Month: June 2016

Historia Secreta del Templarismo y de la Francmasoneria

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El pasado viernes 13 de mayo, el Priorato General de la Republica de Colombia de la Orden Soberana y Militar del Templo de Jerusalem Universal – PGRC – OSMTHU, presentó la Conferencia “SECRET TEMPLAR HISTORY AND FRANCMASONERY” por el I∴P∴H∴ Timothy W. Hogan Gran Maestro de la Orden Soberana del Templo Iniciática – Ordre Souverain du Temple Initiatique – O.S.T.I. La conferencia sobre las Conexiones Templarías en la Francmasonería, documenta las pruebas que demuestran concluyentemente la conexión en la Masonería temprana y los Caballeros Templarios. La exposición hace un recorrido de la Historia Secreta de los Templarios así como un examen de la asociación Templaría con diferentes escuelas de iniciación en aquel entonces, y cómo estos rituales más tarde encontraron su camino en principios de la masonería.

El Priorato General de Colombia en la sede de la Encomienda Templaria Emirto De Lima & Sintiago ubicada en el Valle de Barranquilla, hicieron los respectivos reconocimientos otorgando el titulo de Miembro Honorario, por sus méritos como Escritor, Historiador e Investigador en la Masonería y el Templarismo al I∴P∴H∴ TIMOTHY WARREN HOGAN, quien sirve al mundo como Gran Maestro de la Orden Soberana del Templo Iniciática – Ordre Souverain du Temple Initiatique – O.S.T.I., perteneciente al linaje Templario de Palaprat; ha sido investido de Caballero en la Orden del Paráclito y la Paloma en Francia – Order of the Paraclete and the Dove; e investido de Caballero en la Orden de San Andrés – Ordre of Saint Andrews, y en la Real Orden de Escocia – Royal Ordre of Scotland, en Escocia; También ha sido investido Caballero en el Señor Caballero de la Estrella de Oro de los Caballeros de la Cañada – Gold Star Sir Knight of the Knights of the Glen.

Es Presidente de Circes Internacional – (http://circesinternational.org/), una organización que estudia las culturas del mundo y las tradiciones espirituales a lo largo de la historia, que se desempeñan como embajadores de la paz mundial. También trabaja como COO de Elite Sterling Security, es socio de los Quattro Coronati Tabacalera, y hace trabajo de asesoramientos en Hollywood, California, para la industria del entretenimiento.

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En su carrera masónica pertenece a la Gran Logia de Colorado, ha sido: Past Master de la Logia del Este de Denver #160 de Colorado; Past Master Kadosh para el Consistorio del Jurisdicción del Sur del REAA de los Estados Unidos; y Past Venerable Maestro del Allied Masonic Degree Council #429 Denver, Colorado. Miembro activo de la Enlightenment Lodge No. 198, ambos bajo la Gran Logia de Colorado. Él es un miembro fundador de Pythagoras Lodge No. 1841, bajo la Gran Logia de Escocia. Miembro Honorario del Wilkerson College Lodge N ° 760, en virtud de la Gran Logia de Carolina del Norte, y Miembro Honorario de la Research Lodge of Connecticut, bajo la Gran Logia de Connecticut. Él es un ex Profesor de Distrito de la Gran Logia de Colorado, Distrito # 53. Distinguido con el James Royal Case Award por la investigación masónica dentro de la Gran Logia de Connecticut. Es Caballero Templario en el rito de York de la Francmasonería., y un Caballero Comendador del grado 32 de la Corte de Honor (KCCH) en el Rito Escocés Antiguo y Aceptado. Es Past Soberano Maestro del Allied Masonic Degree, Capítulo 425. Oficial activo en la Societas Rosicruciana In Civitibus Foederatis. Ha sido nombrado como un Señor Caballero de Oriente y Occidente en los Caballeros Masones de Irlanda – Sir Knight of the East and West in the Knight Masons of Ireland.

Esta Cancillería en nombre del Priorato General de la República de Colombia perteneciente a la Orden Soberana y Militar del Templo de Jerusalem Universal – O.S.M.T.H.U., ofrece agradecimientos por la gestión y coordinación a los hermanos masones: Comp∴M∴Miguel Caballero, de la muy Resp∴Log∴HERMES TRIMEGISTO #63; al V∴M∴Marco Gélvez de la muy Resp∴Log∴HERMES TRIMEGISTO #63; al muy Resp∴V∴M∴ RICARDO MEJIA M∴M∴30, de la muy Resp∴Ben∴ y Mer∴ Log∴ LUZ DE GIRARDOT #2, Gr∴Canciller de la Gr∴Log∴ de Col∴ con sede en el Ori∴ de Bog∴

 

Fr+++ MANUEL ANTONIO RICAURTE FLOREZ

Caballero Oficial Templario Canciller P.G.R.C.

O.S.M.T.H.U.

Confraria do Bodo

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Pombal, topónimo que deu o título a um estadista tão admirado como contestado, Sebastião José de Carvalho e Mello, é terra de história grande ligada aos templários e à fixação de fronteiras na reconquista cristã pelos cavaleiros do Templo. Terá sido o Mestre Templário Gualdim Pais, recém-chegado do Oriente, que numa das primeiras iniciativas da sua acção mandou erigir o castelo de Pombal com o intuito de dar continuidade a uma linha de castelos que defendesse o território conquistado aos mouros. Com 900 anos de história, o Castelo de Pombal conta, por isso, um pouco da história nacional e absorve o cariz do Mestre Gualdim Pais que neste edifício aplicou o vanguardismo da arquitectura militar da época.

Num concelho rico em paisagem e em história, surge como força aglutinadora a festa do Bodo, assumida como elemento central na identidade dos pombalenses. Esta festa de tão importante que é foi o motivo que levou à constituição da Confraria do Bodo. Por ser tempo e espaço de encontro entre os naturais de Pombal, mas também subsidiária da tradição antiga, esta confraria quis assim associar-se à  história e à cultura de uma festa que se faz de vontades individuais e colectivas e da sua relação com o divino. Por isso, é preciso, primeiro, explicar devidamente a origem das Festas do Bodo.

Sendo esta uma história bonita onde a dádiva, sempre a dádiva, é a forma de retribuir a graça da divindade é também o resultado do entrecruzar da história, de protagonistas que deram um pouco de si à localidade e transformaram a sua paisagem cultural. Amplamente ligado à devoção e à crença na divindade, a Festa do Bodo de Pombal traduz na sua essência a vontade do povo em agradecer o feito divino dividindo, repartindo, partilhando o bolo, pão de trigo com farinha não levedada.

Conta-se que, em certo ano, uma praga de gafanhotos e lagartas invadiu as searas e os campos, as casas e os quintais e até os vasos utilizados pelas mulheres para transportar a água obrigando a que a água fosse coada antes de utilizada. Logo o povo decidiu realizar uma procissão da Igreja de São Pedro até à Capela de Nossa Senhora de Jerusalém invocando protecção. Após missa e promessa de grande festa caso a calamidade passasse, desapareceram os bichos infestantes e o povo deu graças pelo milagre. No ano seguinte, uma senhora de nome Maria Fogaça chamou a si a organização das festas prometidas e com todo o aparato realizou festas de acordo com a graça recebida no ano anterior. É, então, que se dá novo milagre. Por forma a agradecer a benesse divina, são feitos dois enormes bolos cujo destino é a partilha pelo povo. No entanto, quando estes estão prestes a ser colocados no forno um deles cai torto e é num ímpeto de coragem e devoção que um dos presentes, invocando Nossa Senhora de Jerusalém, entra dentro do forno endireita o bolo e sai ileso. De novo, o povo reclama milagre e vê no bolo o símbolo da divindade que quer dar graças a quem nele confia. Nascem, assim, as festas do Bodo, do pão doce que se partilha em sinal da graça divina.

Numa festa que vai além da lenda encontram-se relações com práticas das festividades do Espírito Santo. De facto, de acordo com a obra Arte de Furtar, atribuída a Padre António Vieira, «Na vila de Pombal, perto de Leiria, há um forno em que todos os anos se cose uma grande fogaça para a festa do Espírito Santo; e entra um homem nele, quando mais quente para acomodar a fogaça e se detém dentro quanto tempo é necessário, sem padecer lesão alguma do fogo que, cosendo o pão, não cose o homem». Esta festa é, por isso, o resultado da vontade de muitos protagonistas, do contributo que cada um deles deu a um acontecimento que respira as vicissitudes culturais, as mentalidades e a idiossincrasia que atravessaram aquele lugar.

Herdeira deste passado onde a lenda se cruza com a história num território onde a diversidade é o denominador comum, Pombal vê surgir a Confraria do Bodo como reconhecimento da importância destas festas na unidade do concelho. Constituída, em 2005, por pombalenses que se encontravam por ocasião das Festas do Bodo, esta Confraria encontrou a sua vocação, quer na importância das festas enquanto momento de reunião e de partilha à mesa, quer na importância do património natural, edificado e cultural de um concelho que se espraia do maciço calcário da Serra de Sicó até ao encontro com o Atlântico, na Praia do Osso da Baleia.

Num território geograficamente tão diverso, também a gastronomia é diversa e abrange produtos como o Queijo do Rabaçal, o azeite, o mel, o cabrito, a morcela de arroz, o arroz na versão malandrinho que a espécie carolino permite, os doces conventuais do Convento do Louriçal, as cavacas e os beijinhos de Pombal, enfim, tudo o que um concelho que vai da serra até ao mar pode oferecer. É, sobretudo, a diversidade à mesa de um concelho que não se esgota numa só realidade.

Trajados de azul, estes confrades defendem o património cultural das Festas do Bodo. No entanto, fazem-no no entendimento de que, quase sempre, a gastronomia é acompanhada de um rico património cultural imaterial que faz com que o acto de se alimentar não seja apenas uma satisfação de uma necessidade física, mas seja, igualmente, um acto cultural. Tal é verdade com toda a pujança por terras de Pombal onde a presença de tantas e importantes personalidades, que definiram o que hoje é Portugal, deram também o seu contributo para a súmula de tradições que caracterizam as Festas do Bodo. Uma festa que é uma linha de continuidade no tempo que vai juntando quem por ali nasceu ou passou. Uma festa que junta os confrades e os faz exaltar a partilha do bodo na convicção de que na dádiva se agradece o alimento que é de todos e para todos.

in sol.pt por Olga Cavaleiro