EUA: Alunos luso-americanos descobrem presença portuguesa

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Uma visita de estudo vai levar em Abril mais de duas centenas de alunos de 10 escolas comunitárias portuguesas de Nova Iorque e Nova Jérsia à Nova Inglaterra para lhes mostrar alguns símbolos do pioneirismo português na descoberta desta zona.

A visita, uma co-organização de João Crisóstomo e da Escola de Língua e Cultura Portuguesa Infante D. Henrique, de Mount Vernon, Nova Iorque, terá lugar a 21 de Abril e destina-se a mostrar os alunos a Pedra da Dighton, em Massachusetts, o monumento aos Descobrimentos Portugueses em Brenton Point e a torre octogonal de Newport, no estado de Rhode Island.

A Pedra de Dighton, que se encontra hoje num pequeno museu a ela dedicado no Dighton Rock Park, na foz do rio Tauton, na cidade de Berkley, Massachusetts, tem sido ao longo do tempo motivo de fortes polémicas pelas inscrições que contém e que foram alvo de várias interpretações.

Trata-se de um bloco com cerca de 40 toneladas de peso, em forma de paralelepípedo, medindo cerca 3,5 metros de comprimento.

A pedra esteve durante anos depositada na foz do rio Taunton até ser trazida para terra e analisada por vários especialistas.

Ao longo do tempo foram então construídas algumas teorias para explicar a origem das inscrições, nomadamente que elas foram feitas pelos índios das tribos Narragansett, pelos fenícios ou pelos vikings.

Em 1918, Edmund B. Delabarre lançou a teoria que as inscrições se devem ao navegador português Miguel Corte Real, que aqui teria chegado muitos anos antes de Cristóvão Colombo.

Nos anos 50, o médico e historiador Manuel Luciano da Silva fez as suas próprias investigações e alegadamente identificou não só o nome, como as marcas dos símbolos portugueses, nomeadamente a Cruz de Cristo.

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Começou então uma campanha para colocar a pedra a salvo, num museu, o que aconteceu no início dos anos 70, com o apoio do estado de Massachusetts que expropriou o espaço no parque que hoje tem o nome da Dighton Rock (Pedra de Dighton).

A pedra está hoje dentro de um redoma de vido, num pequeno museu onde estão patentes ao público, em cartazes ilustrados, todas as teorias.

Nesta visita, os alunos visitarão ainda o monumento aos Descobrimentos portugueses em no parque estadual de Brenton Point, em Newport, no estado de Rhode island.

Este monumento, inaugurado em 1988, por iniciativa de Arthur Raposo com a colaboração do Estado português, é constituído por marcos em pedra portuguesa, dispostas em círculo, que simbolizam as viagens dos navegadores portugueses.

Está estrategicamente colocado frente ao oceano, e é visitado anualmente por milhares de turistas.

Ainda em Newport, os alunos visitarão a torre de Newport, no parque Touro, uma construção em pedra, octogonal, que faz lembrar a charola do Convento de Cristo, em Tomar.

Também aqui existem várias teorias para explicar a sua origem, entre elas a portuguesa.

Uma defende que a torre foi construída nos finais do século XVII durante a guerra entre os colonizadores britânicos e os índios locais, pretendendo ser um enorme moinho de vento.

Outra atribui a sua origem aos povos escandinavos que terão visitado esta zona nos inícios do séc. XI, construindo não só a torre de Newport, como feito as inscrições na pedra de Dighton.

Luciano da Silva, porém, defende que a torre de Newport é uma réplica da charola do convento de Cristo, em Tomar, construída à imagem das igrejas dos Templários pelos navegadores portugueses que chegaram a esta zona.

Segundo João Crisóstomo, esta visita de estudo pretende dar a conhecer aos alunos luso-descendentes um pouco do pioneirismo dos portugueses na zona da Nova Inglaterra.

«Numa altura em que o grande mestre Manoel de Oliveira realiza um filme inspirado na vida de Manuel Luciano da Silva e da sua dedicação à causa dos descobrimentos portugueses, nomeadamente defendendo a nacionalidade portuguesa de Cristóvão Colombo, pensei que seria boa ideia visitar estes monumentos, que ele tanto tem divulgado», disse João Crisóstomo à Lusa.

«É uma forma dos nossos alunos terem orgulho pelo passado do povo português, que também contribuiu grandemente para o descobrimento e desenvolvimento da América, nomeadamente desta zona da Nova Inglaterra», acrescentou a mesma fonte.

A visita de estudo é patrocinada pela delegação do Banco Espírito Santo de Newark, Nova Jérsia, pela Academia do Bacalhau de Nova Iorque e pelo restaurante Bairrada, da cidade de Mineola, Nova Iorque.

Diário Digital / Lusa

2 thoughts on “EUA: Alunos luso-americanos descobrem presença portuguesa

    Renato Barros said:
    September 25, 2007 at 9:18 pm

    PRINCIPADO DO ILHÉU DA PONTINHA
    Vossa Excelência

    O Principado da Pontinha tem a honra de convidar V. Ex. a estar presente e tomar parte na cerimónia de celebração do 104º aniversario a 3 de Outubro de 2007, da sua posse e domínio da soberania por aquisição livre a Portugal na data de 3 de Outubro de 1903, do Ilhéu da Pontinha, território de implantação do emblemático forte de S. José construção templária que remota a 1419 onde terá lugar o acontecimento histórico e cultural acompanhado de pequeno beberete Forte de honra.
    A confirmação de presença, de Vossa Excelência nesta data muito querida, será apreciada com vista à elaboração do adequado protocolo.
    Programa
    10.00 – Inauguração de uma exposição do artista Tempo .
    Demonstração dos trabalhos efectuados nas margens dos mares do Principado.
    O Forte São José e todo o seu território estarão visitáveis
    21.00 – Retrospectiva histórica do forte, seguida de palestra por oradores
    convidados
    22.00 – Forte de Honra
    Na expectativa da Vossa confirmação e com inteira disponibilidade para qualquer esclarecimento, que Vossa Excelência pretenda saber em relação a esta efeméride, respeitosamente, cumprimenta e subscreve-se,
    Principado do Ilhéu da Pontinha 25 de Setembro de 2007

    Forte São José
    http://www.fortesaojose.com

    Renato Barros said:
    August 28, 2008 at 10:09 pm

    Foi neste ilhéu, em 1419, que os descobridores portugueses, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira se refugiaram, antes de entrarem na ilha, sendo por conseguinte a primeira residência oficialmente conhecida e das mais antigas fortalezas ainda existentes graças á preocupação dos seus proprietários.
    No ilhéu estão ainda talhados os degraus na rocha, e o triângulo onde os navegadores prenderam os seus barcos. Este triângulo está a ser alvo de estudos, pois a sua forma não é adequada para atracar um barco ou caravela. Os três vértices apontam para algo que nos desperta a curiosidade será a Rota de Colombo será a Chancela do primeiro tratado mundialmente estabelecido entre países o tratado de Tordesilhas será o modo a indicar o caminho marítimo para a índia?
    Os vértices apontam para as Sagres de onde partiram os navegadores corajosos, Antilhas, e África, ou terá outra significação?
    Sendo o Funchal a primeira cidade do Atlântico este Ilhéu foi o primeiro Porto do Atlântico e o mais Ocidental da Europa, com papel relevante na expansão marítima Europeia. foi uma plataforma de entrada e de saída de tudo o que se exportava e importava como a exportação do açúcar Séc. XV, ”ouro branco da Madeira”, e mais tarde do vinho Séc. XVIII..
    Como antigamente era obrigatória a quarentena das pessoas que visitavam esta ilha, existem lendas que os grandes descobridores ficavam também alojados neste forte devido à segurança que aqui poderiam usufruir. Entre estes contam-se Cristóvão Colombo e o Capitão Cook. E muitos mais… piratas militares artistas, políticos etc.
    Até 1776 este ilhéu era conhecido nos mapas oficiais por Ilhéu Diogo (nome do filho do Cristóvão Colombo)contudo a partir dessa data através de provisão régia foi ligado fisicamente à ilha da Madeira, sendo esta concluída no reinado de D. José, de onde provem o nome dado posteriormente ao ilhéu – Forte São José.
    Entre 1801 e 1807, aquando da ocupação das tropas inglesas, o Forte serviu de quartel general aos invasores e posteriormente de cadeia.
    Em 1888 o governo decide prolongar o Porto do Funchal passando o Forte de S. José a ser desprezado pelos madeirenses.
    Em 1903 o governo põe o Forte S. José à venda em hasta pública, para que com a sua venda, concluir e recuperar o outro Forte.
    Nos últimos anos este forte teve diversas utilizações, desde depósito de carvão, combustíveis, mercadorias etc. Foi considerado como um dos mais importantes da Europa e do Novo Mundo em 1921.
    Em 1966, foi colocado o maior reclame rotativo e luminoso da Europa na época.
    Em Outubro de 2000 o Forte de S. José é adquirido por madeirenses, que pretendiam restituir toda a dignidade que o imóvel merecia dado o contributo que concedeu ao mundo globalizado.
    De forma a recuperar o antigo forte estão a fazer-se intervenções arqueológicas, sendo já visitáveis 4 habitáculos interiores, a chaminé natural e 2 celas prisionais.
    Este espaço, localizado na Europa, já foi alvo de estudos comunitários e para tal, Portugal recebeu verbas, no entanto, nunca os detentores puderam receber qualquer verba por a mesma ainda não pertencer á União Europeia.
    http://Www.fortesaojose.com
    Venha visitar o Principado do Ilhéu da Pontinha !

    TESOUROS DOS ERROS

    Comemorou 500 anos a cidade mais próxima do Principado do Ilhéu da Pontinha estes dias com grandes eventos que muitos nos honrou.
    Achamos contudo que alguns historiadores portugueses esqueceram-se de alguns pormenores, até podem ser deliberados, nomeadamente sobre o inicio desta cidade pois o Funchal antes de ser cidade foi um porto e esse porto pode ter sido em qualquer parte da orla da então cidade que foi dada o nome de Funchal.
    Talvez quando esta cidade comemorar os seus 1000 anos nos próximos 500 anos seja referido onde foi esse porto!
    Também os historiadores esqueceram-se de referenciar alguns rochedos á frente da baía dessa cidade.
    Como sabem as Desertas e as Selvagens foram compradas por Portugal pois o então fascista Marcelo Caetano depois da conferencia de 1958 Montevideo “viu” o problema da soberania nacional sem as referidas ilhas.
    Relativamente á baia do Funchal existem 2 ilhéus.
    Um foi vendido e foi anunciado pelo Rei em 1903 no Diário do Governo de Portugal.
    Não publicou num jornal da Rússia, da Argentina ou de outro país para que algum amigo do poder o adquirisse e depois viessem a dizer que lessem os jornais como sabemos que fazem em Portugal e dão o aspecto da maior transparência oculta. E foi publicado a 25 de Agosto de 1903.
    Outro ilhéu foi fortaleza e em 1996 o Governo português cedeu para que no mesmo fossem desenvolvidas actividades culturais e de apoio ao património.
    Assim a 17 de Junho de 1996 foi elaborado um contrato com um particular para esse efeito, durante 10 anos e com ajudas da União Europeia o referido empresário recebeu verbas comunitárias. Óbvio que o referido monumento era classificado e cujo parecer foi um parecer fantasma ou seja nunca existiu
    Ainda sobre o mesmo ilhéu 3 dias depois de ter terminado a respectiva concessão de 17 Junho 1997, ou seja a 20 de Junho de 2007 o madeirense mais esperto da Madeira conseguiu as chaves do referido forte não se soube como e com apoios e a conivência da União Europeia e lógico de todos os portugueses mandou realizar umas obras que estão à vista.
    Como refere o Elucidário madeirense o Forte São José foi destruído para com as referidas pedras construir o Forte Nossa Senhora da Conceição que os portugueses passaram a chamar de molhe mas não se sabe de que é esse molhe. E pretendiam os donos do mundo agora depois de satisfeitos impedir o normal funcionamento do forte que venderam.
    Para espanto de muitos tiveram a ousadia de colocar fotos antigas do referido forte sem a monstruosidade actual do molhe de alguma coisa nas publicações oficiais da referida cidade. E no livro apresentado no que deveria ter havido o maior respeito pela cidade e pelos seus habitantes no Palácio São Lourenço.
    Um outro ilhéu que quase passava despercebido é o ilhéu do Amor em frente ao hotel Savoy, não fosse as gravuras antigas onde se pode observar esse ilhéu.
    Hoje com a conivência das autoridades portuguesas é pertença publica de um dos mais espertos madeirenses e bem sucedido e até colocou lá um farol, quando a respectiva ilha à luz do Direito Internacional Publico é de todos os portugueses pois está a mais de 70 metros da costa portuguesa
    Poderia-se falar de mais fortes portugueses e da história dos 500 anos mas seria longa apenas lembremo-nos de outros dois com o mesmo nome e com actividades no mês de Agosto
    O dia 1 de Agosto de 1960 foi o mês que o forte de São João Baptista de Ajudá foi ocupado no Benin e que Salazar mandou os soldados portugueses pegarem lume e fugir para Portugal, e que depois a Assembleia da Republica em 1986 através de um antigo Secretario dos Negócios Estrangeiros (um sujeito chamado José Manuel Durão Barroso ainda vivo e que curiosamente a agenda de trabalhos no respectivo parlamento foi a de entregar á União Europeia o registo territorial para poder ser aceite na referida União) propôs que através da respectiva Assembleia se DESSE vem da palavra DAR este território que era português aos respectivos ocupantes (está nas actas da Assembleia da Republica, no ano de 1986 ) e o outro forte com o mesmo nome forte de São João Baptista, localizado na Vila de Porto Moniz que a Câmara Municipal local adquiriu por 85.000 contos em 1998 e que hoje tem a transformação que todos sabemos e que também foi subsidiada pela União Europeia e depois de concluído o aquário teve um “reforço” das autoridades portuguesas de 200 mil euros.
    Nos próximos 500 anos o povo vai contar mais histórias

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