Month: March 2019

Grão Priorado de Portugal – 25 anos

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A 27 de Março de 2019 comemoraram-se os 25 anos de actividade ininterrupta do Grão Priorado de Portugal da OSMTHU. Efectivamente, a memória ficou marcada por aquela apresentação em Montemor-o-Novo, no Convento de São Domingos, em que o Priorado se apresentou ao público, na Lua Cheia de Carneiro, após um ano de silencioso trabalho como grupo sob a orientação da Ordem no Brasil.

Nesse mesmo dia, o núcleo inicial dirigiu-se a Tomar onde, por absoluta fortuna, lhe foi facultado o acesso privado e fechado do Castelo de Almourol onde, ao por do sol, se iniciou a primeira cerimónia de armação do Priorado, que durou até bem entrada a madrugada sob uma abóbada celeste mais cintilante aquela noite, apesar da lua fulgurante que iluminava o pátio de armas como se fosse dia.

Fr+ Rui B e Luis de Matos (Prior) em Siguenza, Espanha, 1994

Muitos anos e muitas coisas acontecerem desde 1994. Não é este o memento de fazer historiografia de um grupo tão diminuto no contexto da linhagem de Fabré-Palaprat. Eu não sabia, ao ligar-me ao Grão Mestre Victor Franco, para responder à sua busca de encontro à fonte de Cavalaria que o tinha iniciado, iniciava eu uma demanda que me levaria a alguns dos locais e personagens fundamentais dos novos movimentos Templários na Europa e no mundo. Em busca dos que iniciaram Franco, passámos por Lyon, Paris, Londres, Roma, Santiago de Compostela e tantos outros lugares. No final não encontrámos os neo-Templários. Não. A seu devido tempo encontrámos a Ordem. Um dia essa história e todas as suas peripécias serão contadas. Ou talvez não seja necessário. Depressa percebi que o silêncio é o manto que melhor aconchega o Cavaleiro.

Luis de Matos

Prior do Priorado Geral de Portugal

Chanceler internacional da OSMTHU

O grupo dos 11 fundadores originais. Em memória de Fr+ Ilídio Henrique de Sousa; Fr+ Paulo Alexandre (Rebis) e Fr+ António Barcelos; Tomar 1994

Fr+ Luis de Matos (Prior) e Fr+ Victor Franco (Grão Mestre da OCMCT) em viagem a Lyon, em demanda do grupo original, 1995

Fr+ Luis de Matos (Prior) em visita ao Grão Priorado de Itália, com Fr+ António Paris (Prior e mais tarde Mestre da Ordem) no Mosteiro de Farfa di Sabina, Itália, 1997

Fr+ Luis de Matos (Prior) com D+ Patrícia Oyarzun (mais tarde Private Secretary to the Master) e Fr+ Fernando de Toro-Garland (Prior de Espanha e mais tarde Mestre), Castelo de Sant’Angelo, Roma, 1997

Cerimónia de tomada de posse de Fr+ Fernando de Toro-Garland como Mestre; da esquerda para a direita: Fr+ Nicolas Haimovici Hastier, Grande Comandante do ramo OSMTJ; Fr+ Giuseppe Bagnai, Prior de Itália; irmão sem identificação; Fr+ Luis de Matos, Prior de Portugal e Chanceler Internacional; Fr+ MacPhearson, Prior da Escócia; Fr+ Fernando de Toro-Garland, Mestre da Ordem ramo OSMTHU; Alcalá de Henares, Espanha, 1999

Comemorações da Batalha de Ourique e Homenagem a Afonso Henriques; Cerimónia conjunta entre a OSMTHU e a Ordem de São Miguel da Ala; presentes nas fotos, entre outros: Fr+ António Paris (Prior de Itália, mais tarde Mestre da Ordem); Fr+ Luis de Matos, Prior de Portugal e Chanceler Internacional; SAR D. Duarte de Bragança; Fr+ Fernando de Toro-Garland, Mestre da Ordem; Fr+ Nuno da Camara Pereira, Presidente da Mesa Mestral e Grande Comendador da Ordem de São Miguel da Ala; Ourique, Portugal, 2004

Malogrado Prior de Portugal, Fr+ Luis Barros com irmãos portugueses em visita aos Priorados de Inglaterra e de Itália; Londres e Roma, 2006

Entrevista à revista FOCUS, Lisboa 2008

Renovação da Carta Patente em 2010

Comemoração dos 25 anos do Priorado de Portugal da OSMTHU, Visita ao Convento de Cristo em Tomar, Tomar, Portugal, 2019

 

Castro Marim – Comemoração dos 700 anos da fundação da Ordem de Cristo

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Comemorar os 700 anos da Ordem de Cristo é uma alegria sem medida. Não é relembrar um momento no passado, é antes reafirmar um propósito e uma esperança no futuro.

Quero assim agradecer em meu nome, em nome da Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalém Universal, como seu Chanceler internacional e Prior em Portugal, o convite da Câmara Municipal de Castro Marim – a que respondemos com entusiasmo – bem como a presença e colaboração dos muitos amigos, Irmãs e Irmãs e simples turistas que passavam e vieram saber de que tratava a agitação.

Gostaria de destacar, pelo conteúdo e qualidade, a intervenção do principal autor Português na temática Templária e da Portuguesia, Manuel J. Gandra, que destacou algumas das passagens mais reveladoras e até intrigantes da Bula de criação da Ordem de Cristo, em que se deixa clara a continuidade da do Templo, assunto sobre o qual muitos escrevem, mas poucos de facto concretizam.

Destaco igualmente o apoio permanente e verdadeira militância espiritual das Comendas do nosso Priorado e dos seus membros individualmente, que se viram desta vez apoiados pela visita de Irmãos e Irmãs de outros ramos da Ordem, quer do Algarve, quer mesmo de Espanha, num exemplo de cooperação e convívio fraternal até há pouco tempo inaudito, numa época em que tão facilmente caímos no erro de dividir o mundo em “nós” e “eles”. A todos o nosso agradecimento e aos visitantes, a certeza de que este foi o início de muitos projectos em que com eles contamos.

Sublinho o desempenho exemplar do nosso corpo litúrgico, liderado pelo Comendador de Lisboa e Bispo da Old Templar Church, apoiado nesta ocasião pelo Comendador de Laccobriga, pelos Grandes Oficias Preceptor e Hospitaleiro e demais Irmãos e Irmãs, que ficarão anónimos. Sabemos quem são, sentimos no profundo do coração o efeito do vosso trabalho.

Finalmente, terminando como comecei, sabendo bem o que custa organizar, gerir e montar um evento desta natureza num dos lugares maiores da nossa história, destaco o profissionalismo, o carinho e a paciência como a Câmara Municipal de Castro Marim nos recebeu, Agradeço ao Presidente Francisco Amaral, à sua Vice-Presidente Filomena Pascoal Sintra pela insuperável simpatia e atenção bem como a toda a equipa camarária, cujo esforço e dedicação não passou despercebido. Bem hajam.

Para o ano há que reavivar a memória. Castro Marim e a Ordem de Cristo são património de todos nós, todo o ano, Há que não o esquecer. Possamos ser dignos de tal herança.

Luis de Matos
Prior Geral
osmthu.org

History of the Camino de Santiago

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The route known as the Camino de Santiago is neither a road nor a highway. It’s a walkway trod by travelers of all kinds for more than 2,000 years. Christians have traveled it for nearly 1,300 years.

Much of the route described in a 900-year old guidebook is still in use today. Some of it wends its way over the remains of pavement laid down by the Romans two millennia ago. It’s a route that writer James Michener—no stranger to world travel—calls “the finest journey in Spain, and one of two or three in the world.” He did it three times and mentions passing “through landscapes of exquisite beauty.” The European Union has designated it a European Heritage Route.

Christians are attracted to this remote corner of Europe because of a legend that Santiago de Compostela is the burial place of the apostle James the Greater. As such, it ranks along with Rome and Jerusalem as one of Christendom’s great pilgrim destinations.

The Camino de Santiago has its origins in pre-Christian times when people of the Celtic/Iberian tribes made their way from the interior to land’s end on the Atlantic coast of Galicia. For them, watching the sun set over the endless waters was a spiritual experience. As part of their conquest of Europe, the Romans occupied Iberia by 200 B.C. They built infrastructure, including a road from Bordeaux in modern France to Astorga in northwest Spain, to mine the area’s gold and silver. Some of the original road remains on today’s Camino.

When the apostles spread out across the known world to preach the Christian gospel, tradition has it that James the Greater came to Galicia. On returning to Palestine he was beheaded by Herod, becoming the first apostolic martyr. A legend that has persisted for 2,000 years claims that his followers took his body back to Galicia, where it was buried inland.

By the 12th and 13th centuries, half a million pilgrims made their way to and across northern Spain and back each year. Local kings and clergy built hospitals, hostels, roads and bridges to accommodate them. The Knights Templar patrolled the Camino, providing protection, places of hospitality, healing and worship, as well as a banking system that became one source of their fabled wealth.

Among the historical figures who made the pilgrimage to Santiago are Charlemagne, Roldan, Francis of Assisi, Dante Alighieri and Rodrigo Diaz (El Cid, Spain’s great epic hero). In The Canterbury Tales, Chaucer tells us that the Wife of Bath had been to Santiago. Not all were enamored of it, however. In the 1500s, Sir Francis Drake, who did more than his share of harassing the imperial Spanish, referred to Santiago as “that center of pernicious superstition.”

A combination of the Protestant Reformation, the Enlightenment and European wars gradually suppressed the Camino. In the 17th century Louis XIV of France forbade his subjects from going to Santiago in order to stop trade with Spain. The Camino fell into disfavor but was never abandoned.

Now, after centuries of slumber, the Camino is alive with upward of 100,000 pilgrims—and growing—yearly.

in magazine.nd.edu

This is NOT the face of a Templar – It’s the face of human stupidity on steroids

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Once again – too often it seems – a massacre opened the news and grabbed headlines worldwide. The attack of a fanatic on two mosques in Christchurch, New Zealand, left almost 50 killed and many wounded. It was a mad rampage carefully planned and broadcast live on social media for the world to see and discuss.

The fuel of these kind of acts is our attention and the perpetuation of it in time by the outrage for terrorism of any kind, poured by us on social media. Our comments and often polarized remarks prolongue the effect the terrorist had in mind. So, I for one am going to shut it down and extinguish the flame of hatred and bigotry this piece of provocation intended to stir. It won’t feed it with my energy.

The only reason why I see myself compelled to make a statement is simply because – as it has happened in the relative recent past – the name of the Templar Order was used to justify the misadjustment of individuals and the criminal way they decided to adjust reality to their personal illusory self constructed hell. In a document left behind as a sort of “Manifest”, giving the illusion that something deeper than a human free willing sense of pathological narcissism and god-like power over life and death was behind the killing, the attacker says: (quote) “[Before the massacre] I did contact the reborn Knights Templar for a blessing in support of the attack, which was given.”

To this I have 3 short statements that I plea should not even be discussed further:

1 – The Templars do not need to be “reborn”

2 – The Order does not support terrorism in any shape or form, from any group or side, even given the obvious historical anachronism of the quoted line

3 – This is NOT the face of a Templar – It’s the face of human stupidity on steroids

 

Luis de Matos, Eques a Flamula Veritatis

International Chancellor

Sovereign Military Order of the Temple of Jersusalem Universal