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Quaresma: época de penitência para conversão

February 4, 2008 · No Comments

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“Para qualquer festa importante, a gente costuma se preparar. Quanto mais importante a festa, parece que mais tempo leva a preparação. E na preparação já se começa a viver a festa.” Assim deveria ser o tempo da quaresma, segundo o padre Luis Carlos Rosa.

Ele também é pároco da igreja Nossa Senhora de Lourdes, no Parque Nossa Senhora das Dores, e resumiu: “trata-se de um período de quarenta dias, que prepara os cristãos para a festa máxima da Igreja Católica, a Páscoa, quando Jesus Cristo morreu e ressuscitou prometendo vida eterna aos seus seguidores”.
A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas, que será celebrada amanhã (posterior ao Carnaval) e se estende até o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. Caracteriza-se por um período de jejum, penitência e reflexão.
Mas com as mudanças globais, essas características não perderam o sentido? Para o padre, houve uma inversão de valores, mas o significado da época nunca foi perdido. Abstinência de carne em toda sexta-feira, durante os 40 dias, missas em latim, oração que varava a madrugada, Vias-Sacras, nada de festas, bailes, música, barulhos – todas essas imposições rigorosas da Quaresma foram suavizadas no famoso Concílio Vaticano II, realizado nos anos 60, e que promoveu uma verdadeira reforma litúrgica. “Quem viveu na primeira metade do século 20, mais precisamente até os anos 60, ainda lembra dos rigores da penitência”. Os padres seguiam ao pé da letra trechos da Bíblia como a Epístola de São Paulo aos Romanos, que diz: “Participamos dos sofrimentos de Cristo para participarmos também da sua glória”.

Segundo ele, “há uns tempos a Quaresma tinha um estilo de fazer penitência, mas hoje, com o mundo moderno e urbanizado, as formas de penitência também se modificam. Quando existem pobres e pessoas que passam fome, como você vai dizer para as pessoas fazerem jejum?”. Rosa, então, expôs algumas alternativas. “Deixar de acessar a internet por motivos banais. Esquecer o I-Pod ou outros eletrônicos, que já fazem parte da vida das pessoas. São novos desafios nesse tempo”. De acordo com ele, o sentido da penitência é abster-se de algo e praticar a caridade. “A Igreja não impõe, mas sugere e mostra o caminho da conversão, que leva ao Reino dos céus”.

Por isso, Quaresma é também tempo de revisão de vida, de penitência, de reconhecer com humildade e confiança onde estão as deficiências e buscar o perdão e a força de Deus. “Isso se faz com esperança, que vem da fé no amor de Deus Pai, que nos enviou seu Filho Jesus e na força do Espírito Santo, que sempre nos chama, nos ama, nos ajuda, perdoa e faz crescer”. A introdução da Campanha da Fraternidade nesse período, é um propósito aos cristãos.

QUEBRA DE PENITÊNCIA

Há quem, por algum motivo ou simplesmente por desistência, “quebra a penitência” durante a quaresma. Questionado sobre algum tipo de punição divina, o religioso explicou que o sentimento de culpa da pessoa, basta. Segundo ele, Deus não castiga, mas os que conseguem manter o que prometeu, está mais próximo da graça.

Mais do que um período de penitência, explica o padre, a Quaresma deve ser usada para um contato maior com a própria fé e com o legado deixado por Cristo. “Quaresma é tempo em que a gente se dedica com mais atenção à escuta da Palavra de Deus e à oração, um tempo em que a gente procura se educar com mais afinco para realizar melhor nossa missão de cristãos”

Assim, conforme o padre, o jejum na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa deveria ser mais simbólico, “no sentido de renunciar às coisas supérfluas, como bebidas alcoólicas, fumo, e guloseimas, no caso das crianças”. (RR)

O significado das cinzas

A missa de Quarta-feira de Cinzas inclui uma cerimônia de imposição das cinzas. “Trata-se de uma homenagem à passagem em que o profeta Jonas foi à cidade de Ninive e disse que em 40 dias ela seria destruída se não fizessem penitência. Então o povo se vestiu com trapos e cobriu a cabeça com cinzas. “Mas também é um apelo, uma lembrança que nós somos pó, depois da morte não sobra nada do nosso corpo, das nossas vaidades, e é necessária esta conversão”, explicou o padre Luis Carlos Rosa.

in Gazeta de Limeira, Foto F. Ribeiro.

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Gentes de Cuba desvendam enigma

January 9, 2008 · No Comments

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Na vila alentejana de Cuba todos acreditam na teoria de que o navegador Salvador Fernandes Zarco, mais conhecido por Cristóvão Colombo ou Colon, nasceu na terra do distrito de Beja.

“Todas as investigações apontam para Cuba. O filme ‘Cristóvão Colombo – O Enigma’ é mais um documento sobre as verdadeiras origens do navegador e que vem dar força a esta tese que tanto queremos ver desvendada”, referiu o presidente do Núcleo de Amigos de Cuba, Carlos Calado, no final da antestreia da longa-metragem do mais velho realizador do Mundo em actividade, Manoel de Oliveira, cuja estreia nacional está agendada para a próxima quinta-feira.

Sábado à noite, o auditório do Centro Cultural da vila estava esgotado. Todos aguardavam a chegada do actor Ricardo Trêpa e do produtor François d’Artemare. Todavia, um imprevisto impediu-os de comparecer a esta segunda antestreia. A primeira, recorde-se, decorreu a 12 de Dezembro na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, dia a seguir ao cineasta ter completado 99 anos.

“Gostei do filme e de ver imagens da vila de Cuba. Também acredito que Cristóvão Colombo nasceu aqui. Este filme deixa muitas pessoas a pensar”, referiu Maria Teresa Vargas. Já na opinião de outro dos convidados, José Barroso, “o enigma mantém-se, mas o filme desperta a curiosidade das pessoas. Agora também têm de vir a Cuba para ver o Cristóvão Colombo”.

Devido à enorme expectativa gerada pela projecção do filme junto da população, a autarquia programou para ontem uma nova sessão. Para os munícipes foram disponibilizados 230 bilhetes gratuitos, a lotação máxima do auditório.

Rodada em Cuba, Porto Santo e nos Estados Unidos, a película baseia-se no livro ‘Cristóvão Colon (Colombo) era Português’, publicado em 2006 pelo médico e historiador luso-americano Manuel Luciano da Silva e pela mulher, Sílvia Jorge da Silva. Na longa-metragem contracenam, pela primeira vez no grande ecrã, Manoel de Oliveira e a mulher, Isabel, que se juntam a Ricardo Trêpa e Leonor Baldaque.

“TESTE ADN DESFAZIA AS DÚVIDAS”

O presidente da Câmara Municipal de Cuba, Francisco Orelha, tem apoiado a divulgação dos factos históricos que comprovam a nacionalidade portuguesa do descobridor da América. “Temos remado contra a maré, sem apoios, porque acreditamos que Cristóvão Colon é português, de Cuba. É estranho que um genovês deixasse nas Caraíbas 40 topónimos com referências ao Alentejo como Mourão, Guadiana ou a ilha de Cuba. Só os testes de ADN podem desfazer as dúvidas sobre a origem”, referiu o autarca enquanto mostrava o livro ‘Cristóvão Colon (Colombo) era Português’.

Carlos Calado, outro dos apoiantes da teoria, considera que o enigma poderá ser um dia desvendado. “O investigador espanhol José António Lorente comparou o ADN das ossadas do navegador com outros 467 indivíduos com apelidos Colon, Colombo e Coulon, mas todos deram resultados negativos. Aguardamos os resultados das comparações com o ADN dos descendentes portugueses”, referiu. Entretanto, em Maio, a vila vai acolher um ciclo de conferências para debater as origens do navegador.

A organização do Núcleo de Amigos de Cuba contará com a presença de vários especialistas, entre os quais Manuel Luciano da Silva.

Por Alexandre M. Silva, Correio da Manhã

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Tomar - cidade de mistérios

December 3, 2007 · No Comments

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Recentemente fizemos uma primeira incursão pelas terras deste rio Nabão que, preguiçosamente, vai atravessando Tomar como se não estivesse apressado em dirigir-se a caminho do Sul, onde mais tarde ou mais cedo as suas águas mergulham nas do Zêzere, a caminho do Tejo, mais abaixo em Constância. E quedámo-nos pelo castelo e pelo Convento de Cristo, eterna sentinela vigilante da Estremadura, rapidamente nos apercebendo que visitar no mesmo dia a cidade seria apressada visita clínica, deitando porta fora muito do que há para descobrir.

Descubramos, pois, a cidade partindo da estátua do Infante D. Henrique, mestre que foi da Ordem de Cristo. Por detrás da figura tutelar da cidade estende-se a extensa Mata dos Sete Montes, ocupando grande parte da antiga cerca do Convento, que bem merece ser calcorreada, mesmo que não esteja nas intenções do visitante chegar às muralhas castelejas.

Observemos o edifício do Turismo, na esquina da rua em frente do Infante e vejamos, se o dia estiver claro, as horas no seu relógio de sol. Junto da Misericórdia cortemos à esquerda e embrenhemo-nos pelo dédalo das pequenas ruas estreitas. Na rua da Judiaria (antiga rua Nova), a Sinagoga do século XV, atravessados que estão cinco séculos de intolerância e perseguições em que foi profanada servindo de cadeia e de palheiro entre outros fins, abre-se ao público com toda a sua dignidade. Aqui poderá o visitante não avisado espantar-se com o processo de amplificação acústica utilizado, baseado na colocação de cântaros dentro das paredes com os bocais para a sala do templo. Hoje funciona aí um pequeno Museu Hebraico e recebe milhares de visitantes anuais, sendo a mais antiga Sinagoga de Portugal.

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A cidade antiga
Voltamos ao nosso caminho e rapidamente chegamos à Praça da República. Junto da estátua do fundador, o mestre templário Gualdim Pais, deixemos o olhar cobrir toda a praça, sempre com a presença protectora das muralhas encimando o morro traseiro dos Paços Municipais, construídos onde estiveram os de D. Manuel. Do lado Sul, assenta o palacete de D. Maria Silveira, do século XVIII, onde avultam elegantes janelas e mansardas. Esta é a praça por excelência onde, no pino do Verão, a grandiosa Festa dos Tabuleiros, em honra do Espírito Santo, traz aos participantes a lembrança longínqua de tempos já perdidos em que estas terras pertenciam aos monges guerreiros.

S. João Baptista, velha igreja manuelina do século XV, espera uma visita depois de apreciarmos a sua torre sineira encimada pela esfera armilar. A delicadeza da decoração manuelina irrompe pelo belo portal dentro e suspende-se na mais bela peça da igreja, o púlpito rendilhado lembrando um pouco o plateresco espanhol. Na capela-mor, com azulejos seiscentistas, é digna de se ver uma escultura representando o patrono da igreja.

Hora é de sair e observar na rua que liga a praça ao rio (antiga rua Direita), a janela renascentista da Casa Manuel Guimarães, voltando de seguida à praça para calcorrear em passo lento e olhar atento a rua Serpa Pinto, que já foi da Corredoura. Rua de compras, o trânsito vedado, é das mais belas ruas de Tomar. Uma bica no Café Paraíso é inevitável, onde parece que o tempo pára, não devendo o visitante deixar de apreciar a bela máquina antiga de café, num canto do balcão, fulgurante no brilho dos seus cromados. A rua é comprida e as lojas, modernas e tradicionais de todos os ramos, estendem-se dos dois lados da rua.

Chegados ao fim entremos na Ponte Velha sem deixar de observar a nora mourisca que recorda aos passantes que esta terra foi cruzamento importante de vários povos e civilizações. Antes de seguirmos para a margem Este do Nabão, não passam despercebidos os velhos Lagares d’el Rei, antigo complexo industrial onde funcionaram as empresas Mendes Godinho.

Nesta margem a pequena capela de Santa Iria, que Tomar assume como sua conterrânea, assinala o local onde a bela jovem teria sido martirizada. Seguindo pela parte esquerda do rio, um pouco mais distante, surge uma igreja fundamental na história de Tomar, da invocação de Santa Maria do Olival, cuja imagem assume lugar destacado no altar. Terá sido fundada por Gualdim Pais, no século XIII, tem características góticas primárias onde ainda se distinguem algumas reminiscências românicas. Esta igreja, classificada como monumento nacional, serviu de panteão dos templários.

Voltemos ao centro da cidade e, agora que o dia se aproxima do fim, observemos as águas que passam lembrando que os povos que ali viveram e sonharam, vieram de muitas e variadas paragens. Os romanos de Sellium, os visigodos, os mouros, os templários, os cristãos, os judeus e tantos mais. Cidade misteriosa, pensamos, enquanto esticamos os dedos gulosos, para um “Beija-me Depressa”, bolinho fascinante que tão bem acompanha uma retemperadora chávena de chá.

Por Orlando Cardoso
Jornal de Leiria
orlccardoso@clix.pt

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Bento XVI abre a ‘casa’ para receber islâmicos

November 29, 2007 · No Comments

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Venham ao Vaticano dialogar com Bento XVI. Este foi o apelo lançado pelo Papa, por interposta pessoa, o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, a altos dignitários muçulmanos que pugnam pelo entendimento entre islâmicos e cristãos. Um “grupo restrito”, este, composto por 138 sunitas e xiitas.

O Sumo Pontífice fê-lo depois de receber uma carta, juntamente com os representantes de outras confissões cristãs, a propor o diálogo entre as duas religiões. Uma proposta que teve bom acolhimento da Santa Sé, como se vê. A missiva do poliglota Papa foi redigida por Bertone em inglês, tendo como destinatário o príncipe da Jordânia Ghazi bin Muham- mad bin Talal, presidente do Instituto Real Aal al-Bayt para o Pensamento Islâmico.

O documento tem raízes. Foi escrito a 19 de Novembro (mas só divulgada ontem), um dia depois de o jornal americano New York Times ter publicado, em anúncio de página inteira, um texto de 300 teólogos cristãos e líderes de igrejas intitulado “A Christian Response to A Common Word Between you and me” , que, em Outubro, tinha sido divulgada pelos 138 clérigos muçulmanos.

Nesta “Resposta Cristã”, os signatários fazem uma espécie de catarse: deitam-se no sofá da História e pedem perdão aos muçulmanos. Um me culpa colectivo. Recordam vários episódios concretos, como as Cruzadas e eventuais excessos cometidos na luta contra o terrorismo (”war on terror”). Admitem que muitos cristãos foram culpados de pecados contra os vizinhos muçulmanos e, por isso, escrevem: “Pedimos perdão ao Todo-Poderoso (Alá) e às comunidades muçulmanas em todo o mundo.”

Tanta humildade não é pacífica. Uma das críticas mais bem feitas sobre este assunto foi escrita por Bruce S. Thornton, professor na Universidade Estadual da Califórnia, em artigo publicado na revista City. Chama-se “Epístola aos Muçulmanos”. “Não esqueçamos a longa ocupação islâmica, durante sete séculos, de Espanha, os séculos de raides no sul de Itália e de França, o quase saque de Roma em 846, a ocupação da Sicília e da Grécia, os quatro séculos de ocupação dos Balcãs, a destruição de Constantinopla, os dois cercos a Viena, o rapto de jovens cristãos para servirem como janíçaros dos séculos XIV a XIX, as contínuas incursões no litoral mediterrânico, de 1500 a 1800, à procura de escravos, além dos actuais ataques terroristas dos jihadistas contra o Ocidente.”

in DN.pt

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Histórias de gente com alma e lugares de verdade

November 22, 2007 · No Comments

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“Hoje a verdade é um cartucho vazio”. A afirmação é do historiador e jurista José Hermano Saraiva, que esteve esta semana em Pombal a gravar uma edição para o programa “A Alma e a Gente”, exibido na RTP2. Louriçal, Pombal e Abiul foram os lugares onde o famoso professor esteve para mostrar que “a história de Pombal pode-se apresentar como símbolo da própria formação de Portugal”. Um programa a ser exibido no próximo dia 29, pelas 21h30.

O [jornal] ECO acompanhou um pouco das filmagens e trocou impressões com José Hermano Saraiva no mesmo cenário onde, quatro anos e meio antes, tinha sido feita uma entrevista: no Castelo de Pombal. “Actualmente vive-se de faz de conta. Hoje a verdade é um cartucho vazio”, desabafou o professor, após ter feito uma explicação sobre a edificação, abordando as agitações entre os templários do Castelo de Pombal e a população do Cardal que terminaram “quando o Conde de Castelo Melhor levou a imagem de Nossa Senhora de Jerusalém lá para baixo”. Ainda a propósito da fortaleza, José Hermano Saraiva referiu que “eu daria vida ao Castelo chamando os templários (1). Esse é o castelo mais turístico de Portugal”.

Acompanhar as filmagens de José Hermano Saraiva, de 87 anos, é mais surpreendente do que os próprios enredos da História de Portugal que o professor vai desvendando. Isto porque, em cada cenário, a gravação é feita apenas uma vez, sem blocos de anotações ou paragens. “Faço o programa sem papéis ou qualquer outra indicação. Só digo o que manda o meu coração e as pessoas compreendem essa espontaneidade e aceitam”, acredita José Hermano Saraiva. E como explica ainda o sucesso de seus programas junto a um público tão diversificado? “É uma razão simples. É o poder da verdade. Agarra, convence e aceita-se”, destaca, acrescentando que “hoje o mundo está travesti, cheio de disfarces”.

O realizador d’“A Alma e a Gente”, José António Crespo, acompanha o professor nos programas de televisão há vários anos. “Estou com ele há 14 anos. Costumo dizer que estamos no quarto mandato”. Segundo o realizador, “é muito fácil trabalhar com o professor. Apesar de não podermos esquecer que faz muitas palestras para a elite, é um académico e, não sendo difícil, é essencial conhecê-lo para perceber a sua ironia”.

Já em pleno Largo do Cardal, quando explicava pormenores sobre a Igreja, José Hermano Saraiva atraía os olhares de todos os que passavam, a pé ou de carro. “É ele?” era a pergunta que mais se ouvia. De acordo com o historiador, “quatro anos depois encontro Pombal mais desenvolvido, a população cresceu imenso, além do comércio e trânsito. Pena porque não mostrei as coisas novas de Pombal. Há muito o que ver. Este é um dos lugares de Portugal em que os anos foram positivos”.

Por Adriana Afonso
www.oeco.pt

 (1) Estamos completamente de acordo!

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Manuscritos e desenhos de Da Vinci em arquivo digital

November 20, 2007 · No Comments

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Os manuscritos e desenhos originais de Leonardo da Vinci podem ser consultados, pela primeira vez, através de um arquivo digital, o E-Leo, desenvolvido pela Biblioteca Leonardiana e que foi apresentado este ano.

O arquivo ajudar a compreender e a decifrar as complicadas notas de Leonardo da Vinci e pequenos desenhos graças a um avançado programa informático, informou em comunicado a Biblioteca Leonardiana, da localidade italiana de Vinci.

Mais de 6.000 páginas de manuscritos e desenhos de Leonardo da Vinci, que viveu entre 1452 e 1519, podem ser consultados gratuitamente, graças a uma iniciativa desenvolvida pela Biblioteca e que conta com financiamento da União Europeia.

A Biblioteca Leonardiana, inaugurada oficialmente em 1928 e que alberga a ampla obra de Leonardo da Vinci desde 1651, decidiu criar o E-Leo para que seja possível ler, estudar e compreender Leonardo da Vinci, pode ler-se na nota.

O E-Leo oferece a possibilidade de consultar em profundidade os manuscritos, cujas páginas estão reproduzidas em alta definição e os desenhos, além de oferecer um índice semântico e um glossário completo para decifrar a linguagem científica e técnica do Renascimento utilizada por da Vinci.

O glossário será ainda aperfeiçoado de forma a oferecer a terminologia própria da mecânica teórica, as matemáticas, a anatomia, sistema óptico e arquitectura.

O projecto E-Leo pretende ir mais além da vasta obra de Leonardo da Vinci e o objectivo final é realizar um arquivo digital de manuscritos da História da Ciência e da Técnica do período medieval e do Renascimento. Para atingir esse objectivo a Biblioteca está já em contacto com centros de estudo franceses e alemães.

O arquivo E-Leo pode ser consultado através do endereço www.leonardodigitale.com.

Diário Digital / Lusa

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Most Popular Posts

November 5, 2007 · No Comments

Dear readers,

The Templar Globe is growing even more. In the 31 days of October we’ve had more readers than in the first year of publication altogether! That is a big push. And all thanks to our devoted readers, the members of the Order and other sites that have consistently linked to our articles. We also have to thank our writers. Although we try to feature the best that is published daily around the world from all sources about the Order today and the historical Templar Order, many of the articles submitted have been written for the Templar Globe and / or have been specially cleared by their authors for publication on the Globe. To all, our gratitude.

Just in the last 48 hours we have had visitors from Argentina, Australia, Austria, Belgium, Brazil, Brunei, Bulgaria, Canada, Chile, Colombia, Croatia, Czech Republic, Denmark, Egypt, El Salvador, Estonia, Finland, France, Germany, Guatemala, Holland, Honduras, Hungary, India, Iraq, Israel, Italy, Japan, Lithuania, Luxembourg, Malta, Malaysia, Mexico, Morocco, New Zealand, Pakistan, Panama, Paraguay, Peru, Philippines, Poland, Portugal, Romania, Russia, Serbia, Slovakia, Slovenia, South Africa, South Korea, Spain, Sweden, Switzerland, Tanzania, Thailand, United Arab Emirates, UK, United States (coast to coast and Hawaii), Uruguay and Venezuela!

Now, once again we publish the table of the most read posts during the past month. Be sure to check the ones you haven’t read yet and explore even further the resources we have now in our Blog. In the table you’ll find the present position of a post and the position it occupied last month in brackets. Hope you enjoy. Keep clicking!

TOP MOST POPULAR POSTS - October 2007

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English

1. (-) At home with the Knights Templar - Yorks

2. (-) Medieval Shields and Crests - Heraldry a

3. (-) An old tradition’s new meaning

4. (3) Knights in white sashes

5. (-) Devil’s Bible unique as only few ever

6. (-) Vatican to publish documents on suppress

7. (6) Templar Chronicles II - Alcobaça 1

8. (-) The Templar Castle of Almourol (Video)

9. (2) Tomar - Last redoubt of the Knights Temp

10. (-) Templar Chronicles III - Alcobaça 2

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Español (Castellano)

1. (1) Hasta los nazis buscaron el Santo Grial

2. (2) Notre Dame y los alquimistas - Cuatro claves para recorrer Paris

3. (3) El Arca de la Alianza

4. (7) Ponferrada, ciudad de los Templarios

5. (6) El Templario en la Actualidad

6. (9) El rastro de los templarios

7. (4) Midi-Pyrénées, trazas y trazos

8. (-) Templarios, teutónicos y demás órdene

9. (5) Sintra - Jugando con el tiempo

10. (10) Los Templarios en Tierra Santa

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Français

1. (1) Des croisades au roi de fer

2. (2) Sur le chemin des Templiers

3. (-) 19 Mars - Le Bûcher

4. (-) Les croisades

5. (3) La Loire de relais en châteaux

6. (5) La croisade, premier choc des civilisations

7. (-) Templiers - Trésor et trésors

8. ( 8) Le point de vue des Arabes

9. (4) Un ordre bâtisseur qui créa le compagn

10. (9) La chute du Temple!

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Português

1. (1) 1312: Dissolução da Ordem dos Templários

2. (2) Edição portuguesa divulga documento secreto

3. (9) Charola de Tomar vai ser recuperada

4. (6) EUA: Alunos luso-americanos descobrem presença Portuguesa

5. (3) Trancoso - Terra de Templários, Terra de Profecias

6. (4) A Paixão de Cristo em Malta

7. (5) Pisar a Estrela Que Dá Acesso ao Céu

8. ( 8) Malta guarda sepultura lendária

9. (7) Sarcófagos encontrados em Jerusalém podem conter tumba de Jesus

10. (-) Arte a Apodrecer à Espera de Luz

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Wallpapers

1. Wallpaper - Eilean Donan Castle, Scotland

2. Wallpaper - Alcazar of Toledo

3. Wallpaper - Saint Chappelle Paris

4. Wallpaper - In Hoc Signo Vinces

5. Wallpaper - London Temple

6. Wallpaper - Templar Galaxy

7. Wallpaper - Santa Luzia, Viana do Castelo

8. Wallpaper - Uspensky Cathedral; Helsinki

9. Wallpaper - Mont Saint-Michel

10. Wallpaper - Angel in the City of Vatican

Categories: Wallpaper · em Português · en Castellano · en Français · in English

50,000 hits!

September 21, 2007 · No Comments

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Hey, we just hit the 50,000 hits mark!

We have to thank our readers for this huge success. The Templar Globe has been experiencing an amazing increase in the number of daily visitors in the last few months. Our statistics show that we have been almost doubling traffic month on month and that the major part is returning readers. While it took 8 months to reach the 10,000 visits benchmark, it took only another 6 to multiply the visits five times over. It’s an amazing growth and a great incentive to keep bringing you news from the Order and other Templar related issues.

Please, help us commemorate the occasion by inviting one friend to visit us. If everyone does it, we shall double these numbers quickly. And do tell us what kind of posts you would like to read in the future from our writers. We will do whatever we can to indulge you. After all, you were the one who took us this far!

Thank you!
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Hey, acabamos de llegar a las 50,000 visitas!

Debemos dar las gracias a nuestros lectores por este éxito tremendo. El Templar Globe ha experimentado un grande aumento de visitas diarias en los últimos meses. Nuestras estadísticas muestran que hemos casi doblado de mes a mes y que la mayor parte es de lectores que vuelven. Mientras tardó 8 meses a llegar a las 10,000 visitas, solo han tardado otros 6 meses a multiplicar las visitas por cinco. Es un crecimiento increíble y un gran incentivo para seguir trayendo noticias de la Orden y otros temas Templários.

Por favor, ayude-nos a conmemorar la ocasión invitando un amigo a visitarnos. Se todos lo hicieren, doblaremos estos números rápidamente. Y no se olvide de comentar-nos que tipo de posts le gustaría ver aquí. Haremos el posible para complacerlos. Al final, vosotros han sido os que nos han hecho llegar aquí!

Gracias!
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Hey, acabámos de chegar aos 50,000 hits!

Devemos agradecer aos nossos leitores por este êxito inesperado. O Templar Globe tem experimentado um aumento incrível no número de visitantes diários nos últimos meses. As nossas estatísticas mostram que quase dobrámos o tráfego de mês para mês e que a maior parte é de leitores que regressam. Enquanto passaram 8 meses até que tivessemos 10,000 visitantes, em apenas mais 6 multiplicámos as visitas por cinco. É um crescimento incrível e um enorme incentivo para continuar a trazer-vos notícias da Ordem e outros assuntos de interesse para os Templários.

Por favor, ajudem-nos a comemorar a ocasião convidando um amigo a visitar as nossas páginas. Se cada um o fizer, dobraremos estes números rapidamente. E não se esqueçam de nos dizer que tipo de posts gostariam de ler no futuro. Faremos os possíveis para estar à altura. Afinal, foram vocês que nos trouxeram até aqui!

Muito obrigado!

Categories: Events · News · em Português · en Castellano · in English

Most Popular Posts - August

September 3, 2007 · No Comments

Dear readers,

We have had more visiors in August than June and July put together! Thanks! It shows the great interest from members of the Order and readers at large.

Just in the last 48 hours we have had visitors from Argentina, Australia, Belgium, Brazil, Brunei, Bulgaria, Canada, Chile, Colombia, Croatia, Czech Republic, Dominican Republic, Egypt, Estonia, Finland, France, Germany, Guatemala, Holland, Honduras, Hungary, India, Indonesia, Israel, Italy, Japan, Malta, Malaysia, Mexico, Morocco, New Zealand, Panama, Paraguay, Peru, Phillipines, Poland, Portugal, Puerto Rico, Romania, Russia, Slovenia, South Africa, Spain, Sri Lanka, Sweden, Switzerland, Tanzania, Thailand, Turkey, United Arab Emirates, UK, United States (coast to coast), Uruguay and Venezuela!

Now, once again we publish the table of the most read posts during August. Be sure to check the ones you haven’t read yet and explore even further the resources we have now in our Blog. In the table you’ll find the present position of a post and the position it occupied last month in brackets. Hope you enjoy. Keep clicking!

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 TOP MOST POPULAR POSTS - July 2007

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English

1. (7) A Portrait of Faith

2. (-) Tomar - Last redoubt of the Knights Templar

3. (-) Knights in white sashes

4. (10) Ark of the Covenant

5. (-) Turks expel Cyprus abbot from historical monastery

6. (4) Templar Chronicles II - Alcobaça 1

7. (2) World Watch V - Cult of Combat

8. (-) FINDING MY RELIGION I - Tau Malachi

9. (-) Gloucestershire’s Ley Lines

10. (-) New Da Vinci theory

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Español (Castellano)

1. (1) Hasta los nazis buscaron el Santo Grial

2. (2) Notre Dame y los alquimistas - Cuatro claves para recorrer Paris

3. (3) El Arca de la Alianza

4. (4) Midi-Pyrénées, trazas y trazos

5. (9) Sintra - Jugando con el tiempo

6. (5) El Templario en la Actualidad

7. ( 8) Ponferrada, ciudad de los Templarios

8. (10) Templarios en el camino

9. (6) El rastro de los templarios

10. (-) Los Templarios en Tierra Santa

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_______________________ 

Français

1. (2) Des croisades au roi de fer

2. (1) Sur le chemin des Templiers

3. (4) La Loire de relais en châteaux

4. (3) Un ordre bâtisseur qui créa le compagn

5. (5) La croisade, premier choc des civilisations

6. (-) Le son des Templiers

7. (7) L’ordre du Temple, histoire et mythes

8. (6) Le point de vue des Arabes

9. (9) La chute du Temple

10. ( 8) Attention vendredi 13 !

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Português

1. (2) 1312: Dissolução da Ordem dos Templários

2. (1) Edição portuguesa divulga documento secreto

3. (10) Trancoso - Terra de Templários, Terra de Profecias

4. (5) A Paixão de Cristo em Malta

5. (-) Pisar a Estrela Que Dá Acesso ao Céu

6. ( 8) EUA: Alunos luso-americanos descobrem presença Portuguesa

7. (7) Sarcófagos encontrados em Jerusalém podem conter tumba de Jesus

8. (6) Malta guarda sepultura lendária

9. (4) Charola de Tomar vai ser recuperada

10. (-) Esqueletos Templários Enterrados no Jardim

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10 Other Posts You Should Read (no particular order)

1. The Templar Castle of Almourol (Video) [Portuguese/English Subtitles]

2.Finding My Religion IV - Dustin Erwin on how and why he became a member of the Freemasons [English]

3. Stairways to heaven - Templars in Portugal [English]

4. Pisar a Estrela Que Dá Acesso ao Céu [Português]

5. A Minnesota Mystery: The Kensington Runestone[English]

6. Letters remain the holy grail to code-breakers [English]

7. Priory of England and Wales - Annual General Assembly in Llandudno, June 2007 [English]

8. Papal Diplomacy - God’s Ambassadors[English]

9. Rennessence Internet Radio Station Launched [English]

10. My Bedroom Window Over Jerusalem V - What I Fear About My Belief [English]

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The Templar Castle of Almourol

August 28, 2007 · 2 Comments

Great video by Hugo Almeida you can find on YouTube. Hugo sent as an email with a link to this 4min clip about the Templar castle of Almourol, in  a small island in the middle of the Tagus river, just a few miles from Tomar and we think this is something you should look at. The voice over is in Portuguese, but there are subtitles in English.

Thanks Hugo!

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Igreja Ortodoxa acusa forças turcas de agressão contra fiéis

August 14, 2007 · No Comments

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O arcebispo da Igreja Ortodoxa no Chipre, Chrysostomos 2º, afirmou nesta segunda-feira que “a liberdade dos cristãos está mais uma vez ameaçada” no país. Ele divulgou um comunicado afirmando que a celebração de uma missa no monastério de São Barnabás de Famagusta, no território ocupado pelo exército turco, foi impedida com uso de violência.

O terço norte da ilha de Chipre e a parte norte da capital encontram-se sob ocupação militar turca. A administração militar proclamou uma república turco-cipriota, reconhecida apenas pela Turquia. O episódio anunciado hoje é o mais recente das tensas relações na região do Chipre ocupada pelos militares turcos desde 1974.

“Quando o arquimandrita –superior de mosteiro na Igreja Ortodoxa– monsenhor Gabriele se dirigiu para o monastério, transformado pelos turcos em um museu e até o momento acessível aos cristãos por meio do pagamento de um ingresso, um grupo de membros da polícia turco-cipriota –uma milícia– interveio ordenando a suspensão das atividades”, informou a nota divulgada hoje pela embaixada do Chipre junto à Santa Sé.

“Enquanto o religioso se obstinava em terminar a missa, [os policiais] cobriram a voz do celebrante com insultos e ofensas contra a fé cristã. Todos os presentes foram fichados”, afirma a nota.

Apelo

Recentemente o arcebispo Chrysostomos 2º, preocupado pela liberdade dos cristãos em Chipre, mandou um apelo ao primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, à chanceler alemã, Angela Merkel, e ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, para que lhe fosse consentida a restauração das 500 igrejas destruídas que se encontram nos territórios ocupados pelos turcos.

O incidente, segundo a igreja ortodoxa, “condiz com as últimas declarações do chefe de Estado Maior das forças armadas turcas, o general Yasar Buyukanit, o qual no último dia 30 de julho em Ancara [capital da Turquia], em ocasião da celebração da invasão do Chipre, declarou que o Exército turco não abandonará nunca as terras conquistadas com as armas”.

da Ansa, na Cidade do Vaticano
em Folha Online

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Esqueletos Templários Enterrados no Jardim

August 8, 2007 · No Comments

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 A câmara de Santarém realizou uma prospecção arqueológica preventiva para requalificar o jardim da República, recolhendo dez esqueletos de época medieval e uma estela funerária, segundo o arqueólogo da autarquia, escreve a Lusa.

António Matias disse à Agência Lusa que a obra de requalificação do jardim contíguo ao convento de S. Francisco «será acompanhada por arqueólogos» e «avançará sem qualquer problema», acrescentando que os achados remetem para um período entre os séculos XII e XIV.

O arqueólogo afirmou à Lusa que na prospecção, que terminou na segunda-feira, foi encontrada «uma sucessão de três planos de enterramento, depois dos dois primeiros, foram recolhidos mais oito indivíduos» em dois metros quadrados de terreno, explicando que «o mesmo espaço funerário foi sendo utilizado ao longo do tempo».

«Utilizavam a mesma fossa para sepultar mais indivíduos», afirmou António Matias, acrescentando que serão feitas «análises para saber se havia aproveitamento familiar, ou não».

Segundo o arqueólogo, a estela funerária «não tem indicação de idade, mas é da época medieval, apresentando numa face a cruz dos templários e na outra uma estrela de oito pontas», que «identificava uma sepultura de uma criança com idade entre os dois e quatro anos».

O vice-presidente do município disse à Lusa que a «prospecção preventiva já foi dada como concluída» e serviu para «preparar a intervenção» no espaço contíguo, salientando que os achados «não vão condicionar a intervenção» que tem início previsto para Novembro.

Segundo o arqueólogo António Matias, os esqueletos e a estela funerária estão armazenados na reserva do Museu Municipal a aguardar tratamento, lavagem e marcação.

in Portugal Diário

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Most Popular Posts - July

August 1, 2007 · No Comments

Dear readers,

Once again we publish the table of the most read posts during July. Be sure to check the ones you haven’t read yet and explore even further the resources we have now in our Blog. In the table you’ll find the present position of a post and the position it occupied last month in brackets. Hope you enjoy. Keep clicking!

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 TOP MOST POPULAR POSTS - July 2007

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English

1. (-) Jerusalem, Holy City of Islam

2. (-) World Watch V - Cult of Combat

3. (-) A London Walking Tour That’s Strictly Legal

4. (1) Templar Chronicles II - Alcobaça 1

5. (-) An old tradition’s new meaning

6. (-) My Bedroom Window Over Jerusalem V

7. (5) A Portrait of Faith

8. (-) Templar Church Among the 100 Most Threatened Monuments

9. (-) What is the Tridentine Mass?

10. (-) Ark of the Covenant

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Español (Castellano)

1. (7) Hasta los nazis buscaron el Santo Grial

2. ( 8) Notre Dame y los alquimistas - Cuatro claves para recorrer Paris

3. (9) El Arca de la Alianza

4. (4) Midi-Pyrénées, trazas y trazos

5. (1) El Templario en la Actualidad

6. (2) El rastro de los templarios

7. (3) Los Templarios en Tierra Santa

8. (6) Ponferrada, ciudad de los Templarios

9. (-) Sintra - Jugando con el tiempo

10. (-) Templarios en el camino

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Français

1. (1) Sur le chemin des Templiers

2. (2) Des croisades au roi de fer

3. (4) Un ordre bâtisseur qui créa le compagn

4. (10) La Loire de relais en châteaux

5. (3) La croisade, premier choc des civilisations

6. (7) Le point de vue des Arabes

7. (-) L’ordre du Temple, histoire et mythes

8. ( 8) Attention vendredi 13 !

9. (9) La chute du Temple

10. (6) 19 Mars - Le Bûcher

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Português

1. (4) Edição portuguesa divulga documento secreto sobre Templários

2. (1) 1312: Dissolução da Ordem dos Templários

3. (-) Wallpaper - Mercury in Sintra

4. (2) Charola de Tomar vai ser recuperada

5. (6) A Paixão de Cristo em Malta

6. ( 8) Malta guarda sepultura lendária

7. (5) Sarcófagos encontrados em Jerusalém podem conter tumba de Jesus

8. (7) EUA: Alunos luso-americanos descobrem presença Portuguesa

9. (-) Arte a Apodrecer à Espera de Luz

10. (-) Trancoso - Terra de Templários, Terra de Profecias

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10 Other Posts You Should Read (no particular order)

1. The Bible in Ten Seconds [English]

2. Wallpaper - Uspensky Cathedral; Helsinki [English]

3. Retreats With Peace of Mind [English]

4. Pisar a Estrela Que Dá Acesso ao Céu [Português]

5. St. John the Baptist [English]

6. Peace Long Ago [English]

7. A historian along the camino [English]

8. My Bedroom Window Over Jerusalem III - A Pilgrimage to the Jordan [English]

9. The secret of the Holy Grail here in Royston [English]

10. Knights Templar [English]

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Trancoso - Terra de Templários, Terra de Profecias

July 19, 2007 · 3 Comments

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O povoamento em Trancoso terá começado no século XIX A.C.. A comprová-lo a existência de um primitivo castro pastoril, posteriormente defensivo, provavelmente situado no mesmo local onde mais tarde se havia de erguer o castelo. Em 301 A. C. chegam os invasores romanos, aproveitam e ampliam o castro, dada a sua posição estratégica, o que lhes permitiu uma permanência bastante demorada, até ao ano 409 da nossa era (século V A.C.).Existem 2 hipóteses sobre as origens de Trancoso:

- Túrdulos,

- Um enviado da Etiópia e do Egipto, de seu nome Tarracon.

Da segunda hipótese terá resultado o nome de Trancoso: Tarracon - Taroncon – Trancoso.

Outros falam que o nome de Trancoso terá resultado do vocábulo arcaico Troncoso, derivado do sítio onde existem muitos troncos ou florestas (Trancoso, nos seus primórdios, estava rodeada de densas florestas e ainda hoje é viveiro de árvores de grande porte).O nome só aparece documentado pela primeira vez no século X no testamento de D. Chamoa (ou D. Flâmula ou D. Chama), filha do conde D. Rodrigo, com doação do castelo e dos bens que aqui detinha, uma vez que estava na posse de toda a região a sul do Douro, herdada em 960.Antes dos romanos estiveram em Trancoso os cartagineses que permaneceram por 300 anos. Seguiram-se os romanos e nesta altura fizeram-se grandes obras.

Trancoso, no século XIII, começa a ter uma importância grande. Tornara-se um local de intensa actividade comercial, por força da periódica reunião de feirantes, de que iria resultar, ainda nesse século, por decisão de D. Afonso III, a criação da sua feira franca. Essa mesma importância, que, como referimos, lhe vinha desde o tempo de D. Afonso Henriques, para quem a sua conquista representava uma acção fundamental para a fixação do território até aí subtraído aos mouros, atribuindo o direito de foral à dita terra, com todos os privilégios e regalias. Deste documento ignora-se a data, mas é em 1217 que D. Afonso II, neto daquele monarca, também por carta régia, confirma tais privilégios e regalias.

Em 1270, D. Afonso III cede por 600 libras anuais os seus direitos sobre Trancoso, o que mostra, com evidência, o valor já assumido pela povoação.

É, porém, com a escolha de Trancoso para lugar do seu casamento com D. Isabel de Aragão, que D. Dinis confirmará a importância assumida por esta terra na era de Duzentos. Depois do famoso enlace das duas régias figuras, em 1282, que trouxe à região trancosana centenas de componentes das duas comitivas e que nela permaneceram por mais de sessenta dias, jamais a Vila de Trancoso deixou de crescer em prestígio e grandeza. É também o próprio rei, que a elegera para palco do seu real casamento, quem vai lançar as bases do grande povoado em que haveria de tornar-se, mercê dessas atenções e dos muitos mais privilégios concedidos por este e outros monarcas.

Contudo, são os séc. XVII, XVIII e XIX que nos permitem falar sobre uma transformação arquitectónica, sob os pontos de vista de construção e de arte, quer nos edifícios civis, quer nos religiosos. Aliás, basta percorrer a Vila, no espaço intramuros e observar a aplicação dos estilos maneirista e barroco em tantas das suas edificações. São disso exemplo, construções como as igrejas de Santa Maria e de S. Pedro e a Misericórdia, também. O solar dos Garcês, o conhecido palácio Ducal, antiga residência dos Viscondes de Trancoso e a Casa do Arcos, ao lado da igreja paroquial de S. Pedro. Curiosamente, a volumetria não se equaciona com o porte em altura, o que nos leva a concluir, definitivamente, que sempre houve um nivelamento que caracterizou a malha urbana que não o enriqueceu com sumptuosidade e esplendor de alguns outros Centros Históricos conhecidos, mas que lhe permite valorizar a unidade dos seu conjunto, apenas pontuado, portanto, aqui e além, por um edifício de maior dimensão, o que, em contrapartida, valoriza o antiquíssimo burgo trancosense.

O Castelo de Trancoso

Desde meados do séc. X que a região dos extremos ou estremadura estava pontilhada de castelos e penelas, como se pode comprovar pelo documento em que D. Flâmula doa os castelos e penelas ao mosteiro de Guimarães, entre eles os castelos de Trancoso, Moreira de Rei e Terrenho. O mais notável é o de Trancoso em que a Torre de Menagem é testemunho único no país, pela sua estrutura tronco-cónica de origem moçárabe, base da torre que constituía o castelo de D. Flâmula. O castelo tem cinco torres quadrangulares, a torre de menagem tem a porta em forma de arco de ferradura e as principais obras de fortificação foram levadas a cabo entre os séc. X e XIII, quando foi centro de duros combates. D. Afonso Henriques tomou-o em 1139 mas suportou diversos ataques muçulmanos até 1155. Está classificado como Monumento Nacional por Dec. Lei n.º 7586 de 08/07/21.

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As Muralhas

Em 1140 e 1160 reconstruíram-se as muralhas exteriores. Para manter os seus defensores, o rei atribuiu-lhe o foral por volta do ano 1173 e doou a terra à Ordem dos Templários, a qual pertenceu até à sua extinção, no princípio do séc. XIV. A fortificação contava com uma cerca de muralhas de 1 Km de circunferência, apoiada em 15 torres, sob as quais, ou a seu lado, se abriam 4 portas: as d’El-Rei, a de S.João, as do Prado e a do Carvalho; a estas juntavam-se 3 postigos: o Olhinho do Sol, o Boeirinho e a Porta da Traição. Sendo uma vila de fronteira nunca se descuraram as suas fortificações. D.Dinis ordenou diversas reformas no conjunto amuralhado e D. João I reforçou-o durante as guerras com Castela. Por volta de 1530, D. João II mandou acrescentar-lhe novas torres do lado norte. Estão classificadas como Monumento Nacional por Dec. Lei n.º 7586 de 08/07/21.

O Bandarra

De seu nome Gonçalo Anes, Bandarra por alcunha, terá nascido em Trancoso nos inícios do século XVI, ou mesmo em 1500.Da fama deste “Nostradamus” português possuímos uma gravura do século XVII publicada na 1.ª edição de 1603 das Trovas, levadas ao prelo por D. João de Castro. Conhece-se a assinatura do Profeta nos autos do Santo Ofício e por esta finada instituição de martírio, todos os passos do sapateiro e profeta entre 1538 e 1541.Bandarra faleceu em Trancoso, onde foi sepultado, estando o seu túmulo na Igreja de S. Pedro em Trancoso. Crítico de Costumes, poeta, profeta, Bandarra foi lido, temido e perseguido pela Inquisição.

Bandarra profetizou em termos bíblicos o Quinto Império, interpretado e comentado pelo Padre António Vieira e Fernando Pessoa.

O Padre António Vieira viria a escrever: “Bandarra foi verdadeiro profeta, pois profetizou e escreveu tantos anos antes tantas cousas, tão exactas, tão miúdas e tão particulares, que vemos todos cumpridas com os nossos olhos”.

Uma dessas profecias diz respeito ao próprio, judiciosa e relevante:

“Em dois sítios me achareis,

Por desgraça, ou por ventura:

Os ossos na sepultura,

A alma, nestes papéis.”

Bandarra chegou a prever que D. João ou “D. Fuan”, será esse “novo rei alevantado», aclamado em finais dos “anos quarenta”. De facto D. João IV seria aclamado em 1640, com coroação no Terreiro do Paço. Nessa época o retrato de Bandarra foi então exposto na Sé de Lisboa.

As principais referências bibliográficas são: As Trovas de D. João de Castro; A Mensagem de Fernando Pessoa; Oliveira Martins “História de Portugal”; Lopes Correia “Monografia”; Hermani Cidade “Padre António Vieira”.

(more…)

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Pisar a Estrela Que Dá Acesso ao Céu

July 13, 2007 · 2 Comments

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A porta de pedra giratória passa facilmente despercebida a qualquer olhar menos atento, disfarçada que está no meio de um aglomerado de pedras perdido entre a vegetação. Mas é ali, precisamente, mais que em qualquer outro local da Regaleira, que ganham vida os ideais dos mestres maçónicos e as demandas em nome da fé levadas a cabo pelos cavaleiros templários.

Ali mesmo, na entrada do Poço Iniciático. Porque aquele é o símbolo perfeito da descida ao interior da Terra (ao mais fundo de nós?) que desencadeia o processo irreversível do Homem em busca de si mesmo. E depois, uma vez vencidos todos os obstáculos, continua a ser ele o símbolo perfeito da subida em direcção ao exterior - a iluminação do peregrino que conseguiu ser mais forte que a viagem que se propôs fazer.

“Este lugar tem realmente um pouco de tudo”, confirma António Silvestre, abrindo a porta à descoberta e às explicações “As pedras da entrada sugerem logo a morte simbólica, iniciática, que precede a descida” - feita de 15 em 15 degraus até percorrer os nove patamares que trazem à memória os nove círculos do Inferno, os nove céus do Paraíso e as nove secções do Purgatório da Divina Comédia de Dante. E o percurso descendente lá continua, cada vez mais fundo. Cada vez mais intenso, à medida que a estrela de oito pontas e a cruz templária que nela se esconde vão crescendo a olhos vistos, até os pés tocarem o chão e o centro.

“A partir daqui várias possibilidades estão em aberto”, avisa o guia, apontando o labirinto que se segue e se faz de múltiplas escolhas, tal como a vida. Um dos caminhos vai dar a um beco sem saída [aquilo que acontece a quem recusa a viagem], outro vai ter ao Poço Inacabado, que recebe a luz do dia mas não dá acesso ao exterior [representando os que optam pelo menor esforço e acabam por se perder a meio do percurso].

“Há ainda um outro caminho que tem saída e luz, mas é mais comprido que os outros e não tem água. E um último que se faz pela direita (novo elemento simbólico) e vai desembocar no Lago da Cascata, de uma beleza espectacular que sobe para o exterior.” Quase como se dissesse que o processo está completo, fnalmente. Que custou, mas valeu a pena. Que tudo na vida terá valido a pena no dia em que percebermos que fomos capazes de superar os nossos limites.

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Precisamos de descer ao inferno antes de sermos livres pensadores

A partir do momento em que o ingresso é comprado e transposta a entrada principal, há apenas uma coisa a fazer subir. E subir mais um pouco. E andar para a frente, sempre, que a área é vasta e o tempo escasseia quando se pretende conhecer a fundo os cenários que, ao longo do percurso, se sucedem uns aos outros para pôr a descoberto os segredos - muitos segredos, misteriosos, únicos - guardados a sete chaves na Quinta da Regaleira.

“O tempo que o palácio levou a ser construído [só ficaria pronto em 1911, 19 anos depois de o 'Monteiro dos Milhões' ter comprado a propriedade] prova que nada, aqui, é obra do acaso”, nota António Silvestre, apontando para o edifício que se eleva no terreno com a graça de quem sabe ter sido, sempre, o manifesto pessoal de um homem que quis fazer dele síntese da memória espiritual da Humanidade.

“Carvalho Monteiro era, antes de mais, um camoniano que reconhecia a influência dos clássicos e a necessidade de descer aos infernos, vibrar com as energias da Terra e crescer com todo este processo para, no fim, encontrar o equilíbrio”, resume o guia, explicando o sentido figurado da linguagem “O inferno é o medo que todos temos de quebrar as amarras que nos prendem às ideias inculcadas na infância.” A descida e os obstáculos representam a caminhada que fará de nós livres pensadores. A luz “é o encontro connosco”, uma vez alcançado o autoconhecimento.

Nada foi, de facto, deixado ao acaso. E é preciso passar pelo Patamar dos Deuses e a loggia, pela Gruta do Labirinto e o lago, pela Fonte dos Ibis, a capela, o próprio palácio, o Terraço das Quimeras, a Fonte da Abundância, a Torre da Regaleira, o Lago da Cascata, as Grutas do Oriente, do Aquário, da Virgem e da Leda, o Poço Imperfeito e o Poço Iniciático, o Portal dos Guardiães e o Terraço dos Mundos Celestes para sentir que em tudo aquilo sobra espaço para as convicções de cada um.

A Regaleira não tem pretensões de ser bíblia arquitectónica, mas toda ela é um livro - escrito na pedra que lhe dá corpo e na natureza em que se inscreve. Uma ponte entre tempos e saberes que nos faz querer percorrer os muitos caminhos da propriedade com a certeza de que, no fim, é de um só caminho que se trata.

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Espreitar a metáfora com os olhos da alma

Quando, em 1892, António Augusto Carvalho Monteiro comprou os domínios dos barões da Regaleira por 25 contos de réis, era certo e sabido que aquele espaço estava votado ao sucesso, quaisquer que fossem os planos do novo dono. A cultura e sensibilidade raras do “Monteiro dos Milhões” (como era conhecido graças à enorme fortuna acumulada no Brasil) eram, à partida, sinónimo de mais-valia. O facto de ter desejado para a sua quinta o toque mágico do arquitecto e cenógrafo italiano Luigi Manini, famoso pelos rasgos de criatividade e génio, apenas reforçava a ideia.

Ninguém adivinhava, porém, que rosto e espírito iriam animar a Quinta da Regaleira - aninhada a cerca de 700 metros do centro histórico de Sintra - para fazer dela o verdadeiro jogo de opostos que atravessou o tempo e perdura, ainda hoje, nos 4,5 hectares de propriedade e na vegetação luxuriante, na imponência do palácio e da capela, nos estilos neomanuelino e renascentista que se misturam com os jardins de ideal romântico (aqui, as espécies exóticas coexistem com as autóctones, numa recriação do paraíso que devolveria o homem à sua pureza original), na simbologia esotérica e mitológica que se estende às estátuas de deuses e às grutas, aos lagos e aos poços iniciáticos.

“Já trabalho na Regaleira há seis anos e, ao fim de todo este tempo, continuo a descobrir coisas novas. É impressionante”, afirma António Silvestre, o guia que acompanhou o DN na visita guiada pelo mundo místico de uma quinta que se assume, em cada pormenor, em cada recanto, em cada conceito, como filha do caos e da ordem inerentes a todo o processo de criação.

“E o princípio da ordem depois do caos, é a essência da Maçonaria, a que Carvalho Monteiro terá certamente pertencido”, observa António Silvestre, aludindo à reprodução da dinâmica da Natureza pelas ordens maçónicas - em constante renovação interna com vista ao equilíbrio - que se reflecte em toda a extensão da Quinta da Regaleira.

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O que em todo o caso não significa que o “Monteiro dos Milhões” tenha concebido este espaço para a prática de quaisquer rituais. “Não era”, sublinha, “isso que sucedia. As relações simbólicas entre o homem e o universo estão gravadas por todo o lado; a ideia de uma corporação regida pelas suas próprias regras e o conceito de iniciação e de caminhada progressiva rumo ao conhecimento também”, concede António Silvestre. Mas a Quinta da Regaleira tem que ser lida a um outro nível, menos directo e mais abstracto. Puramente simbólico como, aliás, tudo o que existe naquela propriedade e remete directamente para os ensinamentos de inspiração cristã e para correntes esotéricas como a alquimia, o templarismo e a Ordem Rosa Cruz.

“Carvalho Monteiro era essencialmente um conservador patriota e monárquico, que viu na Regaleira um refúgio singular pelo modo como ela lhe permitiu ressuscitar o passado (e a demanda iniciática dos clássicos) e criticar severamente a conjuntura político-religiosa em que o País estava mergulhado na altura”, sustenta o guia. Isso, e representar o caminho da gnose como o único capaz de libertar aquele que ousa empreender, até ao fim, a viagem ao encontro de si mesmo.

Que o génio do “Monteiro dos Milhões” e de Manini só podia ser sinónimo de mais-valia para a propriedade, a vila e a História ninguém duvidava. O que ninguém sabia, então, era que a Regaleira teria alma de metáfora, mágica, surpreendente por nada ser o que parece a um primeiro olhar. Ali só se vê bem com o coração.

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QUINTA DA REGALEIRA (Sintra)

Morada. R. Barbosa du Bocage Sintra

Tel. 219 106 6 50

Horário. Das 10.00 às 20.00

in Diário de Notícias

Photos by Luis de Matos (c) 2006

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