Tomar

Monumentos: Separação do Convento de Crsito do Castelo de Tomar contestada online

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Lisboa, 26 Jul (Lusa) – O diploma legal que impõe desde Dezembro diferentes tutelas para o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo é contestado por vários investigadores e cidadãos, que colocaram um abaixo-assinado na Internet.

O abaixo-assinado – – foi lançado por Rui Ferreira, que, em declarações à Lusa, afirmou pretender “chamar a atenção das pessoas para um problema que existe por desconhecimento das características do monumento”.

Rui Ferreira classifica a portaria do ministério da Cultura como “inaudita” enquanto que o historiador de arte Paulo Pereira, ex-vice-presidente do extinto Instituto Português do Património Arquitectónico, a considera “um absurdo”.

“Essa divisão não faz nenhum sentido, é um absurdo”, sublinhou o investigador.

Para o historiador, Castelo e Convento “cresceram juntos, estão intimamente ligados desde a fundação do Castelo à igreja e à casa da Ordem do Templo [Templários]”.

Rui Ferreira salientou que, “para se entrar no Convento tem de se passar pela porta do Castelo, e os Paços do Infante, que foi administrador da Ordem de Cristo, que sucedeu aos Templários, são na zona da alcáçova”.

“Esta portaria emana de pessoas que não conhecem o monumento”, criticou Rui Ferreira.

Paulo Pereira, por seu turno, disse que o diploma “vai ao contrário das actuais políticas de gestão do património, que optam pela unidade como forma de agilizar a gestão”.

O ex-presidente da Câmara de Tomar e actual membro da Comissão directiva do Plano Operacional do Centro, António Paiva, declarou que “só pode ser um erro” e que na altura [Dezembro último] alertou o presidente do IGESPAR, Elísio Summavielle.

“Não faz sentido, qualquer pessoa que visite vê isso, é um absurdo separar essa unidade”, concluiu.

Fonte do gabinete do presidente do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) disse à Lusa que “a portaria está ser corrigida e está a ser redigida uma nova que coloca toda área monumental sob tutela do Instituto”.

Tanto o IGESPAR como o gabinete do ministro da Cultura não prevêem quando será publicada a nova portaria.

Entretanto, o abaixo-assinado, que já reuniu cerca de 15000 assinaturas, continua online “para alertar as consciências”, assinalou Rui Ferreira.

Ferreira insistiu na “diversidade arquitectónica e histórica na sua íntegra continuidade, que sustenta o reconhecimento do Conjunto como Património da Humanidade: Castelo, Convento, Cerca, Ermida [de N.ª S.ª da Conceição] e Aqueduto de Pegões”.

Observou ainda que a classificação pela UNESCO “diz respeito ao conjunto monumental com características únicas”.

“O que propomos – esclareceu – é que o Convento seja novamente unificado com o Castelo, situação que foi criada no início do século XX com a criação provavelmente original de um serviço de monumento com um guarda, dotação para obras. E desde logo, a partir do resgate de parte do edifício a particulares, considerou-se como um monumento – Castelo e Convento -, porque são uma evolução construtiva, tem a ver com a evolução do Templo e mais tarde da Ordem de Cristo e a sua reforma [1789] e são uma única habitação da Ordem do Cristo até à sua extinção [1834]”.

O autor da petição alertou também para “o estado em que está o Aqueduto de Pegões, que é uma parte integrante do Convento de Cristo, que está classificado desde 1910, mas apenas na sua parte mais nobre, na zona dos Pegões Altos”.

“Todo o resto da paisagem, a zona das nascentes as áreas que são tecnologicamente interessantes para a história da hidráulica, estão completamente a saque, são objecto discricionário das pessoas que usam os terrenos, e é este um pouco o estado do património”, alertou.

A Lusa tentou, sem resultado, contactar o presidente da Câmara Municipal de Tomar, Curvelo de Sousa, para o ouvir sobre esta matéria.

Segundo uma nota do IGESPAR, “o Convento e Castelo Templário, em Tomar, formam um conjunto monumental único no seu género”.

O Castelo foi fundado em 1160 por Dom Gualdim Pais, Mestre provincial da Ordem do Templo em Portugal, e fundador da cidade.

Dentro das suas muralhas, a Oriente, foi construída a Charola e em continuidade o convento sucessivamente ampliado.

A Ordem do Templo foi extinta em 1312, mas em Portugal os seus bens foram passados à Ordem de Cristo, criada pelo Rei D. Dinis em 1319.

NL.

Lusa

Tomar – cidade de mistérios

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Recentemente fizemos uma primeira incursão pelas terras deste rio Nabão que, preguiçosamente, vai atravessando Tomar como se não estivesse apressado em dirigir-se a caminho do Sul, onde mais tarde ou mais cedo as suas águas mergulham nas do Zêzere, a caminho do Tejo, mais abaixo em Constância. E quedámo-nos pelo castelo e pelo Convento de Cristo, eterna sentinela vigilante da Estremadura, rapidamente nos apercebendo que visitar no mesmo dia a cidade seria apressada visita clínica, deitando porta fora muito do que há para descobrir.

Descubramos, pois, a cidade partindo da estátua do Infante D. Henrique, mestre que foi da Ordem de Cristo. Por detrás da figura tutelar da cidade estende-se a extensa Mata dos Sete Montes, ocupando grande parte da antiga cerca do Convento, que bem merece ser calcorreada, mesmo que não esteja nas intenções do visitante chegar às muralhas castelejas.

Observemos o edifício do Turismo, na esquina da rua em frente do Infante e vejamos, se o dia estiver claro, as horas no seu relógio de sol. Junto da Misericórdia cortemos à esquerda e embrenhemo-nos pelo dédalo das pequenas ruas estreitas. Na rua da Judiaria (antiga rua Nova), a Sinagoga do século XV, atravessados que estão cinco séculos de intolerância e perseguições em que foi profanada servindo de cadeia e de palheiro entre outros fins, abre-se ao público com toda a sua dignidade. Aqui poderá o visitante não avisado espantar-se com o processo de amplificação acústica utilizado, baseado na colocação de cântaros dentro das paredes com os bocais para a sala do templo. Hoje funciona aí um pequeno Museu Hebraico e recebe milhares de visitantes anuais, sendo a mais antiga Sinagoga de Portugal.

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A cidade antiga
Voltamos ao nosso caminho e rapidamente chegamos à Praça da República. Junto da estátua do fundador, o mestre templário Gualdim Pais, deixemos o olhar cobrir toda a praça, sempre com a presença protectora das muralhas encimando o morro traseiro dos Paços Municipais, construídos onde estiveram os de D. Manuel. Do lado Sul, assenta o palacete de D. Maria Silveira, do século XVIII, onde avultam elegantes janelas e mansardas. Esta é a praça por excelência onde, no pino do Verão, a grandiosa Festa dos Tabuleiros, em honra do Espírito Santo, traz aos participantes a lembrança longínqua de tempos já perdidos em que estas terras pertenciam aos monges guerreiros.

S. João Baptista, velha igreja manuelina do século XV, espera uma visita depois de apreciarmos a sua torre sineira encimada pela esfera armilar. A delicadeza da decoração manuelina irrompe pelo belo portal dentro e suspende-se na mais bela peça da igreja, o púlpito rendilhado lembrando um pouco o plateresco espanhol. Na capela-mor, com azulejos seiscentistas, é digna de se ver uma escultura representando o patrono da igreja.

Hora é de sair e observar na rua que liga a praça ao rio (antiga rua Direita), a janela renascentista da Casa Manuel Guimarães, voltando de seguida à praça para calcorrear em passo lento e olhar atento a rua Serpa Pinto, que já foi da Corredoura. Rua de compras, o trânsito vedado, é das mais belas ruas de Tomar. Uma bica no Café Paraíso é inevitável, onde parece que o tempo pára, não devendo o visitante deixar de apreciar a bela máquina antiga de café, num canto do balcão, fulgurante no brilho dos seus cromados. A rua é comprida e as lojas, modernas e tradicionais de todos os ramos, estendem-se dos dois lados da rua.

Chegados ao fim entremos na Ponte Velha sem deixar de observar a nora mourisca que recorda aos passantes que esta terra foi cruzamento importante de vários povos e civilizações. Antes de seguirmos para a margem Este do Nabão, não passam despercebidos os velhos Lagares d’el Rei, antigo complexo industrial onde funcionaram as empresas Mendes Godinho.

Nesta margem a pequena capela de Santa Iria, que Tomar assume como sua conterrânea, assinala o local onde a bela jovem teria sido martirizada. Seguindo pela parte esquerda do rio, um pouco mais distante, surge uma igreja fundamental na história de Tomar, da invocação de Santa Maria do Olival, cuja imagem assume lugar destacado no altar. Terá sido fundada por Gualdim Pais, no século XIII, tem características góticas primárias onde ainda se distinguem algumas reminiscências românicas. Esta igreja, classificada como monumento nacional, serviu de panteão dos templários.

Voltemos ao centro da cidade e, agora que o dia se aproxima do fim, observemos as águas que passam lembrando que os povos que ali viveram e sonharam, vieram de muitas e variadas paragens. Os romanos de Sellium, os visigodos, os mouros, os templários, os cristãos, os judeus e tantos mais. Cidade misteriosa, pensamos, enquanto esticamos os dedos gulosos, para um “Beija-me Depressa”, bolinho fascinante que tão bem acompanha uma retemperadora chávena de chá.

Por Orlando Cardoso
Jornal de Leiria
orlccardoso@clix.pt

The Templar Castle of Almourol

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Great video by Hugo Almeida you can find on YouTube. Hugo sent as an email with a link to this 4min clip about the Templar castle of Almourol, in  a small island in the middle of the Tagus river, just a few miles from Tomar and we think this is something you should look at. The voice over is in Portuguese, but there are subtitles in English.

Thanks Hugo!

Stairways to heaven – Templars in Portugal

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There cannot be many more forbidding places of worship than the Convento de Cristo at Tomar, 80 miles north of Lisbon. Built as a fortress as well as a monastery, it stands menacingly above the town, its gloomy yellow walls piled on mournful grey ramparts. Your first instinct, on reaching the end of the winding road up to it, is to jump back in your hire car and return to the duel-to-the-death known as Portugal’s A1 motorway.

But if you press on through the outer keep, something extraordinary happens. Rounding a corner, you come upon a pair of tall gates that opens onto a garden of other-worldly serenity. Delicately sculpted hedges border the path; a snatch of birdsong pierces the hum of traffic from the streets below; exotic blooms stretch inquisitively from the flowerbeds; elaborately tiled benches command an orchard of orange trees. Spring, it seems, has come to the giant’s garden after all.

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At the far end, a balustraded terrace leads to the extraordinary Romanesque building known as the Charola. On the inside, this shares the circular ground plan of the Church of the Holy Sepulchre in Jerusalem, the spiritual home of the Knights Templar. On the outside – buttressed, castellated, and 16-sided [inside there’s a 8 sided towered church] – it resembles a decapitated Dalek.

The Templars were the special forces of Christendom – fierce warrior monks who enjoyed a good massacre. They played a leading role in driving the Moors from this part of Portugal, and when their Grand Master Gualdim Pais began building here in 1160, he created a monument to their pursuit of war and spiritual peace. The knights, it is said, rode their horses not only to church, but into church.

As it grew to its present enormous size, the monastery developed an ever more extreme multiple-personality disorder. Between the 12th and 19th century – when Portugal’s religious orders were abolished, and the monks evicted – it went through seven distinct stages of development, and its architecture ranges from sublime simplicity to Versace-esque extravagance.

Inside the main building, it is the simple you meet first. Although originally used for funerals, the Gothic-arched Cemetery Cloister seems too jolly by half to deserve its name: a lavender bush blooms in the middle, the walls are adorned with intricate blue azulejos (the decorative painted tiles which the Portuguese pirated from their Moorish enemies), and the most potent symbol of mortality you will find is a single fallen orange, glowing beside a dark puddle. In the adjoining Washing Cloister, where the monks’ habits were once laundered, the water troughs have been turned into flowerbeds – a small triumph of soil over detergent.

Both cloisters were built under Henry the Navigator, the 15th-century prince who transformed Portugal into a major seafaring nation. The ensuing enthusiasm for anything to do with boats can be seen in the famous Chapter House window, ingeniously carved with the anchor chains, twists of rope, and other maritime motifs which characterise the Manueline style of Gothic architecture. Green with moss, the window looks like a seaweed-smothered wreck freshly hauled from the ocean bed.

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But if you think this is over the top, it is nothing compared to the inside of the Charola. Under a high ceiling stands a two-storey octagon – its pillars and arches smothered with Byzantine patterns of painted gold – looking like a huge ecclesiastical desk-tidy for the monk who has everything. There are murals and painted panels above, behind and before you; there are corbels bearing painted statues of bearded prophets, sallow friars and anaemic archbishops; there are more gilded carvings than you could shake an episcopal crook at. You can almost hear the Grand Master and his architect egging each other on: “Is there anything we’ve left out? Couldn’t we squeeze in just one more angel?” The monastery’s comparatively austere Main Cloister is considered one of the greatest examples of Renaissance architecture in Portugal, brimming with splendid arches and ingenious spiral staircases. The real treat, though, is to escape down the long, beautifully ascetic corridors off it – a symphony of red-brick floors, half-tiled white walls, and barrel-vaulted ceilings leading past the monks’ abandoned cells.

At this point, the place frankly becomes a bit of a maze, and if you have children you would be wise not to let them out of your sight, or you may never see them again. But it is worth persevering in the search for the magical Sala do Capitulo – another chapter house – on the ground floor. Never finished, it has capitulated to the elements, and stands open to the sky with a lawn for a nave and two pigeons for sacristans, solemnly cooing their vespers under the ruined arches.

The advantage of visiting the monastery off season is that you can experience the kind of moment that crowds make impossible. Mine came when, standing in the empty Philippine Sacristy, I suddenly caught the sound of distant singing: a high, exquisite voice glorying in a medieval carol. Baffled, and half expecting to meet the ghost of a dismembered chorister, I followed it to the heart of the monastery, where I found a boiler-suited young woman halfway up a scaffolding in the Charola, serenading herself as she dabbed at one of the murals. I didn’t interrupt, but stood there transfixed for several minutes, watching the sunlight steal through the stained-glass windows of the church, and listening to a song the Templars might have sung 800 years before.

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Glorious religious relics in Portugal
Two other magnificent monasteries lie within easy reach of Tomar. The Mosteiro de Batalha, 25 miles to the west, is a Gothic extravaganza built by King Joao I after the battle of Aljubarrota in 1385 (facing 30,000 Castilians with only 6,500 men, he promised to dedicate a great abbey to the Virgin if he won). Joao is buried in the star-vaulted Founder’s Chapel beside his English queen, Philippa of Lancaster, the daughter of John of Gaunt.

Outside, the church is a riot of pinnacles and flying buttresses; inside, its high and narrow nave is flanked by such immense pillars that you might be walking through a stone forest. The breathtaking Cloister of King Joao I first defined Manueline architecture with its elaborate tracery, while the Unfinished Chapels – still roofless 500 years after they were commissioned – are a poignant testament to thwarted human endeavour.

Twelve miles south of Batalha is Alcobaça, whose monastery commemorates another victory – this one over the Moors at Santarem in 1147. The Cistercians based the design partly on their abbey at Clairvaux, and the church – the largest in Portugal – has a wonderful austerity. It contains the tombs of Pedro I and his wife Ines de Castro, who was murdered on her father-in-law’s orders; on becoming king, Pedro – maddened by grief – tore out and ate the killers’ hearts, and made his courtiers kiss the hand of Ines’s exhumed body.

The monks of Alcobaça were famously greedy (though they probably stopped short of cannibalism) and two of the most remarkable areas are the kitchen and the refectory – a graceful vaulted room with a colonnaded staircase. The kitchen contains an awe-inspiring tiled indoor chimney, over 70 feet high, and two marble tables, each large enough to hold an ox.

Portugal basics

Getting there
British Airways (0845 773 3377; http://www.ba.com) has daily scheduled services from Gatwick to Lisbon (flights operated by GB Airways).

If you are using Lisbon as a base, the Hotel Avenida Palace (00351 21 342 6135) is a central, old-style hotel. Leiria is a convenient town for visiting all three monasteries, as is Fatima.

Further information
The Portuguese National Tourist Office, 2nd Floor, 22-25A Sackville Street, London W1S 3LY (0906 364 0610).

By Anthony Gardner in http://www.telegraph.co.uk

Photos by Luis de Matos (c) 2007

Tomar – Last redoubt of the Knights Templar

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Persecution drove the warrior monks of the Middle Ages to Tomar in Portugal. There, Richard Robinson finds, they built their Camelot

“I SEE that you are not Jewish,” said the only person, other than my wife and I, inside the sparse, four-pillared chamber. My wife shot me a reprimanding look, as if I had done something really stupid. “You took your hat off when you came in,” he explained. “It is our custom to cover our heads.”

Luis Vasco, wearing the serge cap of his previous career in the Portuguese navy, then showed us around the synagogue – the only one in Portugal to have survived the Inquisition. It had been used as a jail and a barn until it was rescued earlier this century, and now it is a museum, housing a collection of Hebrew-inscribed tombstones salvaged from hidden corners of the country.

Before the king of Portugal ordered their expulsion in 1496, the Jews got along well enough with the Knights of Christ, successors in Portugal to the Knights Templar and the elite of this town of Tomar. Discredited and persecuted everywhere else in Europe, the knights withdrew to the west and built this redoubt, their Camelot.

Outside the synagogue a stony lane led upward towards the castle and abbey of the warrior-monks. For four centuries it was the headquarters of the knightly orders, a church on a bold hill, walled about with battlements. A town grew beneath the walls.

The day before, we had stood on the platform of Lisbon’s new Oriente railway station. Our train followed the river Tagus into the rural past. By a blunder on my part we travelled second-class and shared the carriage with students and weather-beaten peasants, mouths agape in sleep.

We trundled out of Lisbon’s industrial fringes and rattled into cork-tree country, and the vineyards of Ribatejo. This was the riverbank land where the boundary fluctuated, for 150 years or so, between Christian and Moor. It was a shifting frontier where the Templars, charged with the task of driving the Moor from the Iberian Peninsula, built their castles.

We arrived at Tomar station, its concourse lit with oil lamps, its cobbled platforms frustrating the use of wheeled suitcases. In the booking hall, an old-fashioned coin-in-the-slot machine posed the question “How much do you weigh today?” adding the injunction: “for persons only”.

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The following day, we walked up to the castle, past the unusual circular chapel of the Charola (where the knights are reputed to have attended Mass on horseback) and beyond the main cloister where a stair led us to the Corridors of the Cross. The transept was getting on for 200 yds long, a tunnel-like hall lined with small, locked doors to the monks’ cells. The disembodied tramp and chatter of tour groups echoed from distant chambers. We were drawn to the light of a window at the extreme end, and to a sound of shouting and cheering from outside.

Below us, on the rough turf of the friars’ vegetable garden, appeared to be a medieval gathering. A crowd of villagers from centuries past was listening to a speech delivered from a balcony, when a plague of mice erupted on the scene. Scores of small children in mouse-costume swarmed from the wings, orchestrated by the director and shepherded by teams of matronly minders.

They chased and harassed the scattering crowd with great enthusiasm. They were rehearsing for their part in next month’s festa dos tabuleiros – Festival of the Trays.

Tomar holds the tabuleiros every four years, a festival in honour of the Holy Spirit, in which beef, bread and wine are given to the poor. It goes back to the founding of the Order of Christ. The townswomen are central to the procession, each in white, traditional dress and bearing a towering headdress of flowers and loaves equal to their own height. “In the old days they were all virgins,” the forewoman of the headdress makers told me. “But it is no longer practical to insist on this precondition.”

This is not a touristy area, but the authorities have recognised a marketable theme and developed the Templars’ Wine Route, one which we sampled with the help of farmer Jose Vidal. Actually, the frugal Templars were denied wine and all other luxuries. But somehow, the expression “drunk as a Templar” had crept into the English language by the time the hapless knights were suffering sham trials and burnings at the stake in 1307.

Lunch with Jose took place in a country dining-room – a plain roadside building with no sign outside – where we ate dried salted cod and baked potatoes with garlic served in a pot of boiling olive oil. While we ate, locals would amble in to refill their glasses at the wine vats which lined the wall.

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Essential viewing on the Templar trail is the fairytale island castle of Almourol, which appears to float on the river Tagus. At nearby Constancia, a pretty town famous as the birthplace of the poet Camões and for its annual flower spectacle, there were graphic reminders of how unpredictable this once-navigable river could be. The black-and-white depth gauge scaled the grassy bank of the Tagus and continued across the road, high up a flight of stairs. In the winding streets of the old town, lines had been daubed on walls to illustrate the worst of the 1978 and 1979 floods – a good 15ft above the town square.

Almourol, though, is high, dry and pretty well impregnable. The romantic, towering walls rise from the summit of a crag jutting from the middle of the surging waters. A boatman, of the thickset stoical kind, stood on the bank waiting. I thought he was sure to overcharge: boatmen are notorious for it. We embarked anyway, and after scaling the heights and scrambling the ramparts, found that our return trip came to all of 35p each.

Our single visit to Tomar Castle and the Convent of Christ was not enough, and on our final day we climbed once again the stone-paved spiral of the wagon road. Purple blossom of the Judas tree carpeted the way and high above, the flags of the Templars and of Portugal flapped softly in the warm breeze.

The Chapter House was added to the Templar’s circular chapel by Dom Manuel, Grand Master and future king. This was the crowning glory of Tomar, and its masons employed all their powers in the creation of its jewel, a window of unrivalled complexity.

Here was all the mystery and romance from medieval chivalry to the Age of Discovery expressed in stone. Anaconda coils, scaly serpent swags, fat drapes of cable and chain, heraldic insignia, coats of arms, festoons of seaweed and tropical fruit all worked together in a marvellous fantasy of the mason’s art. It was worth coming to Tomar just for that.

Tomar basics

Getting there
Air Portugal (020 7828 0262) operates three flights daily from London Heathrow. Take a taxi to Lisbon Oriente station and then a train to Tomar (2hrs).

Staying there
Stay in the Hotel dos Templarios (00 351 49 321730), a comfortable modern hotel five minutes’ walk from the town centre.

Further information
Contact the Portuguese Trade and Tourism Office (0171 494 1441) or Templarios Regional Tourist Office, Rua Serpo Pinto 1, Tomar (00 351 49 329000).

In http://www.telegraph.co.uk

Photos by Luis de Matos (c) 2007

Charola de Tomar vai ser recuperada

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É um apoio único para uma obra única. A Cimpor investe 750 mil euros na recuperação da charola do convento de Cristo, em Tomar, o maior montante até hoje disponibilizado por uma empresa ao abrigo da lei do mecenato. O Ministério da Cultura agradece e lança o recado a outras empresas para que façam o mesmo.
O acordo foi firmado, no dia 19, junto ao espaço a ser intervencionado pelo IPPAR. O trabalho de conservação e restauro da charola, a “jóia da coroa do Convento”, deverá estar concluído em 2011 e está orçado em 1,5 milhão de euros, cabendo à cimenteira Cimpor 50%, sendo a restante parte proveniente de verbas do PIDDAC e do Feder.

A ministra da cultura classificou o protocolo entre o Estado e a Cimpor “um compromisso histó-rico” devido ao montante do “apoio mecenático inédito”. “É 1 gesto de grande generosidade, que reflecte o posicionamento cívico e social exemplar das empresas portuguesas. A defesa e conservação de um imóvel é uma tarefa morosa e muito exigente do ponto vista dos recursos e por isso o Estado não deve assumir a exclusividade. O património é de todos nós, uma das nossas maiores riquezas e cabenos zelar pela sua dinamização numa saudável conjugação de esforços. É o caminho que temos que percorrer no futuro”, referiu Isabel Pires de Lima, na ocasião.

Isabel Pires de Lima afirmou que o convento é um dos nossos projectos com “prioridade no âmbito do próximo Quadro Comunitário”, que disponibiliza, segundo a governante, verbas para animação de espaços culturais.

Ainda sobre o Convento, a ministra sublinhou ainda a negociação “exemplar” entre o IPPAR e a Cimpor que decidiu investir a maior verba de sempre na conservação e restauro do património português. Recorde-se que a multinacional cimenteira, que emprega seis mil pessoas em todo o mundo, já se tinha lançado no apoio mecenático há algum tempo. Deve-se à Cimpor o financiamento privado das obras de conservação do Mosteiro de Mafra, da Torre de Belém, do claustro do Mosteiro dos Jerónimos, das Igrejas de Madredeus e da Encarnação, do jardim do Palácio de Queluz, este último conta com uma comparticipação de 250 mil euros em 5 anos. A Cimpor conta já 2, 3 milhões de euros investidos na cultura portuguesa. Incluindo os 750 mil euros para o Convento de Cristo, que serão pagos em cinco tranches, e foram conside-rados “um apoio único para um projecto único”.

“O valor deste património justi-fica o nosso envolvimento. Contamos com a dedicação e rigor dos que venham a participar, para potenciar este monumento como uma referência perante portugueses e estrangeiros”, disse Ricardo Bayão Horta.

A jóia da coroa do convento

O Convento de Cristo é um conjunto monástico e monumental de referência obrigatória no panorama do património arquitectónico português, desde a fundação de Portugal (1160), recebendo o patrocínio do rei D. Afonso Henriques. Assumiu desde sempre um papel de relevo na história do país, nas descobertas marítimas, na arte, na arquitectura e na cultura portuguesa, tendo sido classificado como Monumento Nacional, em 1907, e como Património Mundial, pela UNESCO, em 1983;

A charola, primitiva igreja templária do castelo, data da fundação do Convento, construída no século XII, por iniciativa de D. Gualdim Pais, e teve como modelo a mesquita de Omar em Jerusalém, constituindo um exemplo da atitude dos templários, perante outras culturas e crenças, caracterizada pela busca do saber e assimilação dos conhecimentos de outras religiões, culturas e civilizações.

Considerado um “monumento ímpar na nossa herança patrimonial”, não apenas pela sua planta octogonal, mas também pelas campanhas artísticas que enriqueceram, ao longo dos séculos, o seu interior. Recorde-se que no século XVI, a charola transformou-se em capela-mor da igreja manuelina, simbolicamente limitada a poente pela janela do coro, invocada como símbolo dos Descobrimentos.

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Para Jorge Custódio, director do Convento de Cristo, a assinatura do protocolo com a Cimpor “protagonizou o encerramento de uma fase imprescindível de conservação e restauro, sem a qual o património reintegrado não receberia a valorização e o significado que lhe fora transmitido na Idade de Ouro quinhentista. Ao encerrar, em 2011, o ciclo, iniciado em 1985, de descoberta e tratamento das superfícies murais desta Nova Jerusalém e, cumulativamente, com o restauro dos bens em contexto, que compõem o programa manuelino, o ministério da cultura, a Cimpor, o Ippar e o Convento de Cristo devolverão à herança cultural do país um tesouro artístico de transcendência universal”.
O responsável do Convento agradeceu especialmente à Cimpor “pelo alcance da decisão tomada e pela consciência exemplar de investimento”.

Jorge Custódio deixou ainda um recado à ministra da cultura: “O monumento precisa de modernizar-se para responder aos desafios que se avizinham, em termos de recursos humanos, científicos e tecnológicos.”, referiu, deixando em seguida outro recado, desta vez para o director do IPPAR. “O Convento de Cristo necessita em permanência de uma equipa técnica que estude, programe e projecte as respostas quanto à sua valorização, conservação preventiva e manutenção dos espaços interiores e exteriores, tudo de acordo com os desígnios da Carta de Cracóvia e do seu estatuto de Património Mundial”, concluiu.
De acordo com o protocolo, os trabalhos irão desenrolar-se entre 2007 e 2011, passando por estudos e investigações iniciais, seguindo-se a conservação e restauro de pinturas murais e estuques do deambulatório exterior (até 1009) e a conservação e restauro das pinturas murais e estuques do tambor central (2009-2010). A partir de 2010, terão início os trabalhos de conservação e restauro no arco triunfal e intra-dorso, bem como de outras pinturas, esculturas e talhas. Serão pos-teriormente executados o projecto de iluminação do interior da charola e os planos de protecção e manutenção da charola.

Paiva quer Mata dos Sete Montes

A Mata dos Sete Montes apresenta sinais acentuados de degradação. De acordo com o presente da Câmara de Tomar o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) não possui dinheiro para cuidar do espaço, permitindo o crescimento de vegetação rasteira e a morte de algumas espécies seculares. António Paiva mostrou-se preocupado, alertou a ministra para a situação e reafirmou a abertura da autarquia em assumir a gestão da mata, que fazia parte do conjunto monumental do convento.

“Trata-se da mata do Convento e sentimos que deve constituir a principal ligação do Convento à cidade de Tomar”, disse Paiva.

Em 1837, a mata foi vendida a um nobre e os seus bens foram depois adquiridos no século XX pelo Estado, através de uma venda em hasta pública. Mas em vez de a colocar à guarda da tutela da Cultura, o Estado integrou-a no Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza, constituindo-se como património natural classificado.
A ministra da cultura revelou que existem conversações “em ritmo acelerado” com o Ministério do Ambiente para ceder a tutela daquele espaço à Câmara local.

Com a entrega do espaço à autarquia, a ministra espera dar um exemplo da abertura da administração central à cooperação com os agentes locais, até porque sem eles “não é possível garantir a vida dos monumentos”.

in: Regiões