13 de Julho uma visita ao Convento dos Capuchos de Sintra, organizada pela Comendadoria de Sintra do Priorado Ibérico da Osmthu, com o intuito de proceder à Instrução de Escudeiros.

Esta segunda visita de Instrução versou o tema da via monástica, depois de se ter estudado o tema da via cavaleiresca através das lendas da Demanda do Santo Graal, há poucas semanas em visita ao Palácio da Pena e seus jardins. Completa-se assim a abordagem aos dois pilares fundamentais da Cavalaria Templária, ao mesmo tempo militar e monástica, numa contradição aparente apenas resolvida pela prática estrita da Regra.

O grupo, composto de Cavaleiros, Damas, Escudeiros e Escudeiras bem como de alguns familiares, foi convidado a explorar o Convento dos Capuchos de forma autónoma, sem mais explicações para além das fornecidas pelos elementos escritos dados a qualquer turista pelos Parques de Sintra ao adquirir uma entrada. Contudo foi-lhes dito que observassem com atenção cada detalhes e que questionassem tudo o que vissem, abrindo o coração às impressões intuitivas de modo a poder trazer dados relevantes quando todos se juntassem no pátio de entrada pouco depois.

Capuchos2014_02

E assim partiu cada um por si, em demanda. A maioria não conhecia o Convento ou a sua história. O Convento dos Capuchos em Sintra fazia parte da Província da Arrábida dos Capuchinhos Franciscanos, mas era um lugar especialmente humilde e inóspito, mesmo para os padrões franciscanos. Estende-se ao longo de uma colina da Serra de Sintra, pejada de largos rochedos, que as construções contornam e assimilam como parte integrante do seu corpo. A penha imensa que constitui o tecto da capela, ao mesmo tempo que é o soalho de suporte das celas e parede do refeitório, antes de mergulhar misteriosamente no chão telúrico do lugar, impressiona e está de tal modo organicamente integrada na construção que, aos poucos, se vai tornando quase invisível ao olhar do visitante. A pobreza é absoluta e não existem decorações sumptuosas ou obras de arte de relevo. Mais depressa faz lembrar uma casa de aldeia antiga ou um mosteiro nos confins do Tibete do que uma casa de religiosos cristãos, não fosse pela altura insignificante das portas das celas, a exigir uma vénia para se transporem e pelo seu tamanho exíguo e impraticável como lugar de descanso.

Igreja-do-Convento

Cada um destes pormenores não deixou de chamar a atenção aos Escudeiros, que os reportaram, um após o outro quando se reuniram no átrio de novo, após a primeira volta de reconhecimento. Numa segunda volta foram então abordados vários aspectos relacionados com a via monástica e conventual, procurando sempre entender de que modo se enquadravam no caso particular dos Templários, na sua época. Mergulhando num meio somente conventual, pode o grupo perceber essa vertente sem mais distracções e, depois, recordando a experiência da instrução anterior, compreender como um Cavaleiro pode ser humilde, mesmo numa cela com varanda e vista sobre o mar e senhor numa cela exígua e humilde com a dos Capuchos, numa feliz expressão de um dos Escudeiros. A história do lugar foi  depois contada, sem esquecer as suas associações a várias figuras ilustres (e notáveis de todos os pontos de vista), que incluem D. João de Castro, Vice-rei da Índia e Cavaleiro da Ordem de Cristo; D. Sebastião e o Cardeal (depois Rei) D. Henrique, bem como o incontornável Frei Honório.

Capuchos2014_01

O dia terminou com uma reflexão conjunta e um período de perguntas e respostas no claustro conventual. Tinham passado quatro horas desde a entrada, voando que nem uma ave. Não se deu pelo tempo passar. Foi então que um dos Escudeiros do Alentejo mostrou que se tinha preparado para a viagem, tão longe da sua terra, exibindo pão e um belo salpicão que fizeram as delícias de todos, numa improvisada refeição fraternal de encerramento, de regresso ao pátio dos Capuchos de Sintra.

Capuchos2014_04

Capuchos2014_03

Fotos:

Com logo “Templar Globe”, por: Susana Ferreira

Outras: Internet e Parques de Sintra

Visita ao Convento dos Capuchos em Sintra – Instrução de Escudeiros 2014

Posted on

Sintra_07_13_625

Terá lugar no próximo Domingo, 13 de Julho de 2014, a segunda Visita/Instrução deste ano para formação de Escudeiros, desta vez ao Convento dos Capuchos em Sintra. O tema a abordar será a Via Monástica e a Via Sacerdotal.

Será mais uma tarde de aprendizagem e agradável convívio fraternal, já que a visita é fechada apenas aos membros da Ordem, seus familiares e amigos. O Priorado Ibérico da Osmthu mais uma vez aproveita a vantagem excepcional de ter uma Comenda sobranceira à Vila de Sintra (Património da Humanidade), domínios de grande tradição histórica, artística e espiritual para marcar a forma única e diferenciada que tem de viver o espírito de Cavalaria nos tempos modernos. Com qualidade, com intensidade e com sensibilidade.

Assim Deus ajude.

Visit to the Parque da Pena – Instruction for Squires

Posted on Updated on

Sintra01

A visit to the Palace of Pena in Sintra and it’s Forest Park, took place June 22nd, organized by the Commandery of Sintra of the Iberian Priory Osmthu, in order to perform an Instruction of Novices.

The theme of the day was the Quest of the Holy Grail. The location could not have been more appropriate. In fact, upon seeing Pena Palace, Richard Strauss said: “Today is the happiest day of my life. I have been to Italy, Sicily, Greece and Egypt, but I’ve never seen anything like the Pena. It’s the most beautiful thing I have ever seen. This is the true Garden of Klingsor and up there is the Castle of the Holy Grail.”

The rain threatened to ruin the day, but the sun opened the cloudy sky just in time for the visit. For about two hours the large group recalled the legend of Parzival in Wolfram von Eschenbach’s version. The central symbolic elements of the Quest were highlighted, and, from the vantage point of the Palace, the Squires had no difficulty in identifying some of them in the surrounding forest park beneath, where King D. Ferdinand II, creator of the romantic fantasy that is the Pena Palace and its gardens, had them placed. The restoration works to which the building is being subjected, prevented some architectural elements to be analyzed, but the visit to the Chapel of Our Lady of Pena and particularly the study of its stained glass windows and altar had its rewards.

Sintra02

After visiting the Palace inside and out, it was then time to start exploring the gardens. The group was led hiking to the highest point of the Sintra mountain, Cruz Alta, 529m in height, featuring a magnificent view of the Palace and the estuary of the Tagus river and the sea to the right, the Atlantic opening from where the Caravels of Vasco da Gama departed and later arrived after having reached India by sea, going around Africa, a historical event of transcendent importance for the Order of Christ.

Returning to the Forest, Knights, Dames, and Squires (and guests) gathered around the Round Table and recalled the legend which tells how Parsifal has himself become aware of chivalry and how he was amazed. Seeing shining armor, spears, swords and capes waving with the wind, he could only to ask the Knight he saw in the forest: “Are you God?” and when he said no, counter: “You are an angel, then”?

Visto o Palácio em si, por dentro e por fora, foi então ocasião de iniciar a exploração dos jardins. O grupo foi em caminhada conduzido ao ponto mais alto da Serra de Sintra, a Cruz Alta a 529m, de altura, com uma vista magnífica sobre o Palácio e sobre o estuário do rio Tejo e o mar à direita, abertura atlântica de onde partiram e onde chegaram as Caravelas de Vasco da Gama.

Sintra03

The clock was moving ant the time becoming short for the many things that had to be taught. So the Squires were conducted on a mission to collect information to the Temple of Columns, nearby. Nothing was said about the place beforehand, except that they should undergo rigorous observation and take note of the elements that called their attention. The group gathered again around the Table later and it was revealed that their intuition was indeed alert. Several of them had brought their cameras, with which they gathered the testimony of their observation. In fact, more than two thirds of the key symbolic elements had been identified, and after considering their signifficance, the vast majority of Squires came up with very exceptional results in their explanations.

After leaving that magical place, the group went further into the forest, abandoning the easy paved road recommended for tourists. After passing by caves where ancient monks of St. Jerome (SJ) had the habit to use to meditate for long periods, found the remains of the tracks in the woods and very old staircases, through narrow ways, and then, between two high cliffs, were led to the contemplation of the Palace as seen from the Throne, a lithic cluster of central importance in the whole Pena forest park. The pilgrims rested. But for a short while only. Then they went back to the dark forest.

Sintra04

In search of fresh water, springing from the Sierra, the group could see how the aquifers and streams were build up, how the mines and ornamental lakes match, catching the most subtle essence of life in the Sierra and its valleys, making everything bloom and fruit, as the water snakes around the cliffs, feeding freshness and light to the deep valleys long its way. In the background, the cry of the white swans evoked the Knights of the Round Table and the lakes where Amfortas, the Fisher King, used to bathe and heal his wounds.

The group withdrew from the Park well beyond the scheduled time (the gates were already closed and it was necessary to ask for security to come and open the door for the group to leave the park!). Tired but happy and thankful for the opportunity, with the mind racing with new questions and thoughs, the group returned home.

On behalf of all the Knights and Dames of the Order, we congratulate the Squires for the qualities shown along this day of pilgrimage. Good things are expected of them. The instructions will continue in July with a visit to the Capuchin Convent in Sintra, under the theme of the Monastic Way.

Em busca da fresca água da Serra o grupo pôde ver o modo intencional e muito sábio como as correntes aquíferas e o jogo entre minas e lagos decorativos, captavam a essência mais subtil da vida na Serra e como, pelos seus vales, tudo faziam florir e frutificar, serpenteando pelas fragas, alimentando de frescura e luz os vales profundos. Ao fundo, os cisnes brancos evocavam os Cavaleiros da Távola Redonda e os lagos onde Amfortas, o Rei Pescador, se banhava e onde curava as suas feridas.

O grupo retirou-se do Parque já muito para lá da hora prevista (os portões já estavam fechados e foi necessário pedir que a segurança viesse abrir as portas para sair do Parque!), cansado, mas feliz com a oportunidade e com a cabeça a colocar-se questões sobre a Cavalaria viva e actuante nos tempos modernos como possivelmente não se teria colocado antes.

Em nome de todos os Cavaleiros e Damas da Ordem, devemos enaltecer as qualidades demosntradas ao longo da peregrinação do dia pelos Escudeiros presentes. Boas coisas se esperam deles. As instruções irão prosseguir em Julho, com uma visita ao Convento dos Capuchos em Sintra, sob a temática da Via Monástica.

Sintra05

Alguns links para conhecer a Pena:

Virtual Visit in Google

Views 360º

Blog with good photos

Official Page

 

Visita ao Parque da Pena – Instrução de Escudeiros

Posted on Updated on

Sintra01

Realizou-se no dia 22 de Junho uma visita ao Palácio e Parque Florestal da Pena em Sintra, organizada pela Comendadoria de Sintra do Priorado Ibérico da Osmthu, com o intuito de proceder à Instrução de Noviços.

O tema do dia foi a Demanda do Santo Graal. O local não podia ser o mais apropriado. De facto, sobre o Palácio da Pena disse Richard Strauss no dia em que o conheceu: “Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia e o Egipto, e nunca vi nada que valha a Pena. É a coisa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor e lá no alto, está o Castelo do Santo Graal”.

A chuva ameaçou o dia, mas o sol abriu as nuvens sobre a hora de início da visita. Durante cerca de duas horas o numeroso grupo recordou a lenda de Parzival na versão de Wolfran von Eschenbach. Foram destacados os elementos simbólicos centrais à Demanda e, de ponto de observação privilegiado, não houve nenhuma dificuldade para os Escudeiros identificarem na paisagem circundante os locais onde D. Fernando II, monarca criador da fantasia romântica que é a Pena e os seus jardins, colocou em destaque alguns deles. As obras de restauro a que o edifício está a ser sujeito impediram que alguns elementos arquitectónicos fossem analisados, mas a visita à Capela de Nossa Senhora da Pena e o estudo, particularmente, dos seus vitrais e altar, teve as suas recompensas.

Sintra02

Visto o Palácio em si, por dentro e por fora, foi então ocasião de iniciar a exploração dos jardins. O grupo foi em caminhada conduzido ao ponto mais alto da Serra de Sintra, a Cruz Alta a 529m, de altura, com uma vista magnífica sobre o Palácio e sobre o estuário do rio Tejo e o mar à direita, abertura atlântica de onde partiram e onde chegaram as Caravelas de Vasco da Gama.

Regressados à Erma Floresta, Caveliros, Damas e Escudeiros (e convidados) reuniram-se ao redor da Távola Redonda e recordaram a lenda que conta como Parsifal conheceu a Cavalaria e de como ficou espantado com ela. Ao ver os escudos, armaduras reluzentes, lanças, espadas e capas ao vento só se lembrou de perguntar ao Cavaleiro que lhe apareceu na floresta: “Sois Deus?” e quando este disse que não “Sois um anjo”?

Sintra03

O tempo se fez curto para tanta matéria e os Escudeiros foram conduzidos numa missão de recolha de informação ao Templo das Colunas, ali perto. Nada lhes foi dito sobre o dito Templo, a não ser que o deviam submeter a rigorosa observação e procurar dele extrair os elementos que lhes chamassem a atenção. Reunido o grupo mais uma vez em redor da Távola revelou-se que as múltiplas intuições estavam alerta. Vários tinham levado as suas máquinas fotográficas e lá recolhiam o testemunho da sua atenta observação. De facto, de todos os elementos simbólicos chave, mais de 2/3 estavam nas mãos do grupo e as reflexões que, em conjunto, tiveram a oportunidade de fazer, na sua vasta maioria se aproximaram muito de resultados excepcionais.

Daquele lugar mágico, o grupo dirigiu-se ainda mais para o fundo da floresta, abandonado o caminho fácil e pavimentado recomendado a turistas. Depois de passarem por covas e grutas onde alguns monges de S. Jerónimo (SJ) tinham o hábito de se recolher por certas temporadas, descobriram entre improváveis giestas os rastos de velhas escadarias que, entre duas estreitas e elevadas fragas, os levaram à contemplação da Palácio desde o Trono, aglomerado lítico de importância central. Foi o descanso do peregrino, antes de se voltar a embrenhar nas trevas da floresta.

Sintra04

Em busca da fresca água da Serra o grupo pôde ver o modo intencional e muito sábio como as correntes aquíferas e o jogo entre minas e lagos decorativos, captavam a essência mais subtil da vida na Serra e como, pelos seus vales, tudo faziam florir e frutificar, serpenteando pelas fragas, alimentando de frescura e luz os vales profundos. Ao fundo, os cisnes brancos evocavam os Cavaleiros da Távola Redonda e os lagos onde Amfortas, o Rei Pescador, se banhava e onde curava as suas feridas.

O grupo retirou-se do Parque já muito para lá da hora prevista (os portões já estavam fechados e foi necessário pedir que a segurança viesse abrir as portas para sair do Parque!), cansado, mas feliz com a oportunidade e com a cabeça a colocar-se questões sobre a Cavalaria viva e actuante nos tempos modernos como possivelmente não se teria colocado antes.

Em nome de todos os Cavaleiros e Damas da Ordem, devemos enaltecer as qualidades demosntradas ao longo da peregrinação do dia pelos Escudeiros presentes. Boas coisas se esperam deles. As instruções irão prosseguir em Julho, com uma visita ao Convento dos Capuchos em Sintra, sob a temática da Via Monástica.

Sintra05

Alguns links para conhecer a Pena:

Visita Virtual no Google

Vista 360º

Blog com boas fotos

Página oficial do Palácio