Forum.thomar.org faz visita à cidade – Parte II

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A visita prosseguiu no andar inferior do Cláustro da Lavagem do Convento de Cristo.

Muitos dos visitantes já se terão perguntado o que são aquelas estelas que ali encontram lugar, mas mais parecem o espólio abandonado do Convento. São estelas funerárias, lápides, pedaços de arquitectura, colunas, esculturas, marcos delimitadores, frontões de portas, etc.

O nosso guia explicou que se trata na verdade de parte do rico espólio da extinta União dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo (UAMOC), entidade cultural e histórica que durante uma boa parte do súculo XX, com grande ênfase nos anos 30, 40 e 50, congregou as principais figuras da cidade em volta da sua história.

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A UAMOC fez estudos arqueológicos, publicou boletins periódicos de enorme valor, promoveu conferências e palestras pelas suas figuras mais ilustres e desenvolveu um trabalho ainda hoje sem paralelo no busca de conhecimento mais vasto sobre a Ordem de Cristo e os locais que habitou.

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Muitas das estelas são funerárias, de gente simples do campo, mas apresentam inequívoca influência Templária. Há diversas formas da cruz pátea que caracterizava os Cavaleiros, várias estelas mostram a estrela de 5 pontas, quer na posição vertical, quer invertida, bem assim como um inúmero conjunto de sinais mágicos e míticos (serpentes, espadas, estrelas de David, etc.) de grande interesse.

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Uma particularmente chamou a minha atenção. A sigla “IHS” gravada de tal forma que a conotação marítima é inequívoca. Efectivamente as letras “I” e “H” formam uma elegante âncora, cuja base quase lembra um “W” ou mesmo um “M” invertido. IHS pode não só referir-se Jesus, como igualmente ao nome iniciático do Infante (Infante Henrique de Sagres – IHS), tal como foi divulgado há uns anos pela escola conhecida como Eubiose, igualmente fundada por um IHS nos anos 30 (José Henrique de Souza). Uma inscrição muito indêntica (com outros detalhes) pode ser vista no cláustro do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém.

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As estelas estão catalogadas e muitas foram já levadas para uma sala própria em outra parte do Convento para as furtar à erosão causada pela exposição directa às intempéries. É, sem dúvida, uma das partes mais interessantes da visita e pensamos que se deveria encontrar alguma maneira de a integrar no percurso que já se oferece ao visitante (que aumentou consideravelmente ao longo dos últimos anos).

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De seguida o grupo foi levado à Charola. Este espaço mantém-se fechado devido às obras de restauro (vide notícia aqui), mas conseguem já ver-se alguns dos resultados positivos da intervenção. Ainda assim a Charola mantém-se um lugar impressionate, o verdadeiro omphalos do conjunto monumental Castelo dos Templários e Convento de Cristo.

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Fotos: LM

[continua]